A Unidos de Bangu se apresentou na Marquês de Sapucaí já na manhã desta quinta-feira (21) pela Série Ouro. A escola mostrou o enredo Deu Castor na Cabeça, uma homenagem a Castor de Andrade. Veja abaixo as análises dos comentaristas do SRzd sobre o desfile: Avaliação geral (Luiz Fernando Reis): “A escola começou num pique legal e foi se […]
PORRedação SRzd21/4/2022|
4 min de leitura
Unidos de Bangu 2022. Foto: Matheus Siqueira/SRzd
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A Unidos de Bangu se apresentou na Marquês de Sapucaí já na manhã desta quinta-feira (21) pela Série Ouro. A escola mostrou o enredo Deu Castor na Cabeça, uma homenagem a Castor de Andrade. Veja abaixo as análises dos comentaristas do SRzd sobre o desfile:
Avaliação geral (Luiz Fernando Reis):
“A escola começou num pique legal e foi se perdendo, perdendo e o final perdeu completamente. Fantasias muito áquem. Pra mim, a mais fraca da noite”.
Comissão de Frente (Márcio Moura):
“O coreógrafo Vinicius Rodrigues opta em trazer um grupo de dançarinos , que representavam, estilizadamente, animais do jogo do bicho. Com um termo como figurino e uma maquiagem que dava unidade na cor vermelha , o coreografo optou em movimentos simples e sincronizados que mesclavam dança e interpretação”.
Casal de mestre-sala e porta-bandeira (Eliane Santos Souza):
“Apresentando o bailado clássico, todavia permeado por gestos teatralizados, por causa da interpretação que o mestre-sala Anderson Abreu fez de Castor de Andrade – o homenageado pelo enredo – , o casal confirmou a habilidade que possuem para dançar. Conforme aconteceu no ensaio técnico, eles demonstraram uma perfeita sintonia, sendo seus movimentos obrigatórios executados em total sincronismo. O uso de máscara, um adereço ousado para um mestre-sala, não impediu o entrosamento da dupla. Eliza Xavier relembrou gestos de duas importantes porta-bandeiras da Mocidade, escola de Castor: Babi e Lucinha Nobre – uma releitura do gesto da Babi em 1990, e eternizado pela porta-bandeira gaúcha Michelle Lima, fã ardorosa de Babi; e a ‘bandeirada’ da Lucinha, um movimento personalíssimo e difícil, que exige grande destreza e habilidade para ser realizado. Bem, merece ser dito, o casal, um par na vida real, desfilou no dia em que seu bebezinho completa 1 mês de nascido”.
Fantasias (Jaime Cezário):
“Unidos de Bangu fez uma justa homenagem ao patrono Castor de Andrade que tanto ajudou ao futebol do Bangu quanto a Mocidade Independente. Nas fantasias fez uma tentativa de buscar um caminho de leveza criativa. No início chegou a surpreender, mas com o desenrolar do desfile, acabou caindo no lugar comum. O destaque mesmo foi a animação da comunidade da escola”.
Alegorias e Adereços (Jaime Cezário):
“As alegorias seguiram o mesmo caminho, um começo criativo com um tripé que era um globo de sorteio do jogo do bicho seguido de uma animada floresta, mas os carros que finalizaram o desfile, seguiram o padrão grande “caixote” decorado. Passou seu recado, agora é aguardar a apuração para saber que “bicho” vai dar… o povão da vermelha e branca da zona oeste disse que vai “dar Bangu na cabeça”… será?”.
Enredo (Marcelo Masô):
“A Unidos de Bangu elegeu como enredo a vida de Castor de Andrade e sua relação substancial com o bairro que dá nome à escola. A apresentação da escola abordou com propriedade, de forma satisfatória diversos fatos e temas que permearam a vida de Castor de Andrade, tais como: o jogo do bicho, a atividade como dirigente do Bangu Atlético Clube e o fato de ser advogado. Entretanto, considero ter ficado deficitária a abordagem da importante relação de Castor com a Mocidade Independente de Padre Miguel. Embora o setor três faça menção à Mocidade, esta foi diminuta, o que ocasionou uma desproporção em relação aos demais aspectos desenvolvidos no enredo”.
Samba-enredo (Cadu Zugliani):
“O samba da Unidos de Bangu seria resumido assim pelo Pamplona: ‘isso é uma marchinha’, mas que em alguns momentos deu uma animada no público, ah deu. Tem alguns pontos de fácil assimilação. O carro de som e a bateria do Léo empurraram a obra pra cima e ajudaram muito numa apresentação competente. Mas o samba não deve esperar notas máximas”.
Bateria (Cláudio Francioni):
“A bateria da Unidos de Bangu fez um bom desfile na manhã desta quinta-feira. Mestre Leo optou por um andamento um pouco mais pra frente para ajudar no crescimento do samba e trouxe bossas bem ousadas. Apresentou-se com precisão na frente dos módulos de julgamento, com clareza nas levadas e firmeza na execução das convenções”.
Harmonia (Célia Souto):
“A escola iniciou o desfile cantando o samba com garra e animação, os componentes estavam comprometidos na execução do samba. No final desfile após a passagem da bateria , as alas não mantiveram o mesmo andamento do canto em relação ao início, sendo assim, o entrosamento entre o ritmo e o canto ficaram prejudicados”.
Evolução (Célia Souto):
“O ritmo do andamento do desfile não fluiu na avenida. O desfile oscilou entre lento e moderado em relação ao chão”.
A Unidos de Bangu se apresentou na Marquês de Sapucaí já na manhã desta quinta-feira (21) pela Série Ouro. A escola mostrou o enredo Deu Castor na Cabeça, uma homenagem a Castor de Andrade. Veja abaixo as análises dos comentaristas do SRzd sobre o desfile:
Avaliação geral (Luiz Fernando Reis):
“A escola começou num pique legal e foi se perdendo, perdendo e o final perdeu completamente. Fantasias muito áquem. Pra mim, a mais fraca da noite”.
Comissão de Frente (Márcio Moura):
“O coreógrafo Vinicius Rodrigues opta em trazer um grupo de dançarinos , que representavam, estilizadamente, animais do jogo do bicho. Com um termo como figurino e uma maquiagem que dava unidade na cor vermelha , o coreografo optou em movimentos simples e sincronizados que mesclavam dança e interpretação”.
Casal de mestre-sala e porta-bandeira (Eliane Santos Souza):
“Apresentando o bailado clássico, todavia permeado por gestos teatralizados, por causa da interpretação que o mestre-sala Anderson Abreu fez de Castor de Andrade – o homenageado pelo enredo – , o casal confirmou a habilidade que possuem para dançar. Conforme aconteceu no ensaio técnico, eles demonstraram uma perfeita sintonia, sendo seus movimentos obrigatórios executados em total sincronismo. O uso de máscara, um adereço ousado para um mestre-sala, não impediu o entrosamento da dupla. Eliza Xavier relembrou gestos de duas importantes porta-bandeiras da Mocidade, escola de Castor: Babi e Lucinha Nobre – uma releitura do gesto da Babi em 1990, e eternizado pela porta-bandeira gaúcha Michelle Lima, fã ardorosa de Babi; e a ‘bandeirada’ da Lucinha, um movimento personalíssimo e difícil, que exige grande destreza e habilidade para ser realizado. Bem, merece ser dito, o casal, um par na vida real, desfilou no dia em que seu bebezinho completa 1 mês de nascido”.
Fantasias (Jaime Cezário):
“Unidos de Bangu fez uma justa homenagem ao patrono Castor de Andrade que tanto ajudou ao futebol do Bangu quanto a Mocidade Independente. Nas fantasias fez uma tentativa de buscar um caminho de leveza criativa. No início chegou a surpreender, mas com o desenrolar do desfile, acabou caindo no lugar comum. O destaque mesmo foi a animação da comunidade da escola”.
Alegorias e Adereços (Jaime Cezário):
“As alegorias seguiram o mesmo caminho, um começo criativo com um tripé que era um globo de sorteio do jogo do bicho seguido de uma animada floresta, mas os carros que finalizaram o desfile, seguiram o padrão grande “caixote” decorado. Passou seu recado, agora é aguardar a apuração para saber que “bicho” vai dar… o povão da vermelha e branca da zona oeste disse que vai “dar Bangu na cabeça”… será?”.
Enredo (Marcelo Masô):
“A Unidos de Bangu elegeu como enredo a vida de Castor de Andrade e sua relação substancial com o bairro que dá nome à escola. A apresentação da escola abordou com propriedade, de forma satisfatória diversos fatos e temas que permearam a vida de Castor de Andrade, tais como: o jogo do bicho, a atividade como dirigente do Bangu Atlético Clube e o fato de ser advogado. Entretanto, considero ter ficado deficitária a abordagem da importante relação de Castor com a Mocidade Independente de Padre Miguel. Embora o setor três faça menção à Mocidade, esta foi diminuta, o que ocasionou uma desproporção em relação aos demais aspectos desenvolvidos no enredo”.
Samba-enredo (Cadu Zugliani):
“O samba da Unidos de Bangu seria resumido assim pelo Pamplona: ‘isso é uma marchinha’, mas que em alguns momentos deu uma animada no público, ah deu. Tem alguns pontos de fácil assimilação. O carro de som e a bateria do Léo empurraram a obra pra cima e ajudaram muito numa apresentação competente. Mas o samba não deve esperar notas máximas”.
Bateria (Cláudio Francioni):
“A bateria da Unidos de Bangu fez um bom desfile na manhã desta quinta-feira. Mestre Leo optou por um andamento um pouco mais pra frente para ajudar no crescimento do samba e trouxe bossas bem ousadas. Apresentou-se com precisão na frente dos módulos de julgamento, com clareza nas levadas e firmeza na execução das convenções”.
Harmonia (Célia Souto):
“A escola iniciou o desfile cantando o samba com garra e animação, os componentes estavam comprometidos na execução do samba. No final desfile após a passagem da bateria , as alas não mantiveram o mesmo andamento do canto em relação ao início, sendo assim, o entrosamento entre o ritmo e o canto ficaram prejudicados”.
Evolução (Célia Souto):
“O ritmo do andamento do desfile não fluiu na avenida. O desfile oscilou entre lento e moderado em relação ao chão”.