ESPECIAL CARNAVAL 2026: Engasgada com 2025, Grande Rio quer buscar o que foi perdido
ESPECIAL CARNAVAL 2026: Engasgada com 2025, Grande Rio quer buscar o que foi perdido O Carnaval do Grupo Especial 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar no sábado das Campeãs, dia 21. Desde segunda-feira (5), o portal SRzd traz um especial com as informações […]
PORRedação SRzd19/1/2026|
5 min de leitura
Chico Science. Capa da Nação Zumbi
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ESPECIAL CARNAVAL 2026:
Engasgada com 2025, Grande Rio quer buscar o que foi perdido
O Carnaval do Grupo Especial 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar no sábado das Campeãs, dia 21.
Desde segunda-feira (5), o portal SRzd traz um especial com as informações das 12 escolas de samba da divisão de elite do samba carioca.
Após bater na trave em diversas oportunidades e ser vice quatro vezes entre 2006 e 2020, a Acadêmicos do Grande Rio pôde, em 2022, finalmente celebrar seu primeiro campeonato no Grupo Especial do Rio de Janeiro.
E com um desfile épico, dos mais celebrados dos últimos anos nos concursos cariocas, ao levar Exu para a Avenida.
Em 2025, a escola de Caxias saiu da pista como a grande favorita do ano.
E assim os jurados entenderam, exceto os de bateria.
Ao penalizarem a elogiada ala comandada por Mestre Fafá com duas notas 9.9, tiraram da Grande Rio um bicampeonato quase certo. A principal concorrente, a Beija-Flor, foi penalizada em três quesitos, mas foi favorecida pelos descartes e ficou 1 décima na frente.
Agora, é hora de tentar buscar o que foi perdido em 2025.
A escola de Caxias vai abordar o Manguebeat, movimento cultural que surgiu no estado de Pernambuco.
Há cerca de 25 anos, o Brasil viveu uma revolução cultural com origem na cidade do Recife.
Um novo movimento de desordenar a música brasileira, onde Chico Science e Nação Zumbi foram percussores. Assim, os recifenses lançaram o seu primeiro álbum de estúdio, ‘Da Lama ao Caos’, em abril de 1994.
A ideia era misturar elementos da cultura folclórica brasileira, Funk Rock, batidas eletrônicas, riffs de guitarra pesados e Hip-Hop. O disco representa o auge do movimento que ficaria conhecido como Manguebeat e foi responsável por abrir portas para o Rock dos anos 90, com letras que tocavam na ferida da desigualdade social do país. O álbum está na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da Rolling Stone.
Introduzindo o disco, Science anuncia a profecia “modernizar o passado é uma evolução musical” através de um monólogo. A proposta era redimensionar e dar uma nova linguagem à música regional de Pernambuco. O cantor descreve a ideia do disco e caracteriza o movimento Manguebeat.
Nos primeiros versos da música inicial mostram o desprezo pelo conhecimento formal como condição necessária para se fazer música e valoriza a espontaneidade e o sentimento na arte.
Sem pausas, a segunda faixa inicia com Chico a indagar a violência que assola o Brasil. Em “Banditismo Por Uma Questão de Classe” é contestado o discurso do Estado e principalmente dos média. “Há um tempo atrás se falava em bandidos / Há um tempo atrás se falava em solução / Há um tempo atrás se falava em progresso / Há um tempo atrás que eu via televisão”.
A composição analisa a questão social como principal causa na escolha do caminho da marginalidade. “E quem era inocente hoje já virou bandido / Pra poder comer um pedaço de pão todo fodido / Banditismo por pura maldade / Banditismo por necessidade”.
As mazelas da cidade de Recife são algo que fundamentam o Manguebeat e onde a banda procura um novo significado. A música “A Cidade”, uma espécie de maracatu, ritmo tradicional nordestino, unida à guitarra elétrica de Lúcio Maia, tornou-se numa das composições mais significativas da banda e dos anos 90. A cidade é apresentada como centro das ambições tanto para ricos como para mendigos. E, por isso, é cantado no refrão o cenário de segregação, onde os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres, “A cidade não para, a cidade só cresce / O de cima sobe e o debaixo desce”.
Porém, no dia 2 de fevereiro de 1997, Chico Science sofreu um acidente de carro fatal, aos 30 anos. Em nome da continuidade do movimento, a Nação Zumbi continuou o trabalho musical.
Ele dirigia o carro de sua irmã indo de Recife para Olinda. Às 18h30, sozinho ao volante na estrada, o Fiat Uno se chocou contra um poste depois que um outro veículo teria fechado a sua passagem.
Science ainda foi socorrido por um policial que estava passando num ônibus e o levou ao Hospital da Restauração, mas não resistiu e chegou na unidade de saúde morto com múltiplas lesões. O enterro aconteceu na segunda-feira do dia 3 de fevereiro de 1997, no Cemitério de Santo Amaro, localizado no Recife. A família de Chico Science recebeu indenização de cerca de 10 milhões de reais da montadora Fiat, responsabilizada pela morte do cantor e compositor no acidente, devido a falhas no cinto de segurança do carro que dirigia e que poderia ter lhe poupado a vida.
+ conheça o time da escola:
INTÉRPRETE – Evandro Malandro
MESTRE DE BATERIA – Fafá
RAINHA DE BATERIA – Virginia Fonseca
1º CASAL DE MSPB – Daniel Werneck e Taciana Couto
CARNAVALESCO – Antônio Gonzaga
COREÓGRAFOS DE COMISSÃO DE FRENTE – Hélio Bejani e Beth Bejani
+ ouça o samba-enredo:
+ veja o desempenho da escola nos últimos seis carnavais:
(veja a ordem oficial de desfiles):
+ Domingo, 15 de fevereiro:
1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira
+ Segunda-feira, 16 de fevereiro:
1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca
+ Terça-feira, 17 de fevereiro:
1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro
ESPECIAL CARNAVAL 2026:
Engasgada com 2025, Grande Rio quer buscar o que foi perdido
O Carnaval do Grupo Especial 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar no sábado das Campeãs, dia 21.
Desde segunda-feira (5), o portal SRzd traz um especial com as informações das 12 escolas de samba da divisão de elite do samba carioca.
Após bater na trave em diversas oportunidades e ser vice quatro vezes entre 2006 e 2020, a Acadêmicos do Grande Rio pôde, em 2022, finalmente celebrar seu primeiro campeonato no Grupo Especial do Rio de Janeiro.
E com um desfile épico, dos mais celebrados dos últimos anos nos concursos cariocas, ao levar Exu para a Avenida.
Em 2025, a escola de Caxias saiu da pista como a grande favorita do ano.
E assim os jurados entenderam, exceto os de bateria.
Ao penalizarem a elogiada ala comandada por Mestre Fafá com duas notas 9.9, tiraram da Grande Rio um bicampeonato quase certo. A principal concorrente, a Beija-Flor, foi penalizada em três quesitos, mas foi favorecida pelos descartes e ficou 1 décima na frente.
Agora, é hora de tentar buscar o que foi perdido em 2025.
A escola de Caxias vai abordar o Manguebeat, movimento cultural que surgiu no estado de Pernambuco.
Há cerca de 25 anos, o Brasil viveu uma revolução cultural com origem na cidade do Recife.
Um novo movimento de desordenar a música brasileira, onde Chico Science e Nação Zumbi foram percussores. Assim, os recifenses lançaram o seu primeiro álbum de estúdio, ‘Da Lama ao Caos’, em abril de 1994.
A ideia era misturar elementos da cultura folclórica brasileira, Funk Rock, batidas eletrônicas, riffs de guitarra pesados e Hip-Hop. O disco representa o auge do movimento que ficaria conhecido como Manguebeat e foi responsável por abrir portas para o Rock dos anos 90, com letras que tocavam na ferida da desigualdade social do país. O álbum está na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da Rolling Stone.
Introduzindo o disco, Science anuncia a profecia “modernizar o passado é uma evolução musical” através de um monólogo. A proposta era redimensionar e dar uma nova linguagem à música regional de Pernambuco. O cantor descreve a ideia do disco e caracteriza o movimento Manguebeat.
Nos primeiros versos da música inicial mostram o desprezo pelo conhecimento formal como condição necessária para se fazer música e valoriza a espontaneidade e o sentimento na arte.
Sem pausas, a segunda faixa inicia com Chico a indagar a violência que assola o Brasil. Em “Banditismo Por Uma Questão de Classe” é contestado o discurso do Estado e principalmente dos média. “Há um tempo atrás se falava em bandidos / Há um tempo atrás se falava em solução / Há um tempo atrás se falava em progresso / Há um tempo atrás que eu via televisão”.
A composição analisa a questão social como principal causa na escolha do caminho da marginalidade. “E quem era inocente hoje já virou bandido / Pra poder comer um pedaço de pão todo fodido / Banditismo por pura maldade / Banditismo por necessidade”.
As mazelas da cidade de Recife são algo que fundamentam o Manguebeat e onde a banda procura um novo significado. A música “A Cidade”, uma espécie de maracatu, ritmo tradicional nordestino, unida à guitarra elétrica de Lúcio Maia, tornou-se numa das composições mais significativas da banda e dos anos 90. A cidade é apresentada como centro das ambições tanto para ricos como para mendigos. E, por isso, é cantado no refrão o cenário de segregação, onde os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres, “A cidade não para, a cidade só cresce / O de cima sobe e o debaixo desce”.
Porém, no dia 2 de fevereiro de 1997, Chico Science sofreu um acidente de carro fatal, aos 30 anos. Em nome da continuidade do movimento, a Nação Zumbi continuou o trabalho musical.
Ele dirigia o carro de sua irmã indo de Recife para Olinda. Às 18h30, sozinho ao volante na estrada, o Fiat Uno se chocou contra um poste depois que um outro veículo teria fechado a sua passagem.
Science ainda foi socorrido por um policial que estava passando num ônibus e o levou ao Hospital da Restauração, mas não resistiu e chegou na unidade de saúde morto com múltiplas lesões. O enterro aconteceu na segunda-feira do dia 3 de fevereiro de 1997, no Cemitério de Santo Amaro, localizado no Recife. A família de Chico Science recebeu indenização de cerca de 10 milhões de reais da montadora Fiat, responsabilizada pela morte do cantor e compositor no acidente, devido a falhas no cinto de segurança do carro que dirigia e que poderia ter lhe poupado a vida.
+ conheça o time da escola:
INTÉRPRETE – Evandro Malandro
MESTRE DE BATERIA – Fafá
RAINHA DE BATERIA – Virginia Fonseca
1º CASAL DE MSPB – Daniel Werneck e Taciana Couto
CARNAVALESCO – Antônio Gonzaga
COREÓGRAFOS DE COMISSÃO DE FRENTE – Hélio Bejani e Beth Bejani
+ ouça o samba-enredo:
+ veja o desempenho da escola nos últimos seis carnavais:
(veja a ordem oficial de desfiles):
+ Domingo, 15 de fevereiro:
1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira
+ Segunda-feira, 16 de fevereiro:
1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca
+ Terça-feira, 17 de fevereiro:
1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro