Filho de Mestre Sacaca sobre enredo da Mangueira: ‘Não é o Sacaca, é o Amapá’
Carnaval. A Estação Primeira de Mangueira divulgou seu enredo para o Carnaval de 2026 na semana passada. O amapaense Raimundo dos Santos Souza, o “mestre Sacaca”, será homenageado, com o tema Mestre Sacaca do encanto Tucuju – O guardião da Amazônia negra. “Sacaca morreu em 1999 aos 73 anos e hoje dá nome ao Museu […]
PORRedação SRzd19/5/2025|
3 min de leitura
Armistrong Souza. Reprodução de vídeo
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Carnaval. A Estação Primeira de Mangueira divulgou seu enredo para o Carnaval de 2026 na semana passada.
O amapaense Raimundo dos Santos Souza, o “mestre Sacaca”, será homenageado, com o tema Mestre Sacaca do encanto Tucuju – O guardião da Amazônia negra.
“Sacaca morreu em 1999 aos 73 anos e hoje dá nome ao Museu Sacaca, no Centro de Macapá. A escola de samba destacou que o amapaense utilizava seus conhecimentos no tratamento de doenças e do cuidado comunitário por meio de garrafadas, chás, unguentos e simpatias. Ele dedicou a vida à defesa da floresta e das tradições, práticas e culturas afro-indígenas. Por essa razão, a Mangueira, contadora de diferentes histórias brasileiras, celebra essa figura que é uma das caras do nosso país diverso e de dimensões continentais. A Mangueira descreveu que Sacaca representa os encantos da região e é uma titulação xamânica. O tema, por sua vez, mergulha na história afro-indígena do extremo Norte do país”, informou a escola.
“Estamos falando de algo inédito na historiografia da Mangueira: tratar de costumes afro-indígenas. Mesmo no Brasil, muitas vezes ainda predomina uma visão monolítica sobre a Amazônia, com muitas narrativas e personagens ainda inexplorados ou sem ter a devida atenção”, descreveu Sidnei França, carnavalesco da Mangueira, ao site do grupo Globo.
Repercussão no Amapá. Armistrong Souza, filho do homenageado, falou, entre outras coisas, de como seu pai representará o estado na Sapucaí em entrevista para a Rádio Diário FM, emissora loca.
“As pessoas pensam que ele que está sendo levado, mas é o estado. A Mangueira é a escola que mais trabalha a História do Brasil. Esse modelo é único. Até hoje, pessoas que nunca eu tinha visto falam que meu pai as curou de alguma doença. Ele foi uma pessoa muito influente do estado”, disse ao programa Luiz Melo Entrevista.
Armistrong ainda falou que equipes da Mangueira estiveram no Amapá, fazendo uma pesquisa sigilosa e aprofundada, que resultou na escolha do Sacaca como tema.
“É um mestre tucuju representante da Amazônia amapaense; não é o Sacaca, é o estado do Amapá. A Mangueira inova muita coisa. Ganhamos em 2008 com a Beija-Flor. O Amapá vai novamente, agora com uma pessoa específica para trabalhar o enredo. O Neguinho da Beija-Flor, que conheceu o Sacaca pessoalmente, disse que ajudará como fonte. Há muito tempo a Mangueira não ganha, nem como nome de peso”, disse.
Durante a entrevista Armistrong relembrou que em 2008 o Amapá foi homenageado e a escola foi campeã.
O filho de Sacaca destacou também a importância do governador Clécio Luís e do senador Davi Alcolumbre, que auxiliaram para colocar o Amapá em destaque no maior espetáculo da Terra outra vez (veja na íntegra):
Na Avenida este ano cantou o enredo À flor da Terra – No Rio da negritude entre dores e paixões, com desenvolvimento do carnavalesco Sidnei França, estreando na verde e rosa e que segue para 2026.
O samba-enredo leva a assinatura de Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Júlio Alves, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim. A escola ficou com o 6º lugar do Grupo Especial.
Carnaval. A Estação Primeira de Mangueira divulgou seu enredo para o Carnaval de 2026 na semana passada.
O amapaense Raimundo dos Santos Souza, o “mestre Sacaca”, será homenageado, com o tema Mestre Sacaca do encanto Tucuju – O guardião da Amazônia negra.
“Sacaca morreu em 1999 aos 73 anos e hoje dá nome ao Museu Sacaca, no Centro de Macapá. A escola de samba destacou que o amapaense utilizava seus conhecimentos no tratamento de doenças e do cuidado comunitário por meio de garrafadas, chás, unguentos e simpatias. Ele dedicou a vida à defesa da floresta e das tradições, práticas e culturas afro-indígenas. Por essa razão, a Mangueira, contadora de diferentes histórias brasileiras, celebra essa figura que é uma das caras do nosso país diverso e de dimensões continentais. A Mangueira descreveu que Sacaca representa os encantos da região e é uma titulação xamânica. O tema, por sua vez, mergulha na história afro-indígena do extremo Norte do país”, informou a escola.
“Estamos falando de algo inédito na historiografia da Mangueira: tratar de costumes afro-indígenas. Mesmo no Brasil, muitas vezes ainda predomina uma visão monolítica sobre a Amazônia, com muitas narrativas e personagens ainda inexplorados ou sem ter a devida atenção”, descreveu Sidnei França, carnavalesco da Mangueira, ao site do grupo Globo.
Repercussão no Amapá. Armistrong Souza, filho do homenageado, falou, entre outras coisas, de como seu pai representará o estado na Sapucaí em entrevista para a Rádio Diário FM, emissora loca.
“As pessoas pensam que ele que está sendo levado, mas é o estado. A Mangueira é a escola que mais trabalha a História do Brasil. Esse modelo é único. Até hoje, pessoas que nunca eu tinha visto falam que meu pai as curou de alguma doença. Ele foi uma pessoa muito influente do estado”, disse ao programa Luiz Melo Entrevista.
Armistrong ainda falou que equipes da Mangueira estiveram no Amapá, fazendo uma pesquisa sigilosa e aprofundada, que resultou na escolha do Sacaca como tema.
“É um mestre tucuju representante da Amazônia amapaense; não é o Sacaca, é o estado do Amapá. A Mangueira inova muita coisa. Ganhamos em 2008 com a Beija-Flor. O Amapá vai novamente, agora com uma pessoa específica para trabalhar o enredo. O Neguinho da Beija-Flor, que conheceu o Sacaca pessoalmente, disse que ajudará como fonte. Há muito tempo a Mangueira não ganha, nem como nome de peso”, disse.
Durante a entrevista Armistrong relembrou que em 2008 o Amapá foi homenageado e a escola foi campeã.
O filho de Sacaca destacou também a importância do governador Clécio Luís e do senador Davi Alcolumbre, que auxiliaram para colocar o Amapá em destaque no maior espetáculo da Terra outra vez (veja na íntegra):
Na Avenida este ano cantou o enredo À flor da Terra – No Rio da negritude entre dores e paixões, com desenvolvimento do carnavalesco Sidnei França, estreando na verde e rosa e que segue para 2026.
O samba-enredo leva a assinatura de Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Júlio Alves, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim. A escola ficou com o 6º lugar do Grupo Especial.