Vida de Carolina Maria de Jesus, inspiração do enredo da Tijuca, ganhará os cinemas

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Arte e cultura. Em 1958, na favela do bairro do Canindé, que margeia o imenso Rio Tietê, na Zona Norte da cidade de São Paulo, os diários de uma mulher negra se tornariam um dos livros mais importantes da literatura brasileira. O “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, se tornou campeão de vendas […]

POR Redação SRzd 20/11/2025| 3 min de leitura

Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus. Acervo/Partido dos Trabalhadores

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Arte e cultura. Em 1958, na favela do bairro do Canindé, que margeia o imenso Rio Tietê, na Zona Norte da cidade de São Paulo, os diários de uma mulher negra se tornariam um dos livros mais importantes da literatura
brasileira.

O “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, se tornou campeão de vendas e a história de sua autora, 110 anos após seu nascimento, ganhará os cinemas.

Maria Gal viverá Carolina, que ainda será enredo da Unidos da Tijuca, no Rio, em 2026.

“É um projeto de 11 anos. Agora estamos filmando e está sendo um momento muitíssimo especial e histórico. Estamos no mês da consciência negra, novembro, e com esse propósito de fazer um grande filme, um filme que a gente entende que a Carolina merece”, celebra Maria Gal.

O longa ainda conta com roteiro de Maíra Oliveira, produção de Clélia Bessa, Move Maria, Raccord Produções e Buda Filmes, com coprodução da Globo Filmes.

“Estamos felizes em contar essa história pela nossa perspectiva. Eu, como mulher negra e retinta. O Jeferson De como um homem negro também. Temos o propósito de contar essa história de forma muito especial, como a Carolina gostaria de ser lembrada pela grande escritora que ela é”, relata.

Maria é dona dos direitos de adaptação do livro e há muitos anos se inquietou sobre a vivência da escritora não estar registrada no cinema nacional. “A história da Carolina são muitas histórias. Infelizmente 1h30 de filme não dá conta. Então, enquanto cidadã, mais do que atriz até, me vi na obrigação de buscar fazer essa história acontecer. É também falar sobre nossa ancestralidade, nossos pais, nossos avós que lutaram muito para a gente chegar onde chegou. Quantas e quantas Carolinas a gente tem nesse país? Ela já falava, na década de 50, sobre temas que são urgentes, que a gente ainda tá engatinhando hoje”, avalia.

“Aprendi, com a Erika Hilton, a acordar e pegar o que ela escreveu naquele dia em ‘Quarto de Despejo’. Então a vejo quando passo na rua e tem uma pessoa numa situação de pobreza, de fome. Quando vejo a questão política no país. Quando não vejo nossos protagonismos em todo lugar. E, ao mesmo tempo, quando vejo poesia, porque a nossa cultura é tão rica, é tão diversa, é tão urgente. Esse Brasil que quer se ver não só no protagonismo dos nossos filmes, das nossas novelas, mas também na política, como CEOs de grandes empresas, em todos os campos, porque a gente vive um país onde a gente tem 56% da população negra. A gente tem 28% da população brasileira mulheres negras, o maior bloco populacional. Cadê esse protagonismo?”, questiona em entrevista divulgada pelo gshow.

Rodapé - carnaval rio

Arte e cultura. Em 1958, na favela do bairro do Canindé, que margeia o imenso Rio Tietê, na Zona Norte da cidade de São Paulo, os diários de uma mulher negra se tornariam um dos livros mais importantes da literatura
brasileira.

O “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, se tornou campeão de vendas e a história de sua autora, 110 anos após seu nascimento, ganhará os cinemas.

Maria Gal viverá Carolina, que ainda será enredo da Unidos da Tijuca, no Rio, em 2026.

“É um projeto de 11 anos. Agora estamos filmando e está sendo um momento muitíssimo especial e histórico. Estamos no mês da consciência negra, novembro, e com esse propósito de fazer um grande filme, um filme que a gente entende que a Carolina merece”, celebra Maria Gal.

O longa ainda conta com roteiro de Maíra Oliveira, produção de Clélia Bessa, Move Maria, Raccord Produções e Buda Filmes, com coprodução da Globo Filmes.

“Estamos felizes em contar essa história pela nossa perspectiva. Eu, como mulher negra e retinta. O Jeferson De como um homem negro também. Temos o propósito de contar essa história de forma muito especial, como a Carolina gostaria de ser lembrada pela grande escritora que ela é”, relata.

Maria é dona dos direitos de adaptação do livro e há muitos anos se inquietou sobre a vivência da escritora não estar registrada no cinema nacional. “A história da Carolina são muitas histórias. Infelizmente 1h30 de filme não dá conta. Então, enquanto cidadã, mais do que atriz até, me vi na obrigação de buscar fazer essa história acontecer. É também falar sobre nossa ancestralidade, nossos pais, nossos avós que lutaram muito para a gente chegar onde chegou. Quantas e quantas Carolinas a gente tem nesse país? Ela já falava, na década de 50, sobre temas que são urgentes, que a gente ainda tá engatinhando hoje”, avalia.

“Aprendi, com a Erika Hilton, a acordar e pegar o que ela escreveu naquele dia em ‘Quarto de Despejo’. Então a vejo quando passo na rua e tem uma pessoa numa situação de pobreza, de fome. Quando vejo a questão política no país. Quando não vejo nossos protagonismos em todo lugar. E, ao mesmo tempo, quando vejo poesia, porque a nossa cultura é tão rica, é tão diversa, é tão urgente. Esse Brasil que quer se ver não só no protagonismo dos nossos filmes, das nossas novelas, mas também na política, como CEOs de grandes empresas, em todos os campos, porque a gente vive um país onde a gente tem 56% da população negra. A gente tem 28% da população brasileira mulheres negras, o maior bloco populacional. Cadê esse protagonismo?”, questiona em entrevista divulgada pelo gshow.

Rodapé - carnaval rio

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