Tem violino no samba! Salgueiro encerra desfiles na Marquês de Sapucaí

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CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21. O Salgueiro, das mais tradicionais escolas da cidade, chegou sob as notícias de bastidores de […]

POR Redação SRzd 18/2/2026| 9 min de leitura

Desfile do Grupo Especial 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

Desfile do Grupo Especial 2026. Foto: Juliana Dias/SRzd

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CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21.

O Salgueiro, das mais tradicionais escolas da cidade, chegou sob as notícias de bastidores de que faria seu mais rico desfile dos últimos anos, com investimentos substanciosos de seu patrono, Adilsinho. E fechou mais um Carnaval na Marquês de Sapucaí.

Um longo e incômodo jejum.

O Salgueiro, uma das mais vitoriosas escolas de samba do Rio, revive a seca de títulos que enfrentou entre 1975 e 1993. Agora, sua imensa torcida e apaixonada comunidade, esperam romper com a fila que teve início em 2009.

Para isso, o carnavalesco Jorge Silveira, que estreou na Academia em 2025, assina o tema A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da pena-de-pau.

Uma homenagem para a carnavalesca Rosa Magalhães, que morreu no dia 25 de julho de 2024, vítima de um infarto.

Quem foi Rosa Lúcia Benedetti Magalhães, a carnavalesca Rosa Magalhães, maior campeã da Marquês de Sapucaí?

Figurinista, cenógrafa, escritora e artista plástica com três graduações, “a professora” iniciou sua trajetória no Carnaval em 1970, no Salgueiro, como ajudante de Fernando Pamplona. Era apenas o início de uma carreira premiada e que se tornaria referência no segmento.

Mulher de poucas palavras, Rosa, que nasceu no Rio, e morava em Copacabana, construiu sua carreira de sucesso no universo das escolas de samba, onde atuou por mais de 50 anos, com muito trabalho.

Legado no Carnaval

Dona de desfiles marcantes, colecionou títulos no Carnaval carioca, com passagens pela Beija-Flor, Império Serrano, Tradição, Estácio de Sá, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense, União da Ilha, Vila Isabel, Mangueira, São Clemente, Portela e Paraíso do Tuiuti. Em São Paulo, atuou pela Barroca Zona Sul e Dragões da Real.

O primeira taça conquistada por Rosa Magalhães foi pela Império Serrano, ao lado de Lícia Lacerda, com o enredo “Bum Bum Paticumbum Prugurundum”, em 1982.

A época de ouro da carnavalesca aconteceu entre 1994 e 2001, na Imperatriz Leopoldinense. Na escola de Ramos, Rosa se consagrou com trabalho requintado, luxuoso e marcado por temáticas históricas que renderam campeonatos e premiações aliado aos chamados desfiles chamados de “técnicos” realizados pela agremiação.

O último título da artista foi em 2013, pela Unidos de Vila Isabel. Ausente no Carnaval de 2024, seu último trabalho assinado em desfile, foi no Paraíso do Tuiuti, em 2023.

Premiações

Formada pela Escola de Belas Artes (EBA) da UFRJ, deu aulas na instituição e assinou figurinos e cenários para dezenas de espetáculos teatrais.

Como artista plástica, participou da 21ª Bienal de São Paulo, em 1991; da quadrienal de Praga, no mesmo ano; da 49ª bienal de Veneza, em 2001, além de três mostras no Museu de Arte do Rio, entre 2016 e 2019. Também trabalhou como cenógrafa de várias novelas e séries da Rede Globo.

Contabiliza no currículo, dois prêmios MinC; prêmios Carlos Gomes; Ordem do Mérito Cultural; e Medalha de Prata, oferecida pelo governo da Áustria.

Ganhou um Emmy, um dos prêmios mais importantes da TV mundial, ao ser indicada na categoria figurino pelo trabalho na abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, e deixou sua marca na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos 2016, no Rio.

Biografia, documentários e tema de enredo

Em 2019, teve sua trajetória transformada em biografia. “Rosa Magalhães — A moça prosa da avenida”, de Luiz Ricardo Leitão, foi lançada pela Uerj, mesma instituição que, em 2002, concedeu-lhe o título de doutora “honoris causa”.

Em 2023, foi tema do documentário “Rosa – A narradora de outros Brasis”, de Valmir Moratelli e Libário Nogueira. Escreveu três livros: “Fazendo Carnaval”, “O inverso das origens”, junto com Maria Luiza Newlands, e “E vai rolar a festa”. Também foi enredo de escola de samba, ao ser exaltada pela Unidos da Vila Santa Tereza, em 2020.

Considerada por muitos como a maior carnavalesca da história, Rosa Magalhães fez o Carnaval, com seus mais de 40 trabalhos apresentados na Avenida, ser ainda mais elegante, rico e cultural.

+ AVALIAÇÃO DO DESFILE:

+ O QUE VIRAM OS COMENTARISTAS DO SRzd:

CLÁUDIO FRANCIONI: O samba do Salgueiro é leve, alegre, festivo. A cara de quem? Claro, da Mestra Rosa Magalhães, a homenageada no enredo. Longe de ser um samba brilhante, trouxe uma suavidade fantástica ao desfile. Vale o destaque para o belíssimo trabalho do departamento musical da escola, conduzida por Alemão do Cavaco. E Igor Sorriso nasceu pra cantar esse tipo de samba. Tirou onda!

CÉLIA SOUTO: Encerrando os desfiles, o Salgueiro entrou na Avenida comprometido a fazer a Sapucaí amar a festa. Com muita garra, acreditando e cantando forte, o samba soou com fluência e musicalidade. Cantando e dançando os componentes demonstraram alegria e sustentaram a tenacidade do canto mantendo a regularidade da evolução. Ótimo desfile!

JAIME CEZÁRIO: Os Acadêmicos do Salgueiro apresentaram um tributo a Rosa Magalhães, explorando o caráter lúdico e erudito de sua obra. O desfile revelou um cuidado cenográfico evidente, com transições bem resolvidas e narrativa clara sobre o processo criativo da carnavalesca.

As fantasias foram um dos pontos altos: ricas em detalhes, com acabamento refinado e forte apelo teatral e clareza no seu significado. Tecidos nobres, aplicações delicadas e soluções inventivas dialogaram com o estilo da homenageada. Um conjunto de fantasias de coerência estética e identidade visual marcante.

As alegorias ampliaram essa proposta ao recuperar imagens marcantes do carnaval de Rosa — aquelas que se gravaram no imaginário afetivo do público — recriadas com leitura contemporânea e forte impacto emocional. Mais do que citar referências, os carros traduziram de forma carinhosa e bem humorada da obra criada pela “Professora”.

Belas estruturas cenográficas funcionaram como quadros vivos, articulando personagens, símbolos e metáforas em camadas bem definidas, favorecendo a compreensão imediata da narrativa. O jogo de escalas, a riqueza escultórica e o cuidado com texturas e iluminação evocaram momentos icônicos de sua trajetória, reafirmando a capacidade de Rosa de transformar conceitos complexos em imagens de fácil assimilação e profunda carga emocional.

Assim, o desfile não apenas homenageou a artista, mas reativou memórias coletivas. Fantasias e alegorias dialogaram com esse acervo afetivo do Carnaval, demonstrando que a obra de Rosa permanecerá viva eternamente nos corações apaixonados pelos desfiles das escolas de samba, afinal como diz a letra do seu samba: “Mestra, você me fez amar a festa!” Obrigado Mestra! Valeu Salgueiro! Linda homenagem!

ELIANE SOUZA: Fechando os desfiles de 2026, chegaram Sidclei Santos e Marcella Alves, com a assessoria técnica da coreógrafa Marcella Gil!

Um casal estudioso e preparado física e tecnicamente! Eles, conhecedores da coreografia de cada um, sabem edificar o bailado de forma única, modernizado pelas técnicas de dança e orientação coreográfica da bailarina Marcella Gil, uma sambista do Salgueiro; todavia, observa-se na execução dos movimentos característicos a zelosa preservação dos mesmos! O mestre-sala é dono de um estilo personalíssimo, ágil e marcante, quando executa a carrapeta e o meio-sapateado, o cruzado para proteger e cortejar, a pegada-de-mão que logo sincroniza ao currupio, para dar apoio ao balanço da porta-bandeira. Observa-se como a execução dos seus movimentos abre espaço para que a dama execute seus movimentos, em especial os giros, nos dois sentidos do horário, do abano! Ela , bastante sestrosa, executou movimentos, passos e gestos com extrema delicadeza e uma nuance de acarinhar sua bandeira, antes de apresentá-la ao público. O casal realizou uma apresentação de bandeira, que é um dos movimentos característicos da coreografia do mestre-sala, de maneira gentil. A ocupação do espaço para dança, feita pelo casal é primorosa !

Leonardo Moreira e Bárbara Moura, responsáveis pela condução do segundo pavilhão, evoluíram com galhardia, executando com destreza movimentos característicos do bailado.

Fechando o cortejo de bandeiras, apreciamos o bailar de Leonan Santos e Beatriz Paula, responsáveis pela condução do terceiro pavilhão da escola! O casal se exibiu apresentando os movimentos característicos e, o mestre-sala elaborou com destreza um cruzado protetor em torno da porta-bandeira, que deslizava em giros equilibrados do movimento abano! Foi muito bonito de apreciar!

BRUNO MORAES: A Furiosa do Salgueiro, comandada pelos Mestres Gustavo e Guilherme, apresentou uma proposta totalmente alinhada com os princípios e com a raiz histórica da bateria. Foi um desfile que respeitou a tradição.

Os surdos vieram pesados, marcando território, o swing do tarol deu aquela malandragem característica, enquanto as caixas vazadas trouxeram textura ao ritmo. As peças leves entraram com precisão, acrescentando um belo molho ao ritmo e equilibrando peso e musicalidade.

Um dos pontos altos foi a bossa que interagia com o violino presente no carro de som da escola, criando um diálogo interessante entre bateria e harmonia, algo que exige sensibilidade e controle de dinâmica. A Acadêmicos do Salgueiro reafirmou a força da sua Furiosa, mostrando que tradição e inovação podem caminhar juntas quando há conceito, ensaio e identidade.

+ VEJA A LOGO DO ENREDO:

Salgueiro 2026

+ CONHEÇA O TIME DA ESCOLA:

INTÉRPRETE – Igor Sorriso

MESTRES DE BATERIA – Guilherme e Gustavo

RAINHA DE BATERIA – Viviane Araújo

1º CASAL DE MSPB – Sidclei Santos e Marcella Alves

CARNAVALESCO – Jorge Silveira

COREÓGRAFO DE COMISSÃO DE FRENTE – Paulo Pinna

+ OUÇA O SAMBA-ENREDO:

+ VEJA O DESEMPENHO DA ESCOLA NOS ÚLTIMOS 6 ANOS:

(veja a ordem oficial de desfiles oficial em 2026):

+ domingo, 15 de fevereiro:

1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira

+ segunda-feira, 16 de fevereiro:

1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca

+ terça-feira, 17 de fevereiro:

1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro

Arpoador

Rodapé - carnaval rio

CARNAVAL 2026: O Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2026 acontece nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com as seis primeiras colocadas voltando para celebrar o desempenho no concurso no sábado das Campeãs, dia 21.

O Salgueiro, das mais tradicionais escolas da cidade, chegou sob as notícias de bastidores de que faria seu mais rico desfile dos últimos anos, com investimentos substanciosos de seu patrono, Adilsinho. E fechou mais um Carnaval na Marquês de Sapucaí.

Um longo e incômodo jejum.

O Salgueiro, uma das mais vitoriosas escolas de samba do Rio, revive a seca de títulos que enfrentou entre 1975 e 1993. Agora, sua imensa torcida e apaixonada comunidade, esperam romper com a fila que teve início em 2009.

Para isso, o carnavalesco Jorge Silveira, que estreou na Academia em 2025, assina o tema A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da pena-de-pau.

Uma homenagem para a carnavalesca Rosa Magalhães, que morreu no dia 25 de julho de 2024, vítima de um infarto.

Quem foi Rosa Lúcia Benedetti Magalhães, a carnavalesca Rosa Magalhães, maior campeã da Marquês de Sapucaí?

Figurinista, cenógrafa, escritora e artista plástica com três graduações, “a professora” iniciou sua trajetória no Carnaval em 1970, no Salgueiro, como ajudante de Fernando Pamplona. Era apenas o início de uma carreira premiada e que se tornaria referência no segmento.

Mulher de poucas palavras, Rosa, que nasceu no Rio, e morava em Copacabana, construiu sua carreira de sucesso no universo das escolas de samba, onde atuou por mais de 50 anos, com muito trabalho.

Legado no Carnaval

Dona de desfiles marcantes, colecionou títulos no Carnaval carioca, com passagens pela Beija-Flor, Império Serrano, Tradição, Estácio de Sá, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense, União da Ilha, Vila Isabel, Mangueira, São Clemente, Portela e Paraíso do Tuiuti. Em São Paulo, atuou pela Barroca Zona Sul e Dragões da Real.

O primeira taça conquistada por Rosa Magalhães foi pela Império Serrano, ao lado de Lícia Lacerda, com o enredo “Bum Bum Paticumbum Prugurundum”, em 1982.

A época de ouro da carnavalesca aconteceu entre 1994 e 2001, na Imperatriz Leopoldinense. Na escola de Ramos, Rosa se consagrou com trabalho requintado, luxuoso e marcado por temáticas históricas que renderam campeonatos e premiações aliado aos chamados desfiles chamados de “técnicos” realizados pela agremiação.

O último título da artista foi em 2013, pela Unidos de Vila Isabel. Ausente no Carnaval de 2024, seu último trabalho assinado em desfile, foi no Paraíso do Tuiuti, em 2023.

Premiações

Formada pela Escola de Belas Artes (EBA) da UFRJ, deu aulas na instituição e assinou figurinos e cenários para dezenas de espetáculos teatrais.

Como artista plástica, participou da 21ª Bienal de São Paulo, em 1991; da quadrienal de Praga, no mesmo ano; da 49ª bienal de Veneza, em 2001, além de três mostras no Museu de Arte do Rio, entre 2016 e 2019. Também trabalhou como cenógrafa de várias novelas e séries da Rede Globo.

Contabiliza no currículo, dois prêmios MinC; prêmios Carlos Gomes; Ordem do Mérito Cultural; e Medalha de Prata, oferecida pelo governo da Áustria.

Ganhou um Emmy, um dos prêmios mais importantes da TV mundial, ao ser indicada na categoria figurino pelo trabalho na abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, e deixou sua marca na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos 2016, no Rio.

Biografia, documentários e tema de enredo

Em 2019, teve sua trajetória transformada em biografia. “Rosa Magalhães — A moça prosa da avenida”, de Luiz Ricardo Leitão, foi lançada pela Uerj, mesma instituição que, em 2002, concedeu-lhe o título de doutora “honoris causa”.

Em 2023, foi tema do documentário “Rosa – A narradora de outros Brasis”, de Valmir Moratelli e Libário Nogueira. Escreveu três livros: “Fazendo Carnaval”, “O inverso das origens”, junto com Maria Luiza Newlands, e “E vai rolar a festa”. Também foi enredo de escola de samba, ao ser exaltada pela Unidos da Vila Santa Tereza, em 2020.

Considerada por muitos como a maior carnavalesca da história, Rosa Magalhães fez o Carnaval, com seus mais de 40 trabalhos apresentados na Avenida, ser ainda mais elegante, rico e cultural.

+ AVALIAÇÃO DO DESFILE:

+ O QUE VIRAM OS COMENTARISTAS DO SRzd:

CLÁUDIO FRANCIONI: O samba do Salgueiro é leve, alegre, festivo. A cara de quem? Claro, da Mestra Rosa Magalhães, a homenageada no enredo. Longe de ser um samba brilhante, trouxe uma suavidade fantástica ao desfile. Vale o destaque para o belíssimo trabalho do departamento musical da escola, conduzida por Alemão do Cavaco. E Igor Sorriso nasceu pra cantar esse tipo de samba. Tirou onda!

CÉLIA SOUTO: Encerrando os desfiles, o Salgueiro entrou na Avenida comprometido a fazer a Sapucaí amar a festa. Com muita garra, acreditando e cantando forte, o samba soou com fluência e musicalidade. Cantando e dançando os componentes demonstraram alegria e sustentaram a tenacidade do canto mantendo a regularidade da evolução. Ótimo desfile!

JAIME CEZÁRIO: Os Acadêmicos do Salgueiro apresentaram um tributo a Rosa Magalhães, explorando o caráter lúdico e erudito de sua obra. O desfile revelou um cuidado cenográfico evidente, com transições bem resolvidas e narrativa clara sobre o processo criativo da carnavalesca.

As fantasias foram um dos pontos altos: ricas em detalhes, com acabamento refinado e forte apelo teatral e clareza no seu significado. Tecidos nobres, aplicações delicadas e soluções inventivas dialogaram com o estilo da homenageada. Um conjunto de fantasias de coerência estética e identidade visual marcante.

As alegorias ampliaram essa proposta ao recuperar imagens marcantes do carnaval de Rosa — aquelas que se gravaram no imaginário afetivo do público — recriadas com leitura contemporânea e forte impacto emocional. Mais do que citar referências, os carros traduziram de forma carinhosa e bem humorada da obra criada pela “Professora”.

Belas estruturas cenográficas funcionaram como quadros vivos, articulando personagens, símbolos e metáforas em camadas bem definidas, favorecendo a compreensão imediata da narrativa. O jogo de escalas, a riqueza escultórica e o cuidado com texturas e iluminação evocaram momentos icônicos de sua trajetória, reafirmando a capacidade de Rosa de transformar conceitos complexos em imagens de fácil assimilação e profunda carga emocional.

Assim, o desfile não apenas homenageou a artista, mas reativou memórias coletivas. Fantasias e alegorias dialogaram com esse acervo afetivo do Carnaval, demonstrando que a obra de Rosa permanecerá viva eternamente nos corações apaixonados pelos desfiles das escolas de samba, afinal como diz a letra do seu samba: “Mestra, você me fez amar a festa!” Obrigado Mestra! Valeu Salgueiro! Linda homenagem!

ELIANE SOUZA: Fechando os desfiles de 2026, chegaram Sidclei Santos e Marcella Alves, com a assessoria técnica da coreógrafa Marcella Gil!

Um casal estudioso e preparado física e tecnicamente! Eles, conhecedores da coreografia de cada um, sabem edificar o bailado de forma única, modernizado pelas técnicas de dança e orientação coreográfica da bailarina Marcella Gil, uma sambista do Salgueiro; todavia, observa-se na execução dos movimentos característicos a zelosa preservação dos mesmos! O mestre-sala é dono de um estilo personalíssimo, ágil e marcante, quando executa a carrapeta e o meio-sapateado, o cruzado para proteger e cortejar, a pegada-de-mão que logo sincroniza ao currupio, para dar apoio ao balanço da porta-bandeira. Observa-se como a execução dos seus movimentos abre espaço para que a dama execute seus movimentos, em especial os giros, nos dois sentidos do horário, do abano! Ela , bastante sestrosa, executou movimentos, passos e gestos com extrema delicadeza e uma nuance de acarinhar sua bandeira, antes de apresentá-la ao público. O casal realizou uma apresentação de bandeira, que é um dos movimentos característicos da coreografia do mestre-sala, de maneira gentil. A ocupação do espaço para dança, feita pelo casal é primorosa !

Leonardo Moreira e Bárbara Moura, responsáveis pela condução do segundo pavilhão, evoluíram com galhardia, executando com destreza movimentos característicos do bailado.

Fechando o cortejo de bandeiras, apreciamos o bailar de Leonan Santos e Beatriz Paula, responsáveis pela condução do terceiro pavilhão da escola! O casal se exibiu apresentando os movimentos característicos e, o mestre-sala elaborou com destreza um cruzado protetor em torno da porta-bandeira, que deslizava em giros equilibrados do movimento abano! Foi muito bonito de apreciar!

BRUNO MORAES: A Furiosa do Salgueiro, comandada pelos Mestres Gustavo e Guilherme, apresentou uma proposta totalmente alinhada com os princípios e com a raiz histórica da bateria. Foi um desfile que respeitou a tradição.

Os surdos vieram pesados, marcando território, o swing do tarol deu aquela malandragem característica, enquanto as caixas vazadas trouxeram textura ao ritmo. As peças leves entraram com precisão, acrescentando um belo molho ao ritmo e equilibrando peso e musicalidade.

Um dos pontos altos foi a bossa que interagia com o violino presente no carro de som da escola, criando um diálogo interessante entre bateria e harmonia, algo que exige sensibilidade e controle de dinâmica. A Acadêmicos do Salgueiro reafirmou a força da sua Furiosa, mostrando que tradição e inovação podem caminhar juntas quando há conceito, ensaio e identidade.

+ VEJA A LOGO DO ENREDO:

Salgueiro 2026

+ CONHEÇA O TIME DA ESCOLA:

INTÉRPRETE – Igor Sorriso

MESTRES DE BATERIA – Guilherme e Gustavo

RAINHA DE BATERIA – Viviane Araújo

1º CASAL DE MSPB – Sidclei Santos e Marcella Alves

CARNAVALESCO – Jorge Silveira

COREÓGRAFO DE COMISSÃO DE FRENTE – Paulo Pinna

+ OUÇA O SAMBA-ENREDO:

+ VEJA O DESEMPENHO DA ESCOLA NOS ÚLTIMOS 6 ANOS:

(veja a ordem oficial de desfiles oficial em 2026):

+ domingo, 15 de fevereiro:

1º: Acadêmicos de Niterói (Campeã do Acesso 2025)
2º: Imperatriz Leopoldinense
3º: Portela
4º: Estação Primeira de Mangueira

+ segunda-feira, 16 de fevereiro:

1º: Mocidade Independente de Padre Miguel (11ª colocada em 2025)
2º: Beija-Flor de Nilópolis
3º: Unidos do Viradouro
4º: Unidos da Tijuca

+ terça-feira, 17 de fevereiro:

1º: Paraíso do Tuiuti (10ª colocada em 2025)
2º: Unidos de Vila Isabel
3º: Acadêmicos do Grande Rio
4º: Acadêmicos do Salgueiro

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