ROLOU EM 2025: Há 30 anos: resultado do Carnaval de 1995 ainda é o mais polêmico de todos os tempos?

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RETROSPECTIVA 2025 (conteúdo publicado originalmente em agosto) Carnaval. Lá se vão 30 anos e uma polêmica persiste nas discussões sobre os concursos das escolas de samba do Rio de Janeiro. Quase sempre, ao final de uma apuração das notas dos julgadores, rola aquela discórdia. Quem perde, contesta. Mas em 1995, um resultado, que era considerado […]

POR Redação SRzd 5/12/2025| 3 min de leitura

Desfile da Portela 1995. Foto: Reprodução

Desfile da Portela 1995. Foto: Reprodução

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RETROSPECTIVA 2025

(conteúdo publicado originalmente em agosto)

Carnaval. Lá se vão 30 anos e uma polêmica persiste nas discussões sobre os concursos das escolas de samba do Rio de Janeiro.

Quase sempre, ao final de uma apuração das notas dos julgadores, rola aquela discórdia.

Quem perde, contesta.

Mas em 1995, um resultado, que era considerado barbada, não se concretizou.

A gigantesca Portela se apresentava com um samba clássico, daqueles de entrar em qualquer ranking de melhores de todos os tempos. Porém, vivia tempos que nunca havia experimentado. Entre 1970 e aquele ano, apenas dois campeonatos. Um, justamente em 1970, e outro dividido com a Mangueira, em 1984.

Era pouco para a maior campeã da cidade.

1995 era o ano do reencontro da Águia com o topo.

Assim, dizia crítica e o povão que ovacionou a azul e branca ao final de um desfile arrebatador.

Sua maior rival naquele Carnaval era a a Imperatriz Leopoldinense. Turbinada pelos investimento de seu patrono, a Rainha de Ramos estava num momento diverso em relação a Portela.

Para a Imperatriz, eram os primeiros anos dos melhores anos de sua vida.

Desde o campeonato de 1989, a escola passou a estar entre as favoritas em quase todos os anos.

Era, ainda, a atual campeã. Depois, seguiria nas primeiras posições até a virada daquela década.

Sexta escola da segunda noite, a Imperatriz tratou da história de uma fracassada expedição científica organizada pelo Imperador Dom Pedro II e realizada no Ceará, no Século XX, que contou com quatorze camelos importados da Argélia que não resistiram ao clima do sertão brasileiro sendo substituídos por jegues nordestinos.

O enredo “Mais Vale Um Jegue que Me Carregue, que Um Camelo que Me Derrube lá no Ceará” foi desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães. Além do patrono abonado, ainda obteve ajuda do então governador do estado do Ceará, Tasso Jereissati, que articulou um patrocínio de R$ 200 mil à agremiação. Uma fortuna naqueles tempos.

Embora elogiado, o desfile teve problemas e nem de longe provocou a catarse portelense.

Mas do que isso.

O penúltimo carro alegórico, que representava a chegada dos camelos ao Brasil, quebrou antes de entrar na Avenida e seus componentes tiveram que desfilar na pista. Era o motivo derradeiro para Madureira de novo sonhar.

Meio ponto, descontado no quesito evolução.

A favorita ao título ficou com o vice-campeonato por meio ponto de diferença para a Imperatriz. Não deixaram a Portela passar.

O que passaram foram 30 anos e, certamente, o cortejo arrebatador da Portela é ainda considerado um dos resultados mais injustos da história dos desfiles no Rio. Mas também um dos desfiles mais celebrados e lembrados não só pela enorme legião de torcedores da Portela, mas também, pelos amantes da folia carioca.

Rodapé - carnaval rio

RETROSPECTIVA 2025

(conteúdo publicado originalmente em agosto)

Carnaval. Lá se vão 30 anos e uma polêmica persiste nas discussões sobre os concursos das escolas de samba do Rio de Janeiro.

Quase sempre, ao final de uma apuração das notas dos julgadores, rola aquela discórdia.

Quem perde, contesta.

Mas em 1995, um resultado, que era considerado barbada, não se concretizou.

A gigantesca Portela se apresentava com um samba clássico, daqueles de entrar em qualquer ranking de melhores de todos os tempos. Porém, vivia tempos que nunca havia experimentado. Entre 1970 e aquele ano, apenas dois campeonatos. Um, justamente em 1970, e outro dividido com a Mangueira, em 1984.

Era pouco para a maior campeã da cidade.

1995 era o ano do reencontro da Águia com o topo.

Assim, dizia crítica e o povão que ovacionou a azul e branca ao final de um desfile arrebatador.

Sua maior rival naquele Carnaval era a a Imperatriz Leopoldinense. Turbinada pelos investimento de seu patrono, a Rainha de Ramos estava num momento diverso em relação a Portela.

Para a Imperatriz, eram os primeiros anos dos melhores anos de sua vida.

Desde o campeonato de 1989, a escola passou a estar entre as favoritas em quase todos os anos.

Era, ainda, a atual campeã. Depois, seguiria nas primeiras posições até a virada daquela década.

Sexta escola da segunda noite, a Imperatriz tratou da história de uma fracassada expedição científica organizada pelo Imperador Dom Pedro II e realizada no Ceará, no Século XX, que contou com quatorze camelos importados da Argélia que não resistiram ao clima do sertão brasileiro sendo substituídos por jegues nordestinos.

O enredo “Mais Vale Um Jegue que Me Carregue, que Um Camelo que Me Derrube lá no Ceará” foi desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães. Além do patrono abonado, ainda obteve ajuda do então governador do estado do Ceará, Tasso Jereissati, que articulou um patrocínio de R$ 200 mil à agremiação. Uma fortuna naqueles tempos.

Embora elogiado, o desfile teve problemas e nem de longe provocou a catarse portelense.

Mas do que isso.

O penúltimo carro alegórico, que representava a chegada dos camelos ao Brasil, quebrou antes de entrar na Avenida e seus componentes tiveram que desfilar na pista. Era o motivo derradeiro para Madureira de novo sonhar.

Meio ponto, descontado no quesito evolução.

A favorita ao título ficou com o vice-campeonato por meio ponto de diferença para a Imperatriz. Não deixaram a Portela passar.

O que passaram foram 30 anos e, certamente, o cortejo arrebatador da Portela é ainda considerado um dos resultados mais injustos da história dos desfiles no Rio. Mas também um dos desfiles mais celebrados e lembrados não só pela enorme legião de torcedores da Portela, mas também, pelos amantes da folia carioca.

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