Final do desfile da União de Maricá termina com incidentes na apoteose
Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam neste no sábado (14) na Marquês de Sapucaí. A 6ª escola a desfilar neste sábado foi a União de Maricá com o enredo: Berenguendéns e Balangandãs. Rica e uma das favoritas do ano. Um meteoro do samba carioca nos […]
PORRedação SRzd15/2/2026|
5 min de leitura
Desfile da Série Ouro 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd
Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam neste no sábado (14) na Marquês de Sapucaí.
A 6ª escola a desfilar neste sábado foi a União de Maricá com o enredo: Berenguendéns e Balangandãs.
Rica e uma das favoritas do ano.
Um meteoro do samba carioca nos últimos tempos, Maricá fez, em 10 anos, uma trajetória de sucesso e está, como se diz popularmente, na “boca” para subir ao Especial. Show de drones, fogos por quase 20 minutos, caravanas vindas de Maricá, devidamente instrumentadas com bandeiras para preencher as arquibancadas, e profissionais consagrados da festa no seu elenco, como Leandro Vieira, Patrick Carvalho e Zé Paulo, todos também contratados de coirmãs do grupo principal. Muito recurso e uma meta: ser grande. Porém, faltou o chamado “molho” para o desfile de Maricá, que ainda teve problemas com a última alegoria, que passou apagada em grande parte da Avenida, além de um princípio de incêndio no carro dois ao chegar na apoteose.
E a reta final contou com mais problemas.
O último carro teve dificuldades para sair da pista e uma pessoa ficou gravemente ferida, com fratura em uma das pernas. Outras pessoas ficaram feridas também, segundo informações preliminares.
A escola estourou o tempo máximo de desfile em 2 minutos.
+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:
JAIME CEZÁRIO: O enredo “Berenguendéns e Balangandãs” presta homenagem à beleza, à resistência, à memória e à autonomia cultural das mulheres negras, tomando essas joias-amuletos como símbolos de identidade e ancestralidade.
Ao transformar os balangandãs em elo entre passado e presente, o desfile exalta a sofisticação estética e o profundo significado histórico dessa tradição na grande festa do Carnaval carioca.
Maricá chegou sonhando em ascender ao Grupo Especial. Trouxe um conjunto de fantasias entre as mais ricas e belas da Série Ouro, nas quais contou a história dos balangandãs que enfeitam as mulheres pretas — o pertencimento que reluz no amuleto. Apostou em um colorido marcado pelo vermelho, com predominância do ouro e da prata, remetendo aos metais que servem de matéria-prima para a criação dessas joias.
Tudo belo e harmonioso. O conjunto alegórico seguiu o mesmo esquema cromático, com forte presença do efeito metálico. Beleza, refinamento, efeitos de movimento e recursos pirotécnicos, esculturas bem delineadas — o puro suco do poderio financeiro muito bem aplicado. Infelizmente, a terceira alegoria passou apagada; falhas que podem atrapalhar a escola na busca pelo título. A sorte foi lançada!
CÉLIA SOUTO: A escola entrou na Avenida com bastante atitude movimentando a Marquês de Sapucaí. Os componentes demonstraram domínio do canto, clareza e desfilaram evoluindo com equilíbrio entre as alas.
CLÁUDIO FRANCIONI: Há pouco o que se falar sobre a parte musical da Maricá. Um grande intérprete, arranjos de bateria, de vozes e cordas de ótima concepção à serviço de um bom samba. Desfile musicalmente impecável.
BRUNO MORAES: A Maricadência, sob o comando do Mestre Paulinho Steves, apresentou um ritmo consistente, bem swingado e coeso. As convenções, inspiradas na sonoridade baiana, foram executadas com eficiência e personalidade, valorizando a proposta musical da bateria.
Em alguns trechos da pista, as bossas demonstraram leve instabilidade, mas nada que apagasse o conjunto do trabalho. Nos módulos de julgamento, a bateria se portou com segurança e fez boas apresentações, mantendo a qualidade e o padrão rítmico ao longo do desfile.
ELIANE SOUZA: Que maravilha de ver Fabrício Pires e Giovanna Justos em sua performance! Eles, com seus estilos transformados pelas técnicas de dança, se apresentaram na Avenida com graciosidade e leveza.
A ‘boniteza’ da performance se fez pela manutenção do estilo marcante de cada um dos dançarinos que impôs , dissimulado e antropofágico, devorando para enriquecer o modo de bailar! A suavidade imposta à característica da performance dos dançarinos, se traduziu na fluidez como eles executaram os movimentos característicos que dominam com maestria. Movimentos do mestre-sala, que são marcados pelas ações de artes marciais, se derretem em meneios, mesuras, fugas e contrafugas! Passos e gestos do minueto para embalar, posto que têm permissão de estar na cena! Bonito de ver!
A pisada forte, potente da porta-bandeira, que guarda o surdo 1 no coração, colaborou na execução de seu abano, hoje em giros numa mistura de água e ar, fluídos e flutuantes! Ela levitava em seus giros no abano. Conhecimento ancestral contato com o apoio das técnicas da dança!
Cruzado, meio-sapateado, currupio, pegada-de-mão e apresentação de bandeira, nas ações do protagonista, para abrir espaço para o abano, o balanço com/sem apoio na cadência do surdo 1 que marca para sempre a escritura coreográfica da bela dama! Apreciei com encantamento a ternura e compromisso no desfralde do pavilhão! Axé, belo casal!
Luiz Augusto e Bia Estrela, conduziram pela passarela o segundo pavilhão com muita galhardia ! Bonito de apreciar a performance do par!
Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio:
Vai ao sambódromo? Veja o que pode e o que não pode na Avenida:
Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam neste no sábado (14) na Marquês de Sapucaí.
A 6ª escola a desfilar neste sábado foi a União de Maricá com o enredo: Berenguendéns e Balangandãs.
Rica e uma das favoritas do ano.
Um meteoro do samba carioca nos últimos tempos, Maricá fez, em 10 anos, uma trajetória de sucesso e está, como se diz popularmente, na “boca” para subir ao Especial. Show de drones, fogos por quase 20 minutos, caravanas vindas de Maricá, devidamente instrumentadas com bandeiras para preencher as arquibancadas, e profissionais consagrados da festa no seu elenco, como Leandro Vieira, Patrick Carvalho e Zé Paulo, todos também contratados de coirmãs do grupo principal. Muito recurso e uma meta: ser grande. Porém, faltou o chamado “molho” para o desfile de Maricá, que ainda teve problemas com a última alegoria, que passou apagada em grande parte da Avenida, além de um princípio de incêndio no carro dois ao chegar na apoteose.
E a reta final contou com mais problemas.
O último carro teve dificuldades para sair da pista e uma pessoa ficou gravemente ferida, com fratura em uma das pernas. Outras pessoas ficaram feridas também, segundo informações preliminares.
A escola estourou o tempo máximo de desfile em 2 minutos.
+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:
JAIME CEZÁRIO: O enredo “Berenguendéns e Balangandãs” presta homenagem à beleza, à resistência, à memória e à autonomia cultural das mulheres negras, tomando essas joias-amuletos como símbolos de identidade e ancestralidade.
Ao transformar os balangandãs em elo entre passado e presente, o desfile exalta a sofisticação estética e o profundo significado histórico dessa tradição na grande festa do Carnaval carioca.
Maricá chegou sonhando em ascender ao Grupo Especial. Trouxe um conjunto de fantasias entre as mais ricas e belas da Série Ouro, nas quais contou a história dos balangandãs que enfeitam as mulheres pretas — o pertencimento que reluz no amuleto. Apostou em um colorido marcado pelo vermelho, com predominância do ouro e da prata, remetendo aos metais que servem de matéria-prima para a criação dessas joias.
Tudo belo e harmonioso. O conjunto alegórico seguiu o mesmo esquema cromático, com forte presença do efeito metálico. Beleza, refinamento, efeitos de movimento e recursos pirotécnicos, esculturas bem delineadas — o puro suco do poderio financeiro muito bem aplicado. Infelizmente, a terceira alegoria passou apagada; falhas que podem atrapalhar a escola na busca pelo título. A sorte foi lançada!
CÉLIA SOUTO: A escola entrou na Avenida com bastante atitude movimentando a Marquês de Sapucaí. Os componentes demonstraram domínio do canto, clareza e desfilaram evoluindo com equilíbrio entre as alas.
CLÁUDIO FRANCIONI: Há pouco o que se falar sobre a parte musical da Maricá. Um grande intérprete, arranjos de bateria, de vozes e cordas de ótima concepção à serviço de um bom samba. Desfile musicalmente impecável.
BRUNO MORAES: A Maricadência, sob o comando do Mestre Paulinho Steves, apresentou um ritmo consistente, bem swingado e coeso. As convenções, inspiradas na sonoridade baiana, foram executadas com eficiência e personalidade, valorizando a proposta musical da bateria.
Em alguns trechos da pista, as bossas demonstraram leve instabilidade, mas nada que apagasse o conjunto do trabalho. Nos módulos de julgamento, a bateria se portou com segurança e fez boas apresentações, mantendo a qualidade e o padrão rítmico ao longo do desfile.
ELIANE SOUZA: Que maravilha de ver Fabrício Pires e Giovanna Justos em sua performance! Eles, com seus estilos transformados pelas técnicas de dança, se apresentaram na Avenida com graciosidade e leveza.
A ‘boniteza’ da performance se fez pela manutenção do estilo marcante de cada um dos dançarinos que impôs , dissimulado e antropofágico, devorando para enriquecer o modo de bailar! A suavidade imposta à característica da performance dos dançarinos, se traduziu na fluidez como eles executaram os movimentos característicos que dominam com maestria. Movimentos do mestre-sala, que são marcados pelas ações de artes marciais, se derretem em meneios, mesuras, fugas e contrafugas! Passos e gestos do minueto para embalar, posto que têm permissão de estar na cena! Bonito de ver!
A pisada forte, potente da porta-bandeira, que guarda o surdo 1 no coração, colaborou na execução de seu abano, hoje em giros numa mistura de água e ar, fluídos e flutuantes! Ela levitava em seus giros no abano. Conhecimento ancestral contato com o apoio das técnicas da dança!
Cruzado, meio-sapateado, currupio, pegada-de-mão e apresentação de bandeira, nas ações do protagonista, para abrir espaço para o abano, o balanço com/sem apoio na cadência do surdo 1 que marca para sempre a escritura coreográfica da bela dama! Apreciei com encantamento a ternura e compromisso no desfralde do pavilhão! Axé, belo casal!
Luiz Augusto e Bia Estrela, conduziram pela passarela o segundo pavilhão com muita galhardia ! Bonito de apreciar a performance do par!
Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio:
Vai ao sambódromo? Veja o que pode e o que não pode na Avenida: