Ensaios de rua! Lazer ou treinamento? Diretores analisam
Carnaval de São Paulo. Em agosto, a Mocidade Unida da Mooca fez o primeiro ensaio de rua visando preparar o desfile que marca sua estreia no Grupo Especial. Meses depois, outras agremiações também iniciara suas temporadas de ensaios em vias próximas de suas quadras. O objetivo é simular o desfile oficial com a participação das […]
PORRedação SRzd29/11/2025|
4 min de leitura
Ensaio de Rua. Foto: Reprodução/Mocidade Unida da Mooca
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Carnaval de São Paulo. Em agosto, a Mocidade Unida da Mooca fez o primeiro ensaio de rua visando preparar o desfile que marca sua estreia no Grupo Especial.
Meses depois, outras agremiações também iniciara suas temporadas de ensaios em vias próximas de suas quadras.
O objetivo é simular o desfile oficial com a participação das comunidades e principais segmentos.
Chamados de “ensaios de rua”, estes eventos estão atraindo, além dos componentes, um número expressivo de expectadores.
Ensaio de rua da Dragões da Real. Foto: Reprodução/Facebook/DDR
Para o público que acompanha, torna-se uma ótima opção de lazer e entretenimento, onde é possível curtir a batucada e conversar com os amigos.
Já para os integrantes das agremiações, é uma oportunidade extra para cantar os sambas e testar tudo aquilo que está sendo preparado para o espetáculo que será apresentado em fevereiro no Sambódromo do Anhembi.
E os representantes das escolas de samba?
O que os responsáveis por quesitos importantes do julgamento pensam destes encontros, que de fato, estão “bombando”?
Ensaio de Rua. Foto: Reprodução/VM
Na opinião de Carlos Pires, diretor de Carnaval da Estrela do Terceiro Milênio, e nome experiente no segmento, as escolas estão procurando aprimorar os quesitos de chão e as pessoas estão gostando de participar dos ensaios de rua.
“Acredito que o pessoal voltou a ficar mais seguro em participar após a pandemia. Para nós também é importante também para aumentarmos o número de desfilantes, porque motiva outras pessoas a participar”, afirmou.
Carlos Pires. Foto: Guilherme Queiroz
Para Pires, além de ser um teste e aliado para saber como está o ritmo da agremiação na contagem regressiava para o Carnaval, o ensaio de rua é importante para a estratégia de desfile da agremiação.
“É fundamental pois conseguimos avaliar muito bem o canto, a dança e o trabalho com a bateria, fora também a questão da garra e união dos desfilantes que aumenta muito”, explicou.
Multicampeão com a Mocidade Alegre, Júnior Dentista, também diretor de Carnaval, o principal atrativo do ensaio de rua é a sensação de “pertencimento” dos moradores que residem próximo a a atividade e dos simpatizantes.
Ensaio de Rua. Foto: Reprodução/Vai-Vai
“Por ser em lugar a céu aberto, sem muitas regras, de livre circulação, o expectador que vai assistir ao ensaio de rua tem uma proximidade com os departamentos e componentes da escola, onde a troca de energia é contagiante”, iniciou.
“Outro exemplo é quando a escola está passando perto de bares, restaurantes ou algum outro estabelecimento comercial. Todo mundo para para aplaudir e vibrar. Quando passa a bateria as pessoas entram em êxtase. Com toda essa troca de vibração, conseguimos angariar mais simpatizantes e componentes para escola”, completou.
Para Dentista, a ação é um dos diferenciais que a Mocidade Alegre tem em seus preparativos para o Carnaval.
“Na Morada os ensaios de rua não tratados como evento e sim como calendário da escola. Todas as sextas a partir de novembro, até uma semana antes do desfile, temos esses encontros. Alguns fazemos com carro de som e outros literalmente na raça, onde treinamos muito o canto dos componentes. Tiramos o máximo de proveito do
ensaio de rua, como por exemplo: testamos a partida da escola, recuo de bateria, evolução e andamento da escola. Fazemos do ensaio de rua uma simulação técnica do que iremos apresentar na pista”, concluiu.
Carnaval de São Paulo. Em agosto, a Mocidade Unida da Mooca fez o primeiro ensaio de rua visando preparar o desfile que marca sua estreia no Grupo Especial.
Meses depois, outras agremiações também iniciara suas temporadas de ensaios em vias próximas de suas quadras.
O objetivo é simular o desfile oficial com a participação das comunidades e principais segmentos.
Chamados de “ensaios de rua”, estes eventos estão atraindo, além dos componentes, um número expressivo de expectadores.
Ensaio de rua da Dragões da Real. Foto: Reprodução/Facebook/DDR
Para o público que acompanha, torna-se uma ótima opção de lazer e entretenimento, onde é possível curtir a batucada e conversar com os amigos.
Já para os integrantes das agremiações, é uma oportunidade extra para cantar os sambas e testar tudo aquilo que está sendo preparado para o espetáculo que será apresentado em fevereiro no Sambódromo do Anhembi.
E os representantes das escolas de samba?
O que os responsáveis por quesitos importantes do julgamento pensam destes encontros, que de fato, estão “bombando”?
Ensaio de Rua. Foto: Reprodução/VM
Na opinião de Carlos Pires, diretor de Carnaval da Estrela do Terceiro Milênio, e nome experiente no segmento, as escolas estão procurando aprimorar os quesitos de chão e as pessoas estão gostando de participar dos ensaios de rua.
“Acredito que o pessoal voltou a ficar mais seguro em participar após a pandemia. Para nós também é importante também para aumentarmos o número de desfilantes, porque motiva outras pessoas a participar”, afirmou.
Carlos Pires. Foto: Guilherme Queiroz
Para Pires, além de ser um teste e aliado para saber como está o ritmo da agremiação na contagem regressiava para o Carnaval, o ensaio de rua é importante para a estratégia de desfile da agremiação.
“É fundamental pois conseguimos avaliar muito bem o canto, a dança e o trabalho com a bateria, fora também a questão da garra e união dos desfilantes que aumenta muito”, explicou.
Multicampeão com a Mocidade Alegre, Júnior Dentista, também diretor de Carnaval, o principal atrativo do ensaio de rua é a sensação de “pertencimento” dos moradores que residem próximo a a atividade e dos simpatizantes.
Ensaio de Rua. Foto: Reprodução/Vai-Vai
“Por ser em lugar a céu aberto, sem muitas regras, de livre circulação, o expectador que vai assistir ao ensaio de rua tem uma proximidade com os departamentos e componentes da escola, onde a troca de energia é contagiante”, iniciou.
“Outro exemplo é quando a escola está passando perto de bares, restaurantes ou algum outro estabelecimento comercial. Todo mundo para para aplaudir e vibrar. Quando passa a bateria as pessoas entram em êxtase. Com toda essa troca de vibração, conseguimos angariar mais simpatizantes e componentes para escola”, completou.
Para Dentista, a ação é um dos diferenciais que a Mocidade Alegre tem em seus preparativos para o Carnaval.
“Na Morada os ensaios de rua não tratados como evento e sim como calendário da escola. Todas as sextas a partir de novembro, até uma semana antes do desfile, temos esses encontros. Alguns fazemos com carro de som e outros literalmente na raça, onde treinamos muito o canto dos componentes. Tiramos o máximo de proveito do
ensaio de rua, como por exemplo: testamos a partida da escola, recuo de bateria, evolução e andamento da escola. Fazemos do ensaio de rua uma simulação técnica do que iremos apresentar na pista”, concluiu.