Carnaval de Rua de São Paulo: Pedido de CPI é protocolado na Câmara
São Paulo. A oposição ao prefeito Ricardo Nunes na Câmara Municipal conseguiu as assinaturas necessárias para protocolar pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades, falhas e omissões no planejamento, gestão, orçamento e infraestrutura do Carnaval de 2026. A iniciativa é da vereadora Amanda Paschoal, do PSOL e conta […]
PORRedação SRzd4/3/2026|
3 min de leitura
Carnaval de rua em São Paulo. Foto: Edson Lopes Jr/Prefeitura de São Paulo
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São Paulo. A oposição ao prefeito Ricardo Nunes na Câmara Municipal conseguiu as assinaturas necessárias para protocolar pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades, falhas e omissões no planejamento, gestão, orçamento e infraestrutura do Carnaval de 2026.
A iniciativa é da vereadora Amanda Paschoal, do PSOL e conta com assinaturas de três vereadores da base do prefeito: Silvão Leite, e Adilson Amadeu, do União, e Gabriel Abreu (Podemos).
A instauração da CPI depende de decisão da Mesa Diretora e da finalização de alguma das CPIs que estão em funcionamento na Câmara, dentre elas a CPI da Leitura de Íris, do Metanol, do Jockey Club e a que tem tido maior destaque, a das habitações sociais.
+ investigação
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou, em 3 de março, um inquérito civil para apurar indícios de corrupção envolvendo contratos da São Paulo Turismo, SPTuris, no caso que levou a demissões na Secretaria Municipal de Turismo e na própria empresa municipal.
A apuração foi aberta a partir de um pedido dos vereadores Nabil Bonduki (PT), Luana Alves (Psol) e da Bancada Feminista do PSOL, após denúncias publicadas inicialmente pelo portal Metrópoles sobre contratações relacionadas à gestão do Carnaval e de eventos na capital paulista.
Além do inquérito civil, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social requisitou que a Divisão de Investigações de Crimes contra a Administração Pública (DISCCA), da Polícia Civil, instaure inquérito policial para apuração de possíveis crimes como contratação direta ilegal, frustração do caráter competitivo de licitação, fraude em licitação, além de irregularidades contratuais e infrações conexas.
O foco das suspeitas recai sobre contratos firmados com a empresa MM Quarter (Agência Quarter) e também sobre a Associação de Bem-Estar, Esporte e Cultura (ASA), citada como parte do conjunto de relações comerciais a ser investigado.
+ o que dizem os citados
O prefeito Ricardo Nunes demitiu, na semana passada, o então secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho, e o presidente da SPTuris, Gustavo Pires.
A Prefeitura declarou ao G1 apoiar a abertura da investigação no MP e disse que a apuração ocorrerá em conjunto com apoio da CGM. A gestão municipal também informou que determinou auditoria nos contratos e encaminhamento para um novo processo licitatório.
A MM Quarter afirmou atuar dentro da legislação e disse estar à disposição para esclarecimentos. Gustavo Pires declarou que recebeu com tranquilidade a instauração do inquérito e que ficará à disposição das autoridades. Rodolfo Marinho não se manifestou.
São Paulo. A oposição ao prefeito Ricardo Nunes na Câmara Municipal conseguiu as assinaturas necessárias para protocolar pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades, falhas e omissões no planejamento, gestão, orçamento e infraestrutura do Carnaval de 2026.
A iniciativa é da vereadora Amanda Paschoal, do PSOL e conta com assinaturas de três vereadores da base do prefeito: Silvão Leite, e Adilson Amadeu, do União, e Gabriel Abreu (Podemos).
A instauração da CPI depende de decisão da Mesa Diretora e da finalização de alguma das CPIs que estão em funcionamento na Câmara, dentre elas a CPI da Leitura de Íris, do Metanol, do Jockey Club e a que tem tido maior destaque, a das habitações sociais.
+ investigação
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou, em 3 de março, um inquérito civil para apurar indícios de corrupção envolvendo contratos da São Paulo Turismo, SPTuris, no caso que levou a demissões na Secretaria Municipal de Turismo e na própria empresa municipal.
A apuração foi aberta a partir de um pedido dos vereadores Nabil Bonduki (PT), Luana Alves (Psol) e da Bancada Feminista do PSOL, após denúncias publicadas inicialmente pelo portal Metrópoles sobre contratações relacionadas à gestão do Carnaval e de eventos na capital paulista.
Além do inquérito civil, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social requisitou que a Divisão de Investigações de Crimes contra a Administração Pública (DISCCA), da Polícia Civil, instaure inquérito policial para apuração de possíveis crimes como contratação direta ilegal, frustração do caráter competitivo de licitação, fraude em licitação, além de irregularidades contratuais e infrações conexas.
O foco das suspeitas recai sobre contratos firmados com a empresa MM Quarter (Agência Quarter) e também sobre a Associação de Bem-Estar, Esporte e Cultura (ASA), citada como parte do conjunto de relações comerciais a ser investigado.
+ o que dizem os citados
O prefeito Ricardo Nunes demitiu, na semana passada, o então secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho, e o presidente da SPTuris, Gustavo Pires.
A Prefeitura declarou ao G1 apoiar a abertura da investigação no MP e disse que a apuração ocorrerá em conjunto com apoio da CGM. A gestão municipal também informou que determinou auditoria nos contratos e encaminhamento para um novo processo licitatório.
A MM Quarter afirmou atuar dentro da legislação e disse estar à disposição para esclarecimentos. Gustavo Pires declarou que recebeu com tranquilidade a instauração do inquérito e que ficará à disposição das autoridades. Rodolfo Marinho não se manifestou.