Novata, Acari mostra que pode pleitear seu lugar no Acesso carioca
Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam na sexta-feira (13) e no sábado (14), a partir das 21h. A 3ª escola a desfilar foi a União do Parque Acari com o enredo: Brasiliana. Com uma curta trajetória na folia carioca, mas acumulando acessos desde 2019, a […]
PORRedação SRzd14/2/2026|
4 min de leitura
Desfile da Série Ouro 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd
Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam na sexta-feira (13) e no sábado (14), a partir das 21h.
A 3ª escola a desfilar foi a União do Parque Acari com o enredo: Brasiliana.
Com uma curta trajetória na folia carioca, mas acumulando acessos desde 2019, a agremiação se apresentou com correção, colorido e leveza, deixando claro que deve ficar na divisão daqueles que sonham em, um dia, chegar ao Grupo Especial.
+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:
JAIME CEZÁRIO: O enredo celebra a trajetória e a relevância histórica do Grupo Brasiliana, idealizado por Haroldo Costa — intelectual, produtor cultural e militante da valorização da arte negra no Brasil. A proposta conduz o público por uma viagem estética e política pela história da companhia, que revolucionou os palcos ao integrar dança, música e expressões folclóricas brasileiras em espetáculos sofisticados, protagonizados majoritariamente por artistas negros.
Mais do que entretenimento, o Brasiliana afirmava identidade. Ao confrontar a hegemonia dos referenciais europeus nas artes cênicas, colocou a cultura popular e afro-brasileira no centro da cena, transformando tradição em vanguarda e resistência em linguagem artística.
No campo plástico, as fantasias não se destacaram pelo luxo, mas evidenciaram diversidade formal e inventividade estrutural, afastando-se dos tradicionais costeiros em formato de raios de sol. Sobressaiu o uso criterioso de tecidos com padronagens exclusivas, responsáveis por conferir unidade visual e identidade às alas. As estampas dialogavam com coerência com a temática afro-brasileira e popular, fortalecendo a narrativa sem recorrer a soluções previsíveis.
As alegorias, por sua vez, exploraram arquiteturas vazadas e volumes bem definidos, favorecendo leveza e leitura clara à distância. O acabamento revelou cuidado técnico, com forrações que retomavam as padronagens das fantasias, criando coerência estética entre figurino e cenografia. As esculturas mostraram-se adequadas à proposta narrativa, com movimentos simples, porém elegantes, valorizando a composição sem comprometer a funcionalidade. O conjunto visual traduziu, com equilíbrio, memória, identidade e inovação — atributos que dialogam diretamente com o legado artístico e cultural do Grupo Brasiliana.
CLÁUDIO FRANCIONI: A União do Parque Acari trouxe um samba de boa letra e melodia sem grandes novidades. A boa atuação do time de cantores, liderados por Leozinho Santos e Tainara Nunes, jogou o samba um degrau acima.
CÉLIA SOUTO: Viva Brasiliana! Samba muito bonito, ótima sincronia entre ritmo e melodia. A escola deu o tom com seu samba muito bem cantado pelos intérpretes Tainara Martins e Leozinho Nune. Os componentes desfilam cantando e dançando com animação, o chão da escola foi evoluindo ao longo do desfile, porém, com um pouco de irregularidade no andamento do chão. No entanto, destaco um desfile onde o canto soou musicalmente com fluência e cadência na Avenida.
BRUNO MORAES: Que a bateria do Parque Acari é uma das melhores do Grupo, isso não é novidade. Perfeita divisão de timbres e firmeza sonora em seu ritmo. Tudo no lugar. Os Mestres Daniel e Erik demonstram muito entrosamento e cumplicidade, onde tivemos mais uma belíssima apresentação no desfile. Bossas longas e precisas foram apresentadas em momentos oportunos na pista. Se os julgadores realmente entendem de ritmo, o 10 é garantido.
ELIANE SOUZA: Renan Oliveira e Amandah Poblete, primeiro casal sob a orientação da coreógrafa Cátia Cabral. Destaco a performance de Renan Oliveira, que assume seu papel de protagonista, enquanto dançarino no terreiro do samba! Ele executa com grande destreza os movimentos característicos da coreografia do mestre-sala, assinando o estilo marcado em Mangueira. Ele conhece a coreografia do mestre-sala com profundidade e ao executar os movimentos característicos, como dizia Delegado, risca suas letras no chão da Avenida, nos possibilitando a leitura da poesia da dança do samba! Sua gentileza e cortesia à porta-bandeira se traduz em ações que determinam sua maneira de dançar para ela e para o pavilhão. Observa-se como, em sua forma de dançar, o mestre-sala abre um espaço de liberdade para a evolução da porta-bandeira, que desfralda com grande fluidez o pavilhão, soberana para realizar suas nuances e gestos.
Bonita performance do segundo casal, que veio a frente da bateria, Rodrigo Machado e Tamires Ribeiro! Ao apreciar a performance do casal, realizada neste espaço, emocionei! Trouxeram recordações e imensa saudade! Foi lindo de ver!
Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio:
Carnaval 2026. As escolas de samba da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro desfilam na sexta-feira (13) e no sábado (14), a partir das 21h.
A 3ª escola a desfilar foi a União do Parque Acari com o enredo: Brasiliana.
Com uma curta trajetória na folia carioca, mas acumulando acessos desde 2019, a agremiação se apresentou com correção, colorido e leveza, deixando claro que deve ficar na divisão daqueles que sonham em, um dia, chegar ao Grupo Especial.
+ VEJA A ANÁLISE DO DESFILE FEITA PELOS COMENTARISTAS DO SRzd:
JAIME CEZÁRIO: O enredo celebra a trajetória e a relevância histórica do Grupo Brasiliana, idealizado por Haroldo Costa — intelectual, produtor cultural e militante da valorização da arte negra no Brasil. A proposta conduz o público por uma viagem estética e política pela história da companhia, que revolucionou os palcos ao integrar dança, música e expressões folclóricas brasileiras em espetáculos sofisticados, protagonizados majoritariamente por artistas negros.
Mais do que entretenimento, o Brasiliana afirmava identidade. Ao confrontar a hegemonia dos referenciais europeus nas artes cênicas, colocou a cultura popular e afro-brasileira no centro da cena, transformando tradição em vanguarda e resistência em linguagem artística.
No campo plástico, as fantasias não se destacaram pelo luxo, mas evidenciaram diversidade formal e inventividade estrutural, afastando-se dos tradicionais costeiros em formato de raios de sol. Sobressaiu o uso criterioso de tecidos com padronagens exclusivas, responsáveis por conferir unidade visual e identidade às alas. As estampas dialogavam com coerência com a temática afro-brasileira e popular, fortalecendo a narrativa sem recorrer a soluções previsíveis.
As alegorias, por sua vez, exploraram arquiteturas vazadas e volumes bem definidos, favorecendo leveza e leitura clara à distância. O acabamento revelou cuidado técnico, com forrações que retomavam as padronagens das fantasias, criando coerência estética entre figurino e cenografia. As esculturas mostraram-se adequadas à proposta narrativa, com movimentos simples, porém elegantes, valorizando a composição sem comprometer a funcionalidade. O conjunto visual traduziu, com equilíbrio, memória, identidade e inovação — atributos que dialogam diretamente com o legado artístico e cultural do Grupo Brasiliana.
CLÁUDIO FRANCIONI: A União do Parque Acari trouxe um samba de boa letra e melodia sem grandes novidades. A boa atuação do time de cantores, liderados por Leozinho Santos e Tainara Nunes, jogou o samba um degrau acima.
CÉLIA SOUTO: Viva Brasiliana! Samba muito bonito, ótima sincronia entre ritmo e melodia. A escola deu o tom com seu samba muito bem cantado pelos intérpretes Tainara Martins e Leozinho Nune. Os componentes desfilam cantando e dançando com animação, o chão da escola foi evoluindo ao longo do desfile, porém, com um pouco de irregularidade no andamento do chão. No entanto, destaco um desfile onde o canto soou musicalmente com fluência e cadência na Avenida.
BRUNO MORAES: Que a bateria do Parque Acari é uma das melhores do Grupo, isso não é novidade. Perfeita divisão de timbres e firmeza sonora em seu ritmo. Tudo no lugar. Os Mestres Daniel e Erik demonstram muito entrosamento e cumplicidade, onde tivemos mais uma belíssima apresentação no desfile. Bossas longas e precisas foram apresentadas em momentos oportunos na pista. Se os julgadores realmente entendem de ritmo, o 10 é garantido.
ELIANE SOUZA: Renan Oliveira e Amandah Poblete, primeiro casal sob a orientação da coreógrafa Cátia Cabral. Destaco a performance de Renan Oliveira, que assume seu papel de protagonista, enquanto dançarino no terreiro do samba! Ele executa com grande destreza os movimentos característicos da coreografia do mestre-sala, assinando o estilo marcado em Mangueira. Ele conhece a coreografia do mestre-sala com profundidade e ao executar os movimentos característicos, como dizia Delegado, risca suas letras no chão da Avenida, nos possibilitando a leitura da poesia da dança do samba! Sua gentileza e cortesia à porta-bandeira se traduz em ações que determinam sua maneira de dançar para ela e para o pavilhão. Observa-se como, em sua forma de dançar, o mestre-sala abre um espaço de liberdade para a evolução da porta-bandeira, que desfralda com grande fluidez o pavilhão, soberana para realizar suas nuances e gestos.
Bonita performance do segundo casal, que veio a frente da bateria, Rodrigo Machado e Tamires Ribeiro! Ao apreciar a performance do casal, realizada neste espaço, emocionei! Trouxeram recordações e imensa saudade! Foi lindo de ver!
Confira a ordem dos desfiles, definida em sorteio: