Final do desfile da União de Maricá termina com incidentes na apoteose

  • Icon instagram_blue
  • Icon youtube_blue
  • Icon x_blue
  • Icon facebook_blue
  • Icon google_blue

Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam neste no sábado (14) na Marquês de Sapucaí. A 6ª escola a desfilar neste sábado foi a União de Maricá com o enredo: Berenguendéns e Balangandãs. Rica e uma das favoritas do ano. Um meteoro do samba carioca nos […]

POR Redação SRzd 15/2/2026| 5 min de leitura

Desfile da Série Ouro 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

Desfile da Série Ouro 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

| Siga-nos Google News

Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam neste no sábado (14) na Marquês de Sapucaí.

A 6ª escola a desfilar neste sábado foi a União de Maricá com o enredo: Berenguendéns e Balangandãs.

Rica e uma das favoritas do ano.

Um meteoro do samba carioca nos últimos tempos, Maricá fez, em 10 anos, uma trajetória de sucesso e está, como se diz popularmente, na “boca” para subir ao Especial. Show de drones, fogos por quase 20 minutos, caravanas vindas de Maricá, devidamente instrumentadas com bandeiras para preencher as arquibancadas, e profissionais consagrados da festa no seu elenco, como Leandro Vieira, Patrick Carvalho e Zé Paulo, todos também contratados de coirmãs do grupo principal. Muito recurso e uma meta: ser grande. Porém, faltou o chamado “molho” para o desfile de Maricá, que ainda teve problemas com a última alegoria, que passou apagada em grande parte da Avenida, além de um princípio de incêndio no carro dois ao chegar na apoteose.

E a reta final contou com mais problemas.

O último carro teve dificuldades para sair da pista e uma pessoa ficou gravemente ferida, com fratura em uma das pernas. Outras pessoas ficaram feridas também, segundo informações preliminares.

A escola estourou o tempo máximo de desfile em 2 minutos.

+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:

JAIME CEZÁRIO: O enredo “Berenguendéns e Balangandãs” presta homenagem à beleza, à resistência, à memória e à autonomia cultural das mulheres negras, tomando essas joias-amuletos como símbolos de identidade e ancestralidade.

Ao transformar os balangandãs em elo entre passado e presente, o desfile exalta a sofisticação estética e o profundo significado histórico dessa tradição na grande festa do Carnaval carioca.

Maricá chegou sonhando em ascender ao Grupo Especial. Trouxe um conjunto de fantasias entre as mais ricas e belas da Série Ouro, nas quais contou a história dos balangandãs que enfeitam as mulheres pretas — o pertencimento que reluz no amuleto. Apostou em um colorido marcado pelo vermelho, com predominância do ouro e da prata, remetendo aos metais que servem de matéria-prima para a criação dessas joias.

Tudo belo e harmonioso. O conjunto alegórico seguiu o mesmo esquema cromático, com forte presença do efeito metálico. Beleza, refinamento, efeitos de movimento e recursos pirotécnicos, esculturas bem delineadas — o puro suco do poderio financeiro muito bem aplicado. Infelizmente, a terceira alegoria passou apagada; falhas que podem atrapalhar a escola na busca pelo título. A sorte foi lançada!

CÉLIA SOUTO: A escola entrou na Avenida com bastante atitude movimentando a Marquês de Sapucaí. Os componentes demonstraram domínio do canto, clareza e desfilaram evoluindo com equilíbrio entre as alas.

CLÁUDIO FRANCIONI: Há pouco o que se falar sobre a parte musical da Maricá. Um grande intérprete, arranjos de bateria, de vozes e cordas de ótima concepção à serviço de um bom samba. Desfile musicalmente impecável.

BRUNO MORAES: A Maricadência, sob o comando do Mestre Paulinho Steves, apresentou um ritmo consistente, bem swingado e coeso. As convenções, inspiradas na sonoridade baiana, foram executadas com eficiência e personalidade, valorizando a proposta musical da bateria.

Em alguns trechos da pista, as bossas demonstraram leve instabilidade, mas nada que apagasse o conjunto do trabalho. Nos módulos de julgamento, a bateria se portou com segurança e fez boas apresentações, mantendo a qualidade e o padrão rítmico ao longo do desfile.

ELIANE SOUZA: Que maravilha de ver Fabrício Pires e Giovanna Justos em sua performance! Eles, com seus estilos transformados pelas técnicas de dança, se apresentaram na Avenida com graciosidade e leveza.

A ‘boniteza’ da performance se fez pela manutenção do estilo marcante de cada um dos dançarinos que impôs , dissimulado e antropofágico, devorando para enriquecer o modo de bailar! A suavidade imposta à característica da performance dos dançarinos, se traduziu na fluidez como eles executaram os movimentos característicos que dominam com maestria. Movimentos do mestre-sala, que são marcados pelas ações de artes marciais, se derretem em meneios, mesuras, fugas e contrafugas! Passos e gestos do minueto para embalar, posto que têm permissão de estar na cena! Bonito de ver!

A pisada forte, potente da porta-bandeira, que guarda o surdo 1 no coração, colaborou na execução de seu abano, hoje em giros numa mistura de água e ar, fluídos e flutuantes! Ela levitava em seus giros no abano. Conhecimento ancestral contato com o apoio das técnicas da dança!

Cruzado, meio-sapateado, currupio, pegada-de-mão e apresentação de bandeira, nas ações do protagonista, para abrir espaço para o abano, o balanço com/sem apoio na cadência do surdo 1 que marca para sempre a escritura coreográfica da bela dama! Apreciei com encantamento a ternura e compromisso no desfralde do pavilhão! Axé, belo casal!

Luiz Augusto e Bia Estrela, conduziram pela passarela o segundo pavilhão com muita galhardia ! Bonito de apreciar a performance do par!

Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio:

Vai ao sambódromo? Veja o que pode e o que não pode na Avenida:

Arpoador

Rodapé - carnaval rio

Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam neste no sábado (14) na Marquês de Sapucaí.

A 6ª escola a desfilar neste sábado foi a União de Maricá com o enredo: Berenguendéns e Balangandãs.

Rica e uma das favoritas do ano.

Um meteoro do samba carioca nos últimos tempos, Maricá fez, em 10 anos, uma trajetória de sucesso e está, como se diz popularmente, na “boca” para subir ao Especial. Show de drones, fogos por quase 20 minutos, caravanas vindas de Maricá, devidamente instrumentadas com bandeiras para preencher as arquibancadas, e profissionais consagrados da festa no seu elenco, como Leandro Vieira, Patrick Carvalho e Zé Paulo, todos também contratados de coirmãs do grupo principal. Muito recurso e uma meta: ser grande. Porém, faltou o chamado “molho” para o desfile de Maricá, que ainda teve problemas com a última alegoria, que passou apagada em grande parte da Avenida, além de um princípio de incêndio no carro dois ao chegar na apoteose.

E a reta final contou com mais problemas.

O último carro teve dificuldades para sair da pista e uma pessoa ficou gravemente ferida, com fratura em uma das pernas. Outras pessoas ficaram feridas também, segundo informações preliminares.

A escola estourou o tempo máximo de desfile em 2 minutos.

+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:

JAIME CEZÁRIO: O enredo “Berenguendéns e Balangandãs” presta homenagem à beleza, à resistência, à memória e à autonomia cultural das mulheres negras, tomando essas joias-amuletos como símbolos de identidade e ancestralidade.

Ao transformar os balangandãs em elo entre passado e presente, o desfile exalta a sofisticação estética e o profundo significado histórico dessa tradição na grande festa do Carnaval carioca.

Maricá chegou sonhando em ascender ao Grupo Especial. Trouxe um conjunto de fantasias entre as mais ricas e belas da Série Ouro, nas quais contou a história dos balangandãs que enfeitam as mulheres pretas — o pertencimento que reluz no amuleto. Apostou em um colorido marcado pelo vermelho, com predominância do ouro e da prata, remetendo aos metais que servem de matéria-prima para a criação dessas joias.

Tudo belo e harmonioso. O conjunto alegórico seguiu o mesmo esquema cromático, com forte presença do efeito metálico. Beleza, refinamento, efeitos de movimento e recursos pirotécnicos, esculturas bem delineadas — o puro suco do poderio financeiro muito bem aplicado. Infelizmente, a terceira alegoria passou apagada; falhas que podem atrapalhar a escola na busca pelo título. A sorte foi lançada!

CÉLIA SOUTO: A escola entrou na Avenida com bastante atitude movimentando a Marquês de Sapucaí. Os componentes demonstraram domínio do canto, clareza e desfilaram evoluindo com equilíbrio entre as alas.

CLÁUDIO FRANCIONI: Há pouco o que se falar sobre a parte musical da Maricá. Um grande intérprete, arranjos de bateria, de vozes e cordas de ótima concepção à serviço de um bom samba. Desfile musicalmente impecável.

BRUNO MORAES: A Maricadência, sob o comando do Mestre Paulinho Steves, apresentou um ritmo consistente, bem swingado e coeso. As convenções, inspiradas na sonoridade baiana, foram executadas com eficiência e personalidade, valorizando a proposta musical da bateria.

Em alguns trechos da pista, as bossas demonstraram leve instabilidade, mas nada que apagasse o conjunto do trabalho. Nos módulos de julgamento, a bateria se portou com segurança e fez boas apresentações, mantendo a qualidade e o padrão rítmico ao longo do desfile.

ELIANE SOUZA: Que maravilha de ver Fabrício Pires e Giovanna Justos em sua performance! Eles, com seus estilos transformados pelas técnicas de dança, se apresentaram na Avenida com graciosidade e leveza.

A ‘boniteza’ da performance se fez pela manutenção do estilo marcante de cada um dos dançarinos que impôs , dissimulado e antropofágico, devorando para enriquecer o modo de bailar! A suavidade imposta à característica da performance dos dançarinos, se traduziu na fluidez como eles executaram os movimentos característicos que dominam com maestria. Movimentos do mestre-sala, que são marcados pelas ações de artes marciais, se derretem em meneios, mesuras, fugas e contrafugas! Passos e gestos do minueto para embalar, posto que têm permissão de estar na cena! Bonito de ver!

A pisada forte, potente da porta-bandeira, que guarda o surdo 1 no coração, colaborou na execução de seu abano, hoje em giros numa mistura de água e ar, fluídos e flutuantes! Ela levitava em seus giros no abano. Conhecimento ancestral contato com o apoio das técnicas da dança!

Cruzado, meio-sapateado, currupio, pegada-de-mão e apresentação de bandeira, nas ações do protagonista, para abrir espaço para o abano, o balanço com/sem apoio na cadência do surdo 1 que marca para sempre a escritura coreográfica da bela dama! Apreciei com encantamento a ternura e compromisso no desfralde do pavilhão! Axé, belo casal!

Luiz Augusto e Bia Estrela, conduziram pela passarela o segundo pavilhão com muita galhardia ! Bonito de apreciar a performance do par!

Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio:

Vai ao sambódromo? Veja o que pode e o que não pode na Avenida:

Arpoador

Rodapé - carnaval rio

Notícias Relacionadas

Ver tudo