Há 50 anos, Beija-Flor rompia hegemonia de quarteto e mudava a história do Carnaval carioca
MEMÓRIA SRzd: Há 50 anos, Beija-Flor rompia hegemonia de quarteto e mudava a história do Carnaval carioca “Sonhar com filharada, é o coelhinho Com gente teimosa, na cabeça dá burrinho E com rapaz todo enfeitado O resultado pessoal, é pavão ou é veado” Recém-chegada ao grupo das grandes escolas do Carnaval do Rio de Janeiro, […]
PORRedação SRzd6/4/2026|
2 min de leitura
Beija-Flor desfila em 1976 com "Sonhar com Rei da Leão". Foto: Reprodução
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MEMÓRIA SRzd: Há 50 anos, Beija-Flor rompia hegemonia de quarteto e mudava a história do Carnaval carioca
“Sonhar com filharada, é o coelhinho
Com gente teimosa, na cabeça dá burrinho
E com rapaz todo enfeitado
O resultado pessoal, é pavão ou é veado”
Recém-chegada ao grupo das grandes escolas do Carnaval do Rio de Janeiro, vinda do município de Nilópolis, a então pequenina Beija-Flor mudou a história dos concursos carnavalescos na cidade maravilhosa.
Turbinada pelo dinheiro do jogo do bicho e com um patrono de respeito, a escola da Baixada Fluminense conseguiu um feito inimaginável até então: romper a hegemonia do quarteto que dominava a competição; Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano.
Foi no ano de 1976, justamente fazendo uma ode ao jogo do bicho, que a Beija-Flor conquistou o campeonato do Grupo Especial.
O enredo, “Sonhar com o Rei dá Leão”.
O samba? Assinado por Neguinho da Beija-Flor, que também já era a voz oficial.
Os versos singelos funcionaram para empurrar o cortejo nilopolitano.
Mas a grande vedete daquela noite de Carnaval foi o luxo e a plástica já reconhecidas concebidas pela mente de um dos gênios da cultura popular: Joãosinho Trinta.
O artista foi contratado a peso de ouro junto ao Salgueiro, onde havia sido bicampeão nos anos anteriores. A contratação mostrava que a agremiação de Anísio Abraão David havia chegado no jogo para brigar. Junto dele, outro mestre teve seu passe comprado do time salgueirense; o diretor de Carnaval Laíla.
A diferença foi tanta, que a campeã de 76 ficou 6 pontos na frente da segunda colocada, a Mangueira.
O campeonato inaugurou uma nova era nos concursos e mexeu com o tabuleiro do samba carioca. A partir daquele 1976, o Salgueiro esperou 17 anos para voltar a ser campeão; a Mangueira só voltou ao topo em 1984. O Império deu os primeiros sinais de impotência diante do poderio das coirmãs abonadas pela injeção de verba de seus patronos. A Portela ainda lutou, mas também passou a viver longo jejum após 1984. De lá pra cá, tudo se transformou, e a Beija-Flor viu seus caminhos abertos para se tornar uma das grandes e a mais vitoriosa da era sambódromo que se iniciaria 8 anos depois (relembre):
MEMÓRIA SRzd: Há 50 anos, Beija-Flor rompia hegemonia de quarteto e mudava a história do Carnaval carioca
“Sonhar com filharada, é o coelhinho
Com gente teimosa, na cabeça dá burrinho
E com rapaz todo enfeitado
O resultado pessoal, é pavão ou é veado”
Recém-chegada ao grupo das grandes escolas do Carnaval do Rio de Janeiro, vinda do município de Nilópolis, a então pequenina Beija-Flor mudou a história dos concursos carnavalescos na cidade maravilhosa.
Turbinada pelo dinheiro do jogo do bicho e com um patrono de respeito, a escola da Baixada Fluminense conseguiu um feito inimaginável até então: romper a hegemonia do quarteto que dominava a competição; Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano.
Foi no ano de 1976, justamente fazendo uma ode ao jogo do bicho, que a Beija-Flor conquistou o campeonato do Grupo Especial.
O enredo, “Sonhar com o Rei dá Leão”.
O samba? Assinado por Neguinho da Beija-Flor, que também já era a voz oficial.
Os versos singelos funcionaram para empurrar o cortejo nilopolitano.
Mas a grande vedete daquela noite de Carnaval foi o luxo e a plástica já reconhecidas concebidas pela mente de um dos gênios da cultura popular: Joãosinho Trinta.
O artista foi contratado a peso de ouro junto ao Salgueiro, onde havia sido bicampeão nos anos anteriores. A contratação mostrava que a agremiação de Anísio Abraão David havia chegado no jogo para brigar. Junto dele, outro mestre teve seu passe comprado do time salgueirense; o diretor de Carnaval Laíla.
A diferença foi tanta, que a campeã de 76 ficou 6 pontos na frente da segunda colocada, a Mangueira.
O campeonato inaugurou uma nova era nos concursos e mexeu com o tabuleiro do samba carioca. A partir daquele 1976, o Salgueiro esperou 17 anos para voltar a ser campeão; a Mangueira só voltou ao topo em 1984. O Império deu os primeiros sinais de impotência diante do poderio das coirmãs abonadas pela injeção de verba de seus patronos. A Portela ainda lutou, mas também passou a viver longo jejum após 1984. De lá pra cá, tudo se transformou, e a Beija-Flor viu seus caminhos abertos para se tornar uma das grandes e a mais vitoriosa da era sambódromo que se iniciaria 8 anos depois (relembre):