Mestre Ciça, da Viradouro, grava depoimento para acervo do Museu do Samba
O Museu do Samba recebeu, no último dia 20 de junho, um dos maiores mestres de bateria do Carnaval carioca para gravação de depoimento para o acervo audiovisual da instituição. Mestre Ciça, comandante da bateria da Unidos do Viradouro, foi entrevistado pelo pesquisador Vinicius Natal e pela gerente técnica do museu, Desirrée Reis, dentro da […]
PORRedação SRzd22/6/2022|
3 min de leitura
Mestre Ciça grava depoimento para o Museu do Samba. Foto: Jean Claudio Santana da Silva
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O Museu do Samba recebeu, no último dia 20 de junho, um dos maiores mestres de bateria do Carnaval carioca para gravação de depoimento para o acervo audiovisual da instituição.
Mestre Ciça, comandante da bateria da Unidos do Viradouro, foi entrevistado pelo pesquisador Vinicius Natal e pela gerente técnica do museu, Desirrée Reis, dentro da programação do projeto “Memória das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro”, que documenta histórias e memórias de personalidades do samba e do Carnaval – cantores, compositores, mestres de bateria, porta-bandeiras, passistas e outros profissionais da folia.
Ciça relembrou o início de sua trajetória, tocando agogô de duas bocas em sua “escola do coração”, a Unidos de São Carlos, hoje Estácio de Sá. O sambista falou sobre momentos marcantes, como o ano em que desfilou na Viradouro com a bateria em cima de um carro alegórico, além de detalhar sua experiência de 34 anos à frente de ritmistas em escolas como Unidos da Tijuca, União da Ilha e Grande Rio.
Os depoimentos para o projeto contam com o apoio do Ibram – Instituto Brasileiro de Museus. O acervo possui relatos de mais de 160 nomes, entre eles Nelson Sargento, Monarco, Tia Surica, Haroldo Costa, os mestres de bateria Odilon, Casagrande e Jorjão, o lendário mestre-sala Delegado, e as porta-bandeiras Selminha Sorriso, Dodô da Portela e Vilma Nascimento.
O material está disponível para consulta e pesquisa, mediante agendamento pelo e-mail: [email protected].
Carnaval 2022 da Viradouro
No Carnaval de 2022, a vermelha e branca cantou o enredo Não há tristeza que pode suportar tanta alegria e ficou com o terceiro lugar do Grupo Especial carioca.
A pesquisa da marcante história – pouco conhecida – de Rosa, apontada como a primeira afro-brasileira a escrever um livro aqui no país, está em fase de conclusão. A rica personagem, que foi escrava, prostituta, beata e feiticeira, viveu parte de sua vida no Rio de Janeiro e nas cidades históricas de Minas Gerais.
O concurso de samba-enredo é aberto para qualquer compositor interessado em participar da disputa. A quadra da Viradouro fica na Avenida do Contorno, 16, no Barreto, em Niterói.
O Museu do Samba recebeu, no último dia 20 de junho, um dos maiores mestres de bateria do Carnaval carioca para gravação de depoimento para o acervo audiovisual da instituição.
Mestre Ciça, comandante da bateria da Unidos do Viradouro, foi entrevistado pelo pesquisador Vinicius Natal e pela gerente técnica do museu, Desirrée Reis, dentro da programação do projeto “Memória das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro”, que documenta histórias e memórias de personalidades do samba e do Carnaval – cantores, compositores, mestres de bateria, porta-bandeiras, passistas e outros profissionais da folia.
Ciça relembrou o início de sua trajetória, tocando agogô de duas bocas em sua “escola do coração”, a Unidos de São Carlos, hoje Estácio de Sá. O sambista falou sobre momentos marcantes, como o ano em que desfilou na Viradouro com a bateria em cima de um carro alegórico, além de detalhar sua experiência de 34 anos à frente de ritmistas em escolas como Unidos da Tijuca, União da Ilha e Grande Rio.
Os depoimentos para o projeto contam com o apoio do Ibram – Instituto Brasileiro de Museus. O acervo possui relatos de mais de 160 nomes, entre eles Nelson Sargento, Monarco, Tia Surica, Haroldo Costa, os mestres de bateria Odilon, Casagrande e Jorjão, o lendário mestre-sala Delegado, e as porta-bandeiras Selminha Sorriso, Dodô da Portela e Vilma Nascimento.
O material está disponível para consulta e pesquisa, mediante agendamento pelo e-mail: [email protected].
Carnaval 2022 da Viradouro
No Carnaval de 2022, a vermelha e branca cantou o enredo Não há tristeza que pode suportar tanta alegria e ficou com o terceiro lugar do Grupo Especial carioca.
A pesquisa da marcante história – pouco conhecida – de Rosa, apontada como a primeira afro-brasileira a escrever um livro aqui no país, está em fase de conclusão. A rica personagem, que foi escrava, prostituta, beata e feiticeira, viveu parte de sua vida no Rio de Janeiro e nas cidades históricas de Minas Gerais.
O concurso de samba-enredo é aberto para qualquer compositor interessado em participar da disputa. A quadra da Viradouro fica na Avenida do Contorno, 16, no Barreto, em Niterói.