MST entra em clima de Carnaval celebrando o samba da Tatuapé
Carnaval 2026. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), promove no próximo sábado (22), a partir das 13h, o Encontro dos Amigos e Amigas do Movimento, no Espaço Cultural Elza Soares. Todos os presentes irão participar de uma grande celebração do enredo da Acadêmicos do Tatuapé: “Plantar para Colher e Alimentar: Tem Muita Terra […]
Carnaval 2026. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), promove no próximo sábado (22), a partir das 13h, o Encontro dos Amigos e Amigas do Movimento, no Espaço Cultural Elza Soares.
Todos os presentes irão participar de uma grande celebração do enredo da Acadêmicos do Tatuapé: “Plantar para Colher e Alimentar: Tem Muita Terra Sem Gente e Muita Gente Sem Terra”.
Campeã do Grupo Especial em 2017 e 2018, a azul e branca se inspirou na luta do Movimento para retratar em seu desfile, a importância da reforma agrária e da agricultura familiar para alimentar o Brasil.
O evento terá início com uma tradicional feijoada e roda de samba, seguido de mística e ato político durante a tarde, e encerra com a apresentação do samba-enredo da azul e branca. Integrantes das escolas de samba Vai-Vai, Camisa Verde e Branco e Nenê da Vila Matilde também participarão da celebração.
A parceria entre MST e Acadêmicos levará para o Sambódromo do Anhembi, no quarto desfile da sexta-feira, 13 de fevereiro, o retrato da resistência das famílias camponesas e a exploração da concentração de terras no Brasil, feita pelos latifundiários e ruralistas do agronegócio.
A nova parceria consolida o vínculo que o Movimento tem realizado com as manifestações culturais do carnaval nas quadras e passarelas em solo urbano.
“A festa, a gente espera que seja um grande momento de celebração dessa aliança entre o campo e a cidade, entre a arte e a luta social, entre a batida do tambor e o som do trabalho no campo. as inchadas em conjunto com os tambores fazendo essa grande sinfonia do povo uma oportunidade para reafirmar que a cultura é parte essencial da transformação social e que o samba assim como a terra é do povo e para o povo então aguardamos todos e todas”, conta Ana Chã, da coordenação do MST e do Espaço Cultural Elza Soares.
Casal da Tatuapé. Foto: Priscila Ramos
+ MST no Carnaval
Sebastião Aranha, assentado da reforma agrária em Itapeva, interior de São Paulo, e um apaixonado pelo samba e as raízes de terreiro, conta que a primeira parceria do MST com uma escola de samba, foi em 96, “fomos convidados a desfilar no Império Serrano, no Rio de Janeiro, em homenagem ao Betinho. ‘Um filho teu não foge à luta’, foi o tema apresentado. E nós fomos com 50 companheiros de quatro estados, São Paulo, Rio, Minas e Bahia. Foi a primeira vez que um movimento social pisou no sambódromo do Rio de Janeiro”.
Depois disso, em 2002, foi a vez de desfilar na Nenê de Vila Matilde, na capital paulista.
“Nós fomos em uma ala com 120 companheiros de São Paulo, que foi a última ala que encerrou o carnaval da Nenê de Vila Matilde. Depois tivemos alguns companheiros na Vila Isabel, numa homenagem ao Martinho da Vila que falava sobre reforma agrária”, lembra Aranha, entusiasta do samba.
Em 2023, 40 integrantes do Movimento desfilaram no Anhembi integrando a ala “Invisíveis” no desfile da tradicional Camisa Verde e Branco, destacando a luta pelos direitos sociais no Carnaval paulista, onde foi mostrado, inclusive, o emblema do MST, com a rainha de bateria.
No ano seguinte, o MST integrou uma ala da escola de samba Independentes de Boa Vista, em Vitória, no Espírito Santo, que foi campeã com uma homenagem ao trabalho feito pelo fotógrafo Sebastião Salgado em parceria com o Movimento; em samba-enredo que foi campeão no estado capixaba.
No mesmo ano, no estado do Paraná, militantes Sem Terra organizaram cursos sobre o Carnaval e compuseram o desfile da escola Leões da Mocidade, em Curitiba.
Em 2026, o Movimento dá continuidade a essa parceria que começou há 30 anos, com os grupos que fazem a cultura popular do Carnaval nas quadras e passarelas urbanas, mostrando que a força da reforma agrária e da agricultura familiar também ecoam nas cidades, em conjunto com escolas de samba e blocos de rua pelo país.
Tatuapé lança enredo para 2026. Foto: Cidmara Formenton
+ Plantar para Colher e Alimentar
“Para o MST o Carnaval também é um território de disputa simbólica, um espaço onde o povo toma as ruas, canta e dança a sua própria história. Ver uma escola como a Tatuapé trazer para a Avenida o tema da luta pela terra, da produção de alimentos saudável da cultura camponesa, é certamente um gesto político, poético, comunitário, que ajuda a passar a nossa mensagem para milhões de pessoas. E é neste sentido que precisamos cada dia reafirmar a necessidade da reforma agrária Popular”, citou Chã.
Ana explica que na visão do MST, o Carnaval, assim como a reforma agrária, são expressão da criatividade, da resistência, da esperança de um país que continua acreditando na possibilidade de construir outras formas de organizar a vida, onde não seja o lucro e o individualismo que ditem as regras.
“Queremos que esse momento seja um momento de muita alegria e de celebrar não apenas esse reconhecimento mútuo entre o movimento e o mundo do samba, mas também essa força da cultura popular como um instrumento de luta, um instrumento de memória e de afirmação do povo brasileiro”, destacou a coordenadora.
Logotipo do enredo da Tatuapé 2026. Foto: Divulgação
+ Serviço:
Dia: 22 de outubro de 2025
Horário: das 13h às 19h
Local: Espaço Cultural Elza Soares
Endereço: Alameda Eduardo Prado, 474, Campos Elíseos
Entrada gratuita
Almoço e bebidas vendidas no local
Carnaval 2026. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), promove no próximo sábado (22), a partir das 13h, o Encontro dos Amigos e Amigas do Movimento, no Espaço Cultural Elza Soares.
Todos os presentes irão participar de uma grande celebração do enredo da Acadêmicos do Tatuapé: “Plantar para Colher e Alimentar: Tem Muita Terra Sem Gente e Muita Gente Sem Terra”.
Campeã do Grupo Especial em 2017 e 2018, a azul e branca se inspirou na luta do Movimento para retratar em seu desfile, a importância da reforma agrária e da agricultura familiar para alimentar o Brasil.
O evento terá início com uma tradicional feijoada e roda de samba, seguido de mística e ato político durante a tarde, e encerra com a apresentação do samba-enredo da azul e branca. Integrantes das escolas de samba Vai-Vai, Camisa Verde e Branco e Nenê da Vila Matilde também participarão da celebração.
A parceria entre MST e Acadêmicos levará para o Sambódromo do Anhembi, no quarto desfile da sexta-feira, 13 de fevereiro, o retrato da resistência das famílias camponesas e a exploração da concentração de terras no Brasil, feita pelos latifundiários e ruralistas do agronegócio.
A nova parceria consolida o vínculo que o Movimento tem realizado com as manifestações culturais do carnaval nas quadras e passarelas em solo urbano.
“A festa, a gente espera que seja um grande momento de celebração dessa aliança entre o campo e a cidade, entre a arte e a luta social, entre a batida do tambor e o som do trabalho no campo. as inchadas em conjunto com os tambores fazendo essa grande sinfonia do povo uma oportunidade para reafirmar que a cultura é parte essencial da transformação social e que o samba assim como a terra é do povo e para o povo então aguardamos todos e todas”, conta Ana Chã, da coordenação do MST e do Espaço Cultural Elza Soares.
Casal da Tatuapé. Foto: Priscila Ramos
+ MST no Carnaval
Sebastião Aranha, assentado da reforma agrária em Itapeva, interior de São Paulo, e um apaixonado pelo samba e as raízes de terreiro, conta que a primeira parceria do MST com uma escola de samba, foi em 96, “fomos convidados a desfilar no Império Serrano, no Rio de Janeiro, em homenagem ao Betinho. ‘Um filho teu não foge à luta’, foi o tema apresentado. E nós fomos com 50 companheiros de quatro estados, São Paulo, Rio, Minas e Bahia. Foi a primeira vez que um movimento social pisou no sambódromo do Rio de Janeiro”.
Depois disso, em 2002, foi a vez de desfilar na Nenê de Vila Matilde, na capital paulista.
“Nós fomos em uma ala com 120 companheiros de São Paulo, que foi a última ala que encerrou o carnaval da Nenê de Vila Matilde. Depois tivemos alguns companheiros na Vila Isabel, numa homenagem ao Martinho da Vila que falava sobre reforma agrária”, lembra Aranha, entusiasta do samba.
Em 2023, 40 integrantes do Movimento desfilaram no Anhembi integrando a ala “Invisíveis” no desfile da tradicional Camisa Verde e Branco, destacando a luta pelos direitos sociais no Carnaval paulista, onde foi mostrado, inclusive, o emblema do MST, com a rainha de bateria.
No ano seguinte, o MST integrou uma ala da escola de samba Independentes de Boa Vista, em Vitória, no Espírito Santo, que foi campeã com uma homenagem ao trabalho feito pelo fotógrafo Sebastião Salgado em parceria com o Movimento; em samba-enredo que foi campeão no estado capixaba.
No mesmo ano, no estado do Paraná, militantes Sem Terra organizaram cursos sobre o Carnaval e compuseram o desfile da escola Leões da Mocidade, em Curitiba.
Em 2026, o Movimento dá continuidade a essa parceria que começou há 30 anos, com os grupos que fazem a cultura popular do Carnaval nas quadras e passarelas urbanas, mostrando que a força da reforma agrária e da agricultura familiar também ecoam nas cidades, em conjunto com escolas de samba e blocos de rua pelo país.
Tatuapé lança enredo para 2026. Foto: Cidmara Formenton
+ Plantar para Colher e Alimentar
“Para o MST o Carnaval também é um território de disputa simbólica, um espaço onde o povo toma as ruas, canta e dança a sua própria história. Ver uma escola como a Tatuapé trazer para a Avenida o tema da luta pela terra, da produção de alimentos saudável da cultura camponesa, é certamente um gesto político, poético, comunitário, que ajuda a passar a nossa mensagem para milhões de pessoas. E é neste sentido que precisamos cada dia reafirmar a necessidade da reforma agrária Popular”, citou Chã.
Ana explica que na visão do MST, o Carnaval, assim como a reforma agrária, são expressão da criatividade, da resistência, da esperança de um país que continua acreditando na possibilidade de construir outras formas de organizar a vida, onde não seja o lucro e o individualismo que ditem as regras.
“Queremos que esse momento seja um momento de muita alegria e de celebrar não apenas esse reconhecimento mútuo entre o movimento e o mundo do samba, mas também essa força da cultura popular como um instrumento de luta, um instrumento de memória e de afirmação do povo brasileiro”, destacou a coordenadora.
Logotipo do enredo da Tatuapé 2026. Foto: Divulgação
+ Serviço:
Dia: 22 de outubro de 2025
Horário: das 13h às 19h
Local: Espaço Cultural Elza Soares
Endereço: Alameda Eduardo Prado, 474, Campos Elíseos
Entrada gratuita
Almoço e bebidas vendidas no local