Rio. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), usou as redes sociais nesta sexta-feira (24) para falar sobre o Carnaval na cidade.
Especificamente sobre as escolas de samba, citou a renovação da concessão do sambódromo para a Liga Independente das Escolas de Samba e um teto de gastos para as agremiações (veja a postagem mais abaixo).
Fair play financeiro é um termo que ganhou popularidade através do futebol.
Trata-se de um conjunto de regras estabelecidas para evitar que os clubes gastem mais do que arrecadam e, ao fazê-lo, não tenham problemas financeiros que possam ameaçar a sua sobrevivência a longo prazo.
Alguns argumentaram que o fair play financeiro foi instituído para impedir o “doping” de fontes externas que injetam dinheiro em clubes menores. Os regulamentos que incorporaram esse modelo, sobretudo na Europa, preveem sanções a serem tomadas contra clubes que excedam os gastos, ao longo de várias temporadas, dentro de um quadro orçamentário definido.
O teto de gastos, citado pelo prefeito em suas redes sociais, é algo diferente. No fair play, desde que aquela agremiação tenha condições de gerar receita para justificar suas despesas, ela não é penalizada. Num cenário de limite de investimentos, mesmo que existam receitas, elas não podem ultrapassar esse teto pré-determinado.
Na justificativa, porém, Paes aponta estar preocupado com a disparidade de recursos entre as escolas de samba citando ser “importante que o equilíbrio e as boas condições de preparação do Carnaval sejam garantidos” e a criação de “um critério que vai permitir um jogo mais justo entre as escolas”. A ver. E você? O que pensa sobre o tema?


