Ex-dançarina do Faustão e musa da Gaviões expõe traumas após deixar prisão
Reflexão. Ex-bailarina do Faustão, Natacha Horana, de 33 anos, nunca mais foi a mesma após passar pelo sistema prisional. Acusada de lavagem de dinheiro e suposto envolvimento com organizações criminosas, a influenciadora foi detida em novembro de 2024. Em março deste ano, ela foi liberada e, desde então, passou a se dedicar à rotina e […]
PORRedação SRzd8/4/2026|
3 min de leitura
Natacha Horana. Foto: Divulgação/Thiago Freitas
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Reflexão. Ex-bailarina do Faustão, Natacha Horana, de 33 anos, nunca mais foi a mesma após passar pelo sistema prisional.
Acusada de lavagem de dinheiro e suposto envolvimento com organizações criminosas, a influenciadora foi detida em novembro de 2024. Em março deste ano, ela foi liberada e, desde então, passou a se dedicar à rotina e ao equilíbrio emocional.
Um ano após reconquistar a liberdade, a musa da Gaviões da Fiel lançou o projeto “Além da Penna”, iniciativa sem fins lucrativos, que busca dar voz, apoio e novas oportunidades a mulheres em situações de vulnerabilidade emocional, social e jurídica. O objetivo da atriz é ajudar mulheres a recomeçarem.
“Foi muito difícil. Recomeçar depois de tudo o que eu vivi não é simplesmente voltar para a vida e fingir que nada aconteceu. Existe um processo interno muito profundo. Eu precisei reaprender muita coisa sobre mim, sobre as pessoas e sobre o mundo. Também precisei aceitar que eu não era mais a mesma pessoa de antes. Algumas coisas que antes faziam parte da minha vida já não faziam mais sentido. Alguns lugares, algumas rodas de amizade… eu simplesmente já não me sentia pertencente. Então o recomeço foi muito mais interno do que externo. Foi um processo de reconstrução, de entender quem eu era depois de tudo aquilo”, relatou.
O tempo ainda não foi suficiente para curar os traumas de Natacha após a prisão.
“Eu acho que certas experiências deixam marcas que fazem parte da nossa história para sempre. Não é algo que simplesmente desaparece. O que muda é a forma como a gente aprende a lidar com isso. Um ano depois eu posso dizer que estou muito mais forte emocionalmente e muito mais consciente de quem eu sou. Eu passei por momentos muito difíceis, de medo, de tristeza, de isolamento, e precisei me reconstruir aos poucos. Hoje eu me sinto mais madura, mais centrada e com uma visão de vida muito diferente da que eu tinha antes. Ainda existem momentos em que algumas coisas mexem comigo, principalmente o julgamento das pessoas, mas eu aprendi a não deixar que isso defina quem eu sou”, reflete.
Natacha Horana. Foto: Pics Mari
A ex-bailarina do Faustão acredita muito na importância do acompanhamento psicológico para curar as dores.
“Depois de tudo o que aconteceu, eu tive momentos de ansiedade muito forte e até síndrome do pânico, então procurar ajuda profissional foi fundamental para eu conseguir entender o que estava acontecendo comigo e aprender a lidar com essas emoções. O tratamento me ajudou muito nesse processo de reconstrução. Eu acho que cuidar da saúde mental é algo essencial, principalmente depois de experiências tão intensas”, destacou.
“Além da Penna”, criado por Natacha Horana e a advogada Dra. Paola Toledo,tem o propósito de acolher mulheres que enfrentam dores silenciosas sejam elas emocionais, sociais ou jurídicas, o projeto nasce como um espaço de apoio, escuta e reconstrução.
Mais do que falar sobre mulheres que passaram pelo sistema prisional, a iniciativa amplia esse olhar para todas aquelas que, de alguma forma, foram silenciadas, julgadas ou deixadas à margem.
“Existem muitas mulheres vivendo batalhas invisíveis. Mulheres que foram julgadas, abandonadas ou que simplesmente perderam a força de recomeçar. O projeto nasce para olhar para essas mulheres com humanidade”, afirma Natacha.
Reflexão. Ex-bailarina do Faustão, Natacha Horana, de 33 anos, nunca mais foi a mesma após passar pelo sistema prisional.
Acusada de lavagem de dinheiro e suposto envolvimento com organizações criminosas, a influenciadora foi detida em novembro de 2024. Em março deste ano, ela foi liberada e, desde então, passou a se dedicar à rotina e ao equilíbrio emocional.
Um ano após reconquistar a liberdade, a musa da Gaviões da Fiel lançou o projeto “Além da Penna”, iniciativa sem fins lucrativos, que busca dar voz, apoio e novas oportunidades a mulheres em situações de vulnerabilidade emocional, social e jurídica. O objetivo da atriz é ajudar mulheres a recomeçarem.
“Foi muito difícil. Recomeçar depois de tudo o que eu vivi não é simplesmente voltar para a vida e fingir que nada aconteceu. Existe um processo interno muito profundo. Eu precisei reaprender muita coisa sobre mim, sobre as pessoas e sobre o mundo. Também precisei aceitar que eu não era mais a mesma pessoa de antes. Algumas coisas que antes faziam parte da minha vida já não faziam mais sentido. Alguns lugares, algumas rodas de amizade… eu simplesmente já não me sentia pertencente. Então o recomeço foi muito mais interno do que externo. Foi um processo de reconstrução, de entender quem eu era depois de tudo aquilo”, relatou.
O tempo ainda não foi suficiente para curar os traumas de Natacha após a prisão.
“Eu acho que certas experiências deixam marcas que fazem parte da nossa história para sempre. Não é algo que simplesmente desaparece. O que muda é a forma como a gente aprende a lidar com isso. Um ano depois eu posso dizer que estou muito mais forte emocionalmente e muito mais consciente de quem eu sou. Eu passei por momentos muito difíceis, de medo, de tristeza, de isolamento, e precisei me reconstruir aos poucos. Hoje eu me sinto mais madura, mais centrada e com uma visão de vida muito diferente da que eu tinha antes. Ainda existem momentos em que algumas coisas mexem comigo, principalmente o julgamento das pessoas, mas eu aprendi a não deixar que isso defina quem eu sou”, reflete.
Natacha Horana. Foto: Pics Mari
A ex-bailarina do Faustão acredita muito na importância do acompanhamento psicológico para curar as dores.
“Depois de tudo o que aconteceu, eu tive momentos de ansiedade muito forte e até síndrome do pânico, então procurar ajuda profissional foi fundamental para eu conseguir entender o que estava acontecendo comigo e aprender a lidar com essas emoções. O tratamento me ajudou muito nesse processo de reconstrução. Eu acho que cuidar da saúde mental é algo essencial, principalmente depois de experiências tão intensas”, destacou.
“Além da Penna”, criado por Natacha Horana e a advogada Dra. Paola Toledo,tem o propósito de acolher mulheres que enfrentam dores silenciosas sejam elas emocionais, sociais ou jurídicas, o projeto nasce como um espaço de apoio, escuta e reconstrução.
Mais do que falar sobre mulheres que passaram pelo sistema prisional, a iniciativa amplia esse olhar para todas aquelas que, de alguma forma, foram silenciadas, julgadas ou deixadas à margem.
“Existem muitas mulheres vivendo batalhas invisíveis. Mulheres que foram julgadas, abandonadas ou que simplesmente perderam a força de recomeçar. O projeto nasce para olhar para essas mulheres com humanidade”, afirma Natacha.