Multidão de macumbeiro! Beija-Flor taca fogo no terreiro e entra na briga pelo bi

  • Icon instagram_blue
  • Icon youtube_blue
  • Icon x_blue
  • Icon facebook_blue
  • Icon google_blue

CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21. Defendendo o título de 2025, a Beija-Flor chegou com as conhecidas credenciais, levantando o povo […]

POR Redação SRzd 17/2/2026| 7 min de leitura

Desfile do Grupo Especial 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

Desfile do Grupo Especial 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

| Siga-nos Google News

CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21.

Defendendo o título de 2025, a Beija-Flor chegou com as conhecidas credenciais, levantando o povo e, pela primeira vez em 50 anos, sem a voz de Neguinho, agora, baluarte da Soberana.

Jéssica Martin e Nino Milênio assumiram o carro de som.

Vencedores do reality “A Voz do Carnaval”, eles trouxeram a renovação com forte ligação com a comunidade, sendo Jéssica a única mulher intérprete no Grupo Especial. Com um conjunto invejável, a escola de Nilópolis se colocou, outra vez, na briga pelo título.

Após mais de cinco décadas, uma ausência foi sentida na Avenida quando a Beija-Flor pintou na Sapucaí.

Neguinho da Beija-Flor, a eterna voz da escola de Nilópolis, não estava mais no comando do carro de som. O artista aposentou-se, em grande estilo, após o 15º campeonato conquistado pela mais vitoriosa das agremiações na era Sambódromo.

Mas nem esta baixa superlativa enfraqueceu aquela que, por suas conquistas, ficou conhecida como Soberana. Ainda mais, trazendo um enredo dos mais elogiados do ano.

Beija-Flor é Bembé! O maior Candomblé de rua do mundo, o Bembé do Mercado, é resistência que celebra a liberdade desde o ano seguinte à assinatura da Lei Áurea. Realizado há 136 anos em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, o Bembé do Mercado reúne mais de 60 terreiros de matriz africana e promove, em praça pública, um Candomblé que reafirma a ocupação do espaço público pelo povo preto — desde quando a liberdade ainda era apenas uma utopia.

“Para nós, é um orgulho contar mais uma história de protagonismo e resistência preta na Sapucaí. É a nossa identidade, está no nosso DNA, e é como a comunidade nilopolitana se vê. O Bembé e a Beija-Flor têm muito em comum, e estamos muito felizes e honrados em apresentar essa cerimônia tão valiosa para todo o Brasil”, afirmou na ocasião do anúncio do tema o presidente Almir Reis.

“O Bembé do Mercado é de uma potência simbólica e estética imensa. É um enredo que nos atravessa, que nos conecta com a ancestralidade e com a luta do povo preto no Brasil. Ter a chance de criar um enredo autoral como esse, com tamanha relevância histórica e espiritual, é um presente. É uma responsabilidade enorme, mas também uma felicidade imensa”, disse também naquele momento o carnavalesco João Vitor.

+ AVALIAÇÃO DO DESFILE:

+ O QUE VIRAM OS COMENTARISTAS DO SRzd:

CÉLIA SOUTO: Com o seu lindo samba a escola dá o tom do seu desfile, os componentes cantaram com força, emoção, musicalidade e domínio do samba. A escola evoluiu demonstrando sincronia entre o ritmo e o canto, dançando com leveza e deixando girar foram mantendo o andamento do chão. Lindo desfile no canto e na dança.

JAIME CEZÁRIO: O enredo “Bembé” celebrou o tradicional Bembé do Mercado, em Santo Amaro, como símbolo da ancestralidade afro-brasileira, da fé nos orixás e da ocupação da rua como território de liberdade e resistência.

A Beija-Flor de Nilópolis transformou o rito em espetáculo, exaltando a memória negra, o candomblé e a cultura popular como forças vivas de identidade, axé e afirmação coletiva.

O conjunto de fantasias apresentou alto padrão de qualidade: beleza plástica, volumetria equilibrada e um apurado estudo cromático. Manteve-se o rigor estético já associado à escola, com acabamento cuidadoso e soluções visuais coesas, resultando em um desfile visualmente consistente e competitivo.

As alegorias seguiram a mesma linha de excelência observada nas fantasias. Imponentes, bem acabadas e marcadas por exuberância ornamental, trouxeram um discreto acento barroco na profusão de detalhes e nos efeitos visuais, reforçando a grandiosidade da proposta.

A comunidade nilopolitana desfilou com entrega e intensidade, incorporando a força simbólica do enredo para sustentar a permanência do título. A escola demonstra fôlego para disputar décimo a décimo.
Como ressalva, contudo, a sinergia impulsionada pelo samba — elemento fundamental para potencializar a comunicação entre escola e arquibancada — não se consolidou plenamente, o que atenuou o impacto emocional do conjunto.

BRUNO MORAES: Batucada. A palavra é essa. Quando se fala em batucada de verdade, é impossível não lembrar da Bateria da Beija Flor de Nilópolis. O que se ouviu na Avenida foi uma exibição incrível.

A sequência de bossas funcionou perfeitamente no desfile, sempre bem encaixada no samba, dialogando com o público e criando a atmosfera ideal para um desfile com cara de campeã. Cada entrada foi pensada, cada parada teve impacto e a resposta da arquibancada veio na mesma intensidade. É batucada que empurra, que arrepia e que sustenta a escola do início ao fim. Mestre Rodney é gigante.

CLÁUDIO FRANCIONI: A Beija-Flor trouxe para 2026 um dos grandes sambas do ano. Seguindo uma característica que adotou em 1998 e deixou de lado pouquíssimas vezes, o samba predomina a tonalidade menor e cita a escola em seu refrão. A condução da nova dupla de intérpretes foi correta e funcional, outra marca da escola. A voz de Jéssica Martin sobressaiu um pouco mais durante todo o desfile.

ELIANE SOUZA: A passagem do experiente casal da Beija-Flor – Claudinho e Selminha – que desfila há 30 anos junto, nos trazem a força da cumplicidade, do profundo conhecimento, e certeza da manutenção e preservação coreografia característica do bailado! Chega ser uma audácia de quem, em tempos de “dança bastante específica desenvolvida especialmente para o carnaval”, ousa trazer para o desfile os movimentos característicos, sem atravessamentos, com os quais o sambista edifica o bailado do mestre-sala e porta-bandeira. Isso foi uma marca- preservar e manter- apresentada pelos três casais da escola.

O primeiro casal da escola exibiu os movimentos característicos da dança de maneira singela, sem atravessamentos de outros movimentos alheios, apenas usando gestuais referentes ao orixás que estavam representado. Muita cortesia e respeito do mestre-sala, que dançou para porta-bandeira, cumprindo sua função e seu papel, assumindo deu papel de protagonista: protetor e defensor, atualmente um simbolismo!Quando o Claudinho dança, a gente pode ler nos movimentos que executa, aqueles descritos como os movimentos que edificam o bailado: cruzado simples, o meio-sapateado, a carrapeta, o currupio e apresentação da bandeira feita de forma singela e delicada! A reverência à porta bandeira, que tendo o espaço aberto para sua dança, desliza no patinete e no balanço sem apoio, gira nos dois sentidos do horário com tranquilidade, desfraldando o pavilhão da escola.

Nesse mesmo sentido, observamos a performance do segundo casal – David Sabiá e Fernanda Lhove – que bailou com categoria, e a linda passagem do terceiro casal – Diego Almeida e Eliana Fidellys – que, com elegância e leveza, fechou o cortejo de bandeiras da escola.

+ VEJA A LOGO DO ENREDO:

Beija-Flor de Nilópolis

+ CONHEÇA O TIME DA ESCOLA:

INTÉRPRETES – Nino do Milênio e Jéssica Martin

MESTRES DE BATERIA – Plínio e Rodney

RAINHA DE BATERIA – Lorena Raissa

1º CASAL DE MSPB – Claudinho e Selminha Sorriso

CARNAVALESCO – João Vitor

COREÓGRAFOS DE COMISSÃO DE FRENTE – Jorge Teixeira e Saulo Finelon

+ OUÇA O SAMBA-ENREDO:

+ VEJA O DESEMPENHO DA ESCOLA NOS ÚLTIMOS 6 ANOS:

(veja a ordem oficial de desfiles oficial em 2026):

+ domingo, 15 de fevereiro:

1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira

+ segunda-feira, 16 de fevereiro:

1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca

+ terça-feira, 17 de fevereiro:

1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro

Arpoador

Rodapé - carnaval rio

CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21.

Defendendo o título de 2025, a Beija-Flor chegou com as conhecidas credenciais, levantando o povo e, pela primeira vez em 50 anos, sem a voz de Neguinho, agora, baluarte da Soberana.

Jéssica Martin e Nino Milênio assumiram o carro de som.

Vencedores do reality “A Voz do Carnaval”, eles trouxeram a renovação com forte ligação com a comunidade, sendo Jéssica a única mulher intérprete no Grupo Especial. Com um conjunto invejável, a escola de Nilópolis se colocou, outra vez, na briga pelo título.

Após mais de cinco décadas, uma ausência foi sentida na Avenida quando a Beija-Flor pintou na Sapucaí.

Neguinho da Beija-Flor, a eterna voz da escola de Nilópolis, não estava mais no comando do carro de som. O artista aposentou-se, em grande estilo, após o 15º campeonato conquistado pela mais vitoriosa das agremiações na era Sambódromo.

Mas nem esta baixa superlativa enfraqueceu aquela que, por suas conquistas, ficou conhecida como Soberana. Ainda mais, trazendo um enredo dos mais elogiados do ano.

Beija-Flor é Bembé! O maior Candomblé de rua do mundo, o Bembé do Mercado, é resistência que celebra a liberdade desde o ano seguinte à assinatura da Lei Áurea. Realizado há 136 anos em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, o Bembé do Mercado reúne mais de 60 terreiros de matriz africana e promove, em praça pública, um Candomblé que reafirma a ocupação do espaço público pelo povo preto — desde quando a liberdade ainda era apenas uma utopia.

“Para nós, é um orgulho contar mais uma história de protagonismo e resistência preta na Sapucaí. É a nossa identidade, está no nosso DNA, e é como a comunidade nilopolitana se vê. O Bembé e a Beija-Flor têm muito em comum, e estamos muito felizes e honrados em apresentar essa cerimônia tão valiosa para todo o Brasil”, afirmou na ocasião do anúncio do tema o presidente Almir Reis.

“O Bembé do Mercado é de uma potência simbólica e estética imensa. É um enredo que nos atravessa, que nos conecta com a ancestralidade e com a luta do povo preto no Brasil. Ter a chance de criar um enredo autoral como esse, com tamanha relevância histórica e espiritual, é um presente. É uma responsabilidade enorme, mas também uma felicidade imensa”, disse também naquele momento o carnavalesco João Vitor.

+ AVALIAÇÃO DO DESFILE:

+ O QUE VIRAM OS COMENTARISTAS DO SRzd:

CÉLIA SOUTO: Com o seu lindo samba a escola dá o tom do seu desfile, os componentes cantaram com força, emoção, musicalidade e domínio do samba. A escola evoluiu demonstrando sincronia entre o ritmo e o canto, dançando com leveza e deixando girar foram mantendo o andamento do chão. Lindo desfile no canto e na dança.

JAIME CEZÁRIO: O enredo “Bembé” celebrou o tradicional Bembé do Mercado, em Santo Amaro, como símbolo da ancestralidade afro-brasileira, da fé nos orixás e da ocupação da rua como território de liberdade e resistência.

A Beija-Flor de Nilópolis transformou o rito em espetáculo, exaltando a memória negra, o candomblé e a cultura popular como forças vivas de identidade, axé e afirmação coletiva.

O conjunto de fantasias apresentou alto padrão de qualidade: beleza plástica, volumetria equilibrada e um apurado estudo cromático. Manteve-se o rigor estético já associado à escola, com acabamento cuidadoso e soluções visuais coesas, resultando em um desfile visualmente consistente e competitivo.

As alegorias seguiram a mesma linha de excelência observada nas fantasias. Imponentes, bem acabadas e marcadas por exuberância ornamental, trouxeram um discreto acento barroco na profusão de detalhes e nos efeitos visuais, reforçando a grandiosidade da proposta.

A comunidade nilopolitana desfilou com entrega e intensidade, incorporando a força simbólica do enredo para sustentar a permanência do título. A escola demonstra fôlego para disputar décimo a décimo.
Como ressalva, contudo, a sinergia impulsionada pelo samba — elemento fundamental para potencializar a comunicação entre escola e arquibancada — não se consolidou plenamente, o que atenuou o impacto emocional do conjunto.

BRUNO MORAES: Batucada. A palavra é essa. Quando se fala em batucada de verdade, é impossível não lembrar da Bateria da Beija Flor de Nilópolis. O que se ouviu na Avenida foi uma exibição incrível.

A sequência de bossas funcionou perfeitamente no desfile, sempre bem encaixada no samba, dialogando com o público e criando a atmosfera ideal para um desfile com cara de campeã. Cada entrada foi pensada, cada parada teve impacto e a resposta da arquibancada veio na mesma intensidade. É batucada que empurra, que arrepia e que sustenta a escola do início ao fim. Mestre Rodney é gigante.

CLÁUDIO FRANCIONI: A Beija-Flor trouxe para 2026 um dos grandes sambas do ano. Seguindo uma característica que adotou em 1998 e deixou de lado pouquíssimas vezes, o samba predomina a tonalidade menor e cita a escola em seu refrão. A condução da nova dupla de intérpretes foi correta e funcional, outra marca da escola. A voz de Jéssica Martin sobressaiu um pouco mais durante todo o desfile.

ELIANE SOUZA: A passagem do experiente casal da Beija-Flor – Claudinho e Selminha – que desfila há 30 anos junto, nos trazem a força da cumplicidade, do profundo conhecimento, e certeza da manutenção e preservação coreografia característica do bailado! Chega ser uma audácia de quem, em tempos de “dança bastante específica desenvolvida especialmente para o carnaval”, ousa trazer para o desfile os movimentos característicos, sem atravessamentos, com os quais o sambista edifica o bailado do mestre-sala e porta-bandeira. Isso foi uma marca- preservar e manter- apresentada pelos três casais da escola.

O primeiro casal da escola exibiu os movimentos característicos da dança de maneira singela, sem atravessamentos de outros movimentos alheios, apenas usando gestuais referentes ao orixás que estavam representado. Muita cortesia e respeito do mestre-sala, que dançou para porta-bandeira, cumprindo sua função e seu papel, assumindo deu papel de protagonista: protetor e defensor, atualmente um simbolismo!Quando o Claudinho dança, a gente pode ler nos movimentos que executa, aqueles descritos como os movimentos que edificam o bailado: cruzado simples, o meio-sapateado, a carrapeta, o currupio e apresentação da bandeira feita de forma singela e delicada! A reverência à porta bandeira, que tendo o espaço aberto para sua dança, desliza no patinete e no balanço sem apoio, gira nos dois sentidos do horário com tranquilidade, desfraldando o pavilhão da escola.

Nesse mesmo sentido, observamos a performance do segundo casal – David Sabiá e Fernanda Lhove – que bailou com categoria, e a linda passagem do terceiro casal – Diego Almeida e Eliana Fidellys – que, com elegância e leveza, fechou o cortejo de bandeiras da escola.

+ VEJA A LOGO DO ENREDO:

Beija-Flor de Nilópolis

+ CONHEÇA O TIME DA ESCOLA:

INTÉRPRETES – Nino do Milênio e Jéssica Martin

MESTRES DE BATERIA – Plínio e Rodney

RAINHA DE BATERIA – Lorena Raissa

1º CASAL DE MSPB – Claudinho e Selminha Sorriso

CARNAVALESCO – João Vitor

COREÓGRAFOS DE COMISSÃO DE FRENTE – Jorge Teixeira e Saulo Finelon

+ OUÇA O SAMBA-ENREDO:

+ VEJA O DESEMPENHO DA ESCOLA NOS ÚLTIMOS 6 ANOS:

(veja a ordem oficial de desfiles oficial em 2026):

+ domingo, 15 de fevereiro:

1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira

+ segunda-feira, 16 de fevereiro:

1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca

+ terça-feira, 17 de fevereiro:

1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro

Arpoador

Rodapé - carnaval rio

Notícias Relacionadas

Ver tudo