ROLOU NA SEMANA: Governo e empresas gaúchas não colocam verba na Portela para o desfile 2026

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Carnaval 2026. O governo do Rio Grande do Sul não vai repassar verbas estaduais para a escola de samba Portela no Carnaval de 2026. A escola terá como enredo a história do Príncipe Custódio e a cultura afro-gaúcha. Segundo o secretário de Comunicação, Caio Tomazeli, a decisão foi tomada para garantir responsabilidade no uso do […]

POR Redação SRzd 23/11/2025| 3 min de leitura

Ensaios técnicos - Rio 2025. Foto: Juliana Dias/SRzd

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Carnaval 2026. O governo do Rio Grande do Sul não vai repassar verbas estaduais para a escola de samba Portela no Carnaval de 2026.

A escola terá como enredo a história do Príncipe Custódio e a cultura afro-gaúcha.

Segundo o secretário de Comunicação, Caio Tomazeli, a decisão foi tomada para garantir responsabilidade no uso do dinheiro público. Mesmo com a projeção nacional de estar na Marquês de Sapucaí, o governo gaúcho optou por não financiar a iniciativa.

Em entrevista ao programa Bom dia, Cidade!, da CDN, rádio local, o governador Eduardo Leite (PSD) falou sobre o tema.

“Tentam sinalizar que o Estado vai pagar ou bancar o desfile. O Estado nunca ajustou com a Portela pagar o desfile, nem fazer um financiamento substancial. O que nós sinalizamos é que, de alguma forma, iremos apoiar, seja acolhendo as pessoas que farão as pesquisas de Carnaval, os estudos da cultura negra. A gente dá essa suporte, mas não está nem decidido se haverá aporte direto”, detalhou Leite.

“Acho que o momento, de estar chegando em um momento eleitoral, de estarmos vivendo um momento complicado, faz com que isso seja usado de forma política. Já ouvi gente falando que iríamos gastar R$ 20 milhões, não faremos algo nem perto disso, não há disposição alguma do Estado em fazer grandes aportes na Portela. Se tem um problema reputacional no país, quando se fala de negros aqui. Por aqui, acabam destacando situações de racismo, tentando imputar ao Estado uma pecha racista. É uma homenagem bastante relevante e meritória do povo negro no Rio Grande do Sul, aqui se tem uma forte contribuição Africana no estado, que não é falada. O estado apoia uma série de outros eventos, congressos, feiras e eventos que interessam ao Rio Grande do Sul em termos de posicionamento, então este também tem seus méritos”, explicou o chefe do executivo gaúcho.

Mas a questão vai além

Durante o programa Conversas Cruzadas, do grupo Zero Hora, nesta semana, sob o comando do apresentador Léo Saballa Jr., a historiadora e professora da UFRGS, Fernanda Oliveira, refletiu sobre o racismo presente em parte da sociedade gaúcha que combateu qualquer possibilidade de investimento do estado, não só do poder público, mas também do setor privado, no carnaval portelense.

Ainda participaram da conversa o advogado, escritor e membro da Academia Rio-Grandense de Letras e membro fundador do grupo de pesquisas Palmares, Antônio Carlos Côrtes, o sambista e residente no projeto Samba do Quintana, Thiago Ribeiro e a repórter de GZH, Kizzy Abreu (veja o que disse Fernanda Oliveira):

Rodapé - carnaval rio

Carnaval 2026. O governo do Rio Grande do Sul não vai repassar verbas estaduais para a escola de samba Portela no Carnaval de 2026.

A escola terá como enredo a história do Príncipe Custódio e a cultura afro-gaúcha.

Segundo o secretário de Comunicação, Caio Tomazeli, a decisão foi tomada para garantir responsabilidade no uso do dinheiro público. Mesmo com a projeção nacional de estar na Marquês de Sapucaí, o governo gaúcho optou por não financiar a iniciativa.

Em entrevista ao programa Bom dia, Cidade!, da CDN, rádio local, o governador Eduardo Leite (PSD) falou sobre o tema.

“Tentam sinalizar que o Estado vai pagar ou bancar o desfile. O Estado nunca ajustou com a Portela pagar o desfile, nem fazer um financiamento substancial. O que nós sinalizamos é que, de alguma forma, iremos apoiar, seja acolhendo as pessoas que farão as pesquisas de Carnaval, os estudos da cultura negra. A gente dá essa suporte, mas não está nem decidido se haverá aporte direto”, detalhou Leite.

“Acho que o momento, de estar chegando em um momento eleitoral, de estarmos vivendo um momento complicado, faz com que isso seja usado de forma política. Já ouvi gente falando que iríamos gastar R$ 20 milhões, não faremos algo nem perto disso, não há disposição alguma do Estado em fazer grandes aportes na Portela. Se tem um problema reputacional no país, quando se fala de negros aqui. Por aqui, acabam destacando situações de racismo, tentando imputar ao Estado uma pecha racista. É uma homenagem bastante relevante e meritória do povo negro no Rio Grande do Sul, aqui se tem uma forte contribuição Africana no estado, que não é falada. O estado apoia uma série de outros eventos, congressos, feiras e eventos que interessam ao Rio Grande do Sul em termos de posicionamento, então este também tem seus méritos”, explicou o chefe do executivo gaúcho.

Mas a questão vai além

Durante o programa Conversas Cruzadas, do grupo Zero Hora, nesta semana, sob o comando do apresentador Léo Saballa Jr., a historiadora e professora da UFRGS, Fernanda Oliveira, refletiu sobre o racismo presente em parte da sociedade gaúcha que combateu qualquer possibilidade de investimento do estado, não só do poder público, mas também do setor privado, no carnaval portelense.

Ainda participaram da conversa o advogado, escritor e membro da Academia Rio-Grandense de Letras e membro fundador do grupo de pesquisas Palmares, Antônio Carlos Côrtes, o sambista e residente no projeto Samba do Quintana, Thiago Ribeiro e a repórter de GZH, Kizzy Abreu (veja o que disse Fernanda Oliveira):

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