Portela enfrenta série de problemas com alegorias e tem desfile comprometido
CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21. A Portela, maior campeã da cidade, chegou cercada de dúvidas por imagens viralizadas nas redes […]
PORRedação SRzd16/2/2026|
7 min de leitura
Desfile do Grupo Especial 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd
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CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21.
A Portela, maior campeã da cidade, chegou cercada de dúvidas por imagens viralizadas nas redes sociais sobre supostos problemas de acabamento nas suas alegorias.
Mas para além dos acabamentos, um problema maior comprometeu o Carnaval portelense. A última alegoria demorou muito para entrar. O atraso provocou um enorme buraco, já na área de julgamento, e travou a evolução do conjunto por diversos minutos. Ainda, na reta final, o quarto carro teve problemas de iluminação e passou apagado em alguns setores da Avenida. Essa sequência de eventos fez com que a escola acelerasse o passo na reta final do seu cortejo.
#Carnaval2026: Drama no desfile da Portela. Último carro demora pra entrar e abre enorme buraco.
+ registro mostra momento provocado pelo atraso da entrada da alegoria:
Ninguém deixa a Sapucaí sem ver a Portela passar.
Dona da maior galeria de títulos do Carnaval carioca, de uma das mais apaixonadas e numerosas torcidas e portadora de uma tradição que pode explicar a própria essência do samba nacional, a azul e branca viveu um pré-desfile cheio de desafios.
Com o enredo O mistério do príncipe do Bará — A oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande, a agremiação contava com apoio dos poderes público e privado gaúcho.
Mas o governo do Rio Grande do Sul não repassou verbas estaduais para a escola, que contou a história do Príncipe Custódio e da cultura afro-gaúcha.
Segundo o secretário de Comunicação, Caio Tomazeli, a decisão foi tomada para garantir responsabilidade no uso do dinheiro público. Mesmo com a projeção nacional de estar na Marquês de Sapucaí, o governo local optou por não financiar a iniciativa.
Mas, como todos os gigantes, não se pode considerar que a águia foi abatida. Ao menos na garra, nos brios. Já que no coração, assim como o mundo do samba, foi atingida em cheio.
Em outubro, Gilsinho, voz oficial da escola, morreu, prematura e inesperadamente, aos 55 anos.
O artista passou passou por uma cirurgia bariátrica no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e não resistiu às complicações que surgiram após o procedimento. Para o seu lugar, chegou Zé Paulo, outro grande nome na arte de cantar sambas de enredo.
+ AVALIAÇÃO DO DESFILE:
+ O QUE VIRAM OS COMENTARISTAS DO SRzd:
BRUNO MORAES: A Tabajara do Samba, no primeiro ano sob o comando do Mestre Vitinho, fez um grande desfile. O processo de preparação para o Carnaval foi marcado por muitos ensaios, o que resultou em um padrão mais apurado em diversos naipes da escola.
Com a maior bateria do Carnaval, 320 ritmistas demonstraram muito entrosamento nas apresentações diante dos julgadores. A consistência sonora e a segurança nas entradas reforçaram a evolução construída ao longo da temporada.
Vitinho é um expert na “arte do domínio e da presença de palco”, e exerce isso com muita competência, valorizando ao máximo o espetáculo nos módulos de julgamento, conduzindo a bateria com confiança e qualidade.
Uma estreia com os dois pés direitos e a clara sinalização de que um ciclo longo e vitorioso está por vir.
CÉLIA SOUTO: A Portela desfilou demonstrando domínio no canto, com os componentes cantando o samba comprometidos com a totalidade. Foi possível ouvir clareza na melodia. O entrosamento entre dança e canto foi muito bom fazendo com que o samba fluísse na Avenida. A escola se desenvolveu ao longo do desfile com alguns momentos de equilíbrio na evolução, no entanto, foi possível observar momentos de irregularidade no andamento do chão prejudicando a evolução.
CLÁUDIO FRANCIONI: O samba da Portela não chega a figurar entre os melhores do ano, mas tem boas passagens e letra interessante. Destaque para o contraste entre a primeira, toda em menor, e a segunda em maior, explodindo no bom refrão de baixo. Zé Paulo, como de costume, foi bem demais, lembrando que é seu segundo desfile em menos de 24 horas – ele cantou na União de Maricá na madrugada de domingo.
ELIANE SOUZA: É lindo ver a apresentação do casal da Portela, Marlon Lamar e Squel Jorgea!
Eles apresentaram os movimentos característicos do bailado do mestre-sala e porta-bandeira acrescentados de movimentação sugerida pelo enredo: gestos e passos com alusão à dança afro-religiosa gaúcha.
A movimentação do par, aconteceu de forma suave e fluída, bastante marcada pela forma dançante do mestre-sala (que eu adoro!) que conduz a dança e a dama, abrindo espaço para que ela desfralde o pavilhão. Pode ser observada a execução exemplar dos movimentos, com segurança e de forma atualizada e moderna, sendo a orientação coreográfica de Marluce Medeiros.
O segundo casal da escola- Vinícius Jesus e Thainá Teixeira – desenvolveu uma dança pautada nos movimentos característicos do bailado, com bastante fluência, elegância e cortesia.
Yuri Pires é Osanna Baptista – o terceiro casal – encerraram, com galhardia, o cortejo das bandeiras portelense!
JAIME CEZÁRIO: O enredo da Águia de Madureira veio carregado no dendê ao homenagear o Príncipe Custódio (Custódio Joaquim de Almeida), figura espiritual e histórica afro-gaúcha do século XIX, frequentemente identificado como Príncipe do Bará — liderança associada à resistência negra e à consolidação do culto do Batuque no Rio Grande do Sul.
O conjunto de fantasias apresentou forte apelo estético: temática africana bem delineada, paleta vibrante e equilíbrio consistente entre o luxo e o acabamento artesanal. Era o tipo de desfile que enche os olhos de imediato. Contudo, passado o impacto visual, surgia uma inquietação silenciosa: qual era, de fato, a tradução dramática dessas imagens dentro da narrativa proposta? A beleza estava evidente; a comunicação simbólica, nem sempre.
O público iniciou a apresentação tomado por empolgação genuína. Porém, à medida que a compreensão do enredo não se consolidava com clareza, a reação foi se transformando. O espetáculo permanecia admirável, mas a conexão emocional — aquela que transforma contemplação em arrepio — diluía-se gradualmente.
As alegorias seguiram a mesma linha estética: boa pesquisa de referências da arte africana, cromatismo harmonioso e materiais que conciliavam sofisticação e artesanato. Ainda assim, houve problemas de execução perceptíveis. A alegoria número dois, por exemplo, trazia uma grande cabeça cenográfica aparentemente enterrada no conjunto, como se o mecanismo hidráulico não tivesse cumprido sua função, comprometendo o efeito plástico idealizado. A alegoria de número quatro apresentou-se ora apagada, ora acesa, e a dificuldade de entrada da última alegoria fez o sonho se encerrar de forma frustrante.
Assim, a Portela apresentou um desfile de bom impacto visual, mas com lacunas na comunicação narrativa, deixando seus torcedores com o grito de campeã preso na garganta.
+ VEJA A LOGO DO ENREDO:
+ CONHEÇA O TIME DA ESCOLA:
INTÉRPRETE – Zé Paulo
MESTRE DE BATERIA – Vitinho
RAINHA DE BATERIA – Bianca Monteiro
1º CASAL DE MSPB – Marlon Lamar e Squel Jorgea
CARNAVALESCO – André Rodrigues
COREÓGRAFOS DE COMISSÃO DE FRENTE – Cláudia Mota e Edifranc Alves
+ OUÇA O SAMBA-ENREDO:
+ VEJA O DESEMPENHO DA ESCOLA NOS ÚLTIMOS 6 ANOS:
(veja a ordem oficial de desfiles oficial em 2026):
+ domingo, 15 de fevereiro:
1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira
+ segunda-feira, 16 de fevereiro:
1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca
+ terça-feira, 17 de fevereiro:
1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro
CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21.
A Portela, maior campeã da cidade, chegou cercada de dúvidas por imagens viralizadas nas redes sociais sobre supostos problemas de acabamento nas suas alegorias.
Mas para além dos acabamentos, um problema maior comprometeu o Carnaval portelense. A última alegoria demorou muito para entrar. O atraso provocou um enorme buraco, já na área de julgamento, e travou a evolução do conjunto por diversos minutos. Ainda, na reta final, o quarto carro teve problemas de iluminação e passou apagado em alguns setores da Avenida. Essa sequência de eventos fez com que a escola acelerasse o passo na reta final do seu cortejo.
#Carnaval2026: Drama no desfile da Portela. Último carro demora pra entrar e abre enorme buraco.
+ registro mostra momento provocado pelo atraso da entrada da alegoria:
Ninguém deixa a Sapucaí sem ver a Portela passar.
Dona da maior galeria de títulos do Carnaval carioca, de uma das mais apaixonadas e numerosas torcidas e portadora de uma tradição que pode explicar a própria essência do samba nacional, a azul e branca viveu um pré-desfile cheio de desafios.
Com o enredo O mistério do príncipe do Bará — A oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande, a agremiação contava com apoio dos poderes público e privado gaúcho.
Mas o governo do Rio Grande do Sul não repassou verbas estaduais para a escola, que contou a história do Príncipe Custódio e da cultura afro-gaúcha.
Segundo o secretário de Comunicação, Caio Tomazeli, a decisão foi tomada para garantir responsabilidade no uso do dinheiro público. Mesmo com a projeção nacional de estar na Marquês de Sapucaí, o governo local optou por não financiar a iniciativa.
Mas, como todos os gigantes, não se pode considerar que a águia foi abatida. Ao menos na garra, nos brios. Já que no coração, assim como o mundo do samba, foi atingida em cheio.
Em outubro, Gilsinho, voz oficial da escola, morreu, prematura e inesperadamente, aos 55 anos.
O artista passou passou por uma cirurgia bariátrica no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e não resistiu às complicações que surgiram após o procedimento. Para o seu lugar, chegou Zé Paulo, outro grande nome na arte de cantar sambas de enredo.
+ AVALIAÇÃO DO DESFILE:
+ O QUE VIRAM OS COMENTARISTAS DO SRzd:
BRUNO MORAES: A Tabajara do Samba, no primeiro ano sob o comando do Mestre Vitinho, fez um grande desfile. O processo de preparação para o Carnaval foi marcado por muitos ensaios, o que resultou em um padrão mais apurado em diversos naipes da escola.
Com a maior bateria do Carnaval, 320 ritmistas demonstraram muito entrosamento nas apresentações diante dos julgadores. A consistência sonora e a segurança nas entradas reforçaram a evolução construída ao longo da temporada.
Vitinho é um expert na “arte do domínio e da presença de palco”, e exerce isso com muita competência, valorizando ao máximo o espetáculo nos módulos de julgamento, conduzindo a bateria com confiança e qualidade.
Uma estreia com os dois pés direitos e a clara sinalização de que um ciclo longo e vitorioso está por vir.
CÉLIA SOUTO: A Portela desfilou demonstrando domínio no canto, com os componentes cantando o samba comprometidos com a totalidade. Foi possível ouvir clareza na melodia. O entrosamento entre dança e canto foi muito bom fazendo com que o samba fluísse na Avenida. A escola se desenvolveu ao longo do desfile com alguns momentos de equilíbrio na evolução, no entanto, foi possível observar momentos de irregularidade no andamento do chão prejudicando a evolução.
CLÁUDIO FRANCIONI: O samba da Portela não chega a figurar entre os melhores do ano, mas tem boas passagens e letra interessante. Destaque para o contraste entre a primeira, toda em menor, e a segunda em maior, explodindo no bom refrão de baixo. Zé Paulo, como de costume, foi bem demais, lembrando que é seu segundo desfile em menos de 24 horas – ele cantou na União de Maricá na madrugada de domingo.
ELIANE SOUZA: É lindo ver a apresentação do casal da Portela, Marlon Lamar e Squel Jorgea!
Eles apresentaram os movimentos característicos do bailado do mestre-sala e porta-bandeira acrescentados de movimentação sugerida pelo enredo: gestos e passos com alusão à dança afro-religiosa gaúcha.
A movimentação do par, aconteceu de forma suave e fluída, bastante marcada pela forma dançante do mestre-sala (que eu adoro!) que conduz a dança e a dama, abrindo espaço para que ela desfralde o pavilhão. Pode ser observada a execução exemplar dos movimentos, com segurança e de forma atualizada e moderna, sendo a orientação coreográfica de Marluce Medeiros.
O segundo casal da escola- Vinícius Jesus e Thainá Teixeira – desenvolveu uma dança pautada nos movimentos característicos do bailado, com bastante fluência, elegância e cortesia.
Yuri Pires é Osanna Baptista – o terceiro casal – encerraram, com galhardia, o cortejo das bandeiras portelense!
JAIME CEZÁRIO: O enredo da Águia de Madureira veio carregado no dendê ao homenagear o Príncipe Custódio (Custódio Joaquim de Almeida), figura espiritual e histórica afro-gaúcha do século XIX, frequentemente identificado como Príncipe do Bará — liderança associada à resistência negra e à consolidação do culto do Batuque no Rio Grande do Sul.
O conjunto de fantasias apresentou forte apelo estético: temática africana bem delineada, paleta vibrante e equilíbrio consistente entre o luxo e o acabamento artesanal. Era o tipo de desfile que enche os olhos de imediato. Contudo, passado o impacto visual, surgia uma inquietação silenciosa: qual era, de fato, a tradução dramática dessas imagens dentro da narrativa proposta? A beleza estava evidente; a comunicação simbólica, nem sempre.
O público iniciou a apresentação tomado por empolgação genuína. Porém, à medida que a compreensão do enredo não se consolidava com clareza, a reação foi se transformando. O espetáculo permanecia admirável, mas a conexão emocional — aquela que transforma contemplação em arrepio — diluía-se gradualmente.
As alegorias seguiram a mesma linha estética: boa pesquisa de referências da arte africana, cromatismo harmonioso e materiais que conciliavam sofisticação e artesanato. Ainda assim, houve problemas de execução perceptíveis. A alegoria número dois, por exemplo, trazia uma grande cabeça cenográfica aparentemente enterrada no conjunto, como se o mecanismo hidráulico não tivesse cumprido sua função, comprometendo o efeito plástico idealizado. A alegoria de número quatro apresentou-se ora apagada, ora acesa, e a dificuldade de entrada da última alegoria fez o sonho se encerrar de forma frustrante.
Assim, a Portela apresentou um desfile de bom impacto visual, mas com lacunas na comunicação narrativa, deixando seus torcedores com o grito de campeã preso na garganta.
+ VEJA A LOGO DO ENREDO:
+ CONHEÇA O TIME DA ESCOLA:
INTÉRPRETE – Zé Paulo
MESTRE DE BATERIA – Vitinho
RAINHA DE BATERIA – Bianca Monteiro
1º CASAL DE MSPB – Marlon Lamar e Squel Jorgea
CARNAVALESCO – André Rodrigues
COREÓGRAFOS DE COMISSÃO DE FRENTE – Cláudia Mota e Edifranc Alves
+ OUÇA O SAMBA-ENREDO:
+ VEJA O DESEMPENHO DA ESCOLA NOS ÚLTIMOS 6 ANOS:
(veja a ordem oficial de desfiles oficial em 2026):
+ domingo, 15 de fevereiro:
1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira
+ segunda-feira, 16 de fevereiro:
1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca
+ terça-feira, 17 de fevereiro:
1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro