‘Eu não matei o Iggnácio, não mandei matar’, diz Rogério de Andrade
Rio. Rogério de Andrade falou. Ele segue em presídio federal de segurança máxima. Rogério foi inicialmente preso em outubro de 2024, após denúncia apresentada à Justiça pelo GAECO/MPRJ pelo homicídio qualificado de Fernando de Miranda Iggnacio, ocorrido em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, no Rio. Andrade passou por […]
PORRedação SRzd5/3/2026|
3 min de leitura
Rogério Andrade vai para presídio Federal. Foto: MPRJ
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Rio. Rogério de Andrade falou.
Ele segue em presídio federal de segurança máxima. Rogério foi inicialmente preso em outubro de 2024, após denúncia apresentada à Justiça pelo GAECO/MPRJ pelo homicídio qualificado de Fernando de Miranda Iggnacio, ocorrido em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, no Rio.
Andrade passou por audiência de instrução do processo nesta semana e foi perguntado pela juíza do I Tribunal do Júri, Alessandra Roidis, se conhecia os autos sobre o homicídio de Iggnácio. O réu foi enfático ao responder por videoconferência:
“Eu agradeço a oportunidade de poder ter o direito de falar, mas eu não cometi isso. Eu não matei o Ignácio, não mandei matar. Eu não mandei isso. Repito que eu não mandei e não conheço o motivo para que isso acontecesse. Eu não reconheço os fatos narrados na denúncia. Esses fatos não são verdadeiros e rechaço com veemência a denúncia”.
E seguiu: “Assim, instruído por meus advogados, eu invoco meu direito constitucional de permanecer em silêncio. E peço perdão a Vossa Excelência”, completou falando da Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
A magistrada respondeu:
“Perdão? Não precisa, não. É um direito seu”.
Na audiência, dois peritos foram ouvidos: um do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, que tem fé pública, e um assistente da defesa. O perito da polícia analisou as conversas de Rogério com o chefe de sua segurança, o ex-sargento da Polícia Militar Márcio Araújo de Souza, que também está preso. Já o perito contratado pelos advogados de Rogério afirmou que não teve acesso ao processo em sua integralidade. Por isso, a defesa tentou adiar o interrogatório do bicheiro, o que foi indeferido pela magistrada.
Ambos conversaram pelo aplicativo Wickr Me, que permite a troca de mensagens criptografadas de ponta a ponta, focado em alta privacidade.
Segundo a denúncia, o contraventor usaria o codinome capitanJacks, enquanto Araújo seria lobO009. Para o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio, ambos tramaram a morte de Fernando Ignácio.
Rogério teria escrito: “Tá bom pra tomar tudo agora”.
Em seguida, comentou: “O cabeludo é o que interessa”, numa referência ao cabelo denso de Ignácio.
Araújo respondeu ao chefe: “Perfeitamente”.
Além de Rogério, outro réu, Gilmar Eneas Lisboa, apontado como responsável por monitorar Ignácio, também seria interrogado. No entanto, ele seguiu a orientação da defesa e se manteve em silêncio.
Rio. Rogério de Andrade falou.
Ele segue em presídio federal de segurança máxima. Rogério foi inicialmente preso em outubro de 2024, após denúncia apresentada à Justiça pelo GAECO/MPRJ pelo homicídio qualificado de Fernando de Miranda Iggnacio, ocorrido em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, no Rio.
Andrade passou por audiência de instrução do processo nesta semana e foi perguntado pela juíza do I Tribunal do Júri, Alessandra Roidis, se conhecia os autos sobre o homicídio de Iggnácio. O réu foi enfático ao responder por videoconferência:
“Eu agradeço a oportunidade de poder ter o direito de falar, mas eu não cometi isso. Eu não matei o Ignácio, não mandei matar. Eu não mandei isso. Repito que eu não mandei e não conheço o motivo para que isso acontecesse. Eu não reconheço os fatos narrados na denúncia. Esses fatos não são verdadeiros e rechaço com veemência a denúncia”.
E seguiu: “Assim, instruído por meus advogados, eu invoco meu direito constitucional de permanecer em silêncio. E peço perdão a Vossa Excelência”, completou falando da Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
A magistrada respondeu:
“Perdão? Não precisa, não. É um direito seu”.
Na audiência, dois peritos foram ouvidos: um do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, que tem fé pública, e um assistente da defesa. O perito da polícia analisou as conversas de Rogério com o chefe de sua segurança, o ex-sargento da Polícia Militar Márcio Araújo de Souza, que também está preso. Já o perito contratado pelos advogados de Rogério afirmou que não teve acesso ao processo em sua integralidade. Por isso, a defesa tentou adiar o interrogatório do bicheiro, o que foi indeferido pela magistrada.
Ambos conversaram pelo aplicativo Wickr Me, que permite a troca de mensagens criptografadas de ponta a ponta, focado em alta privacidade.
Segundo a denúncia, o contraventor usaria o codinome capitanJacks, enquanto Araújo seria lobO009. Para o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio, ambos tramaram a morte de Fernando Ignácio.
Rogério teria escrito: “Tá bom pra tomar tudo agora”.
Em seguida, comentou: “O cabeludo é o que interessa”, numa referência ao cabelo denso de Ignácio.
Araújo respondeu ao chefe: “Perfeitamente”.
Além de Rogério, outro réu, Gilmar Eneas Lisboa, apontado como responsável por monitorar Ignácio, também seria interrogado. No entanto, ele seguiu a orientação da defesa e se manteve em silêncio.