Musa da Gaviões da Fiel expõe traumas, medos e pânico após prisão
Carnaval 2026. A vida de Natacha Horana nunca mais foi a mesma depois de passar pelo sistema prisional, acusada de lavagem de dinheiro e e suposto envolvimento com organizações criminosas. A atriz e empresária passou a ter síndrome do pânico, problemas com o sono e até dificuldades de conseguir se relacionar novamente. As crises de […]
Carnaval 2026. A vida de Natacha Horana nunca mais foi a mesma depois de passar pelo sistema prisional, acusada de lavagem de dinheiro e e suposto envolvimento com organizações criminosas.
A atriz e empresária passou a ter síndrome do pânico, problemas com o sono e até dificuldades de conseguir se relacionar novamente. As crises de ansiedade começaram quando ela ainda estava na cadeia, mas o diagnóstico e o tratamento só aconteceram quando estava em liberdade.
“Fui diagnosticada através de um psiquiatra depois que saí. Faço tratamento e sou acompanhada. Faço uso de medicamentos para dar uma amenizada”, conta a ex-bailarina do Faustão, que ainda tem crises.
“De ter vezes de não consegui comparecer em eventos. Lugares que são importantes pra mim. Ainda tenho momentos em que o pânico aparece de surpresa. A diferença é que agora eu reconheço os sinais e tento controlar com algumas respirações e medicamentos”, afirmou.
Natacha segue tratando com medicamentos e com a ajuda de um psicólogo.
“Faço terapia regularmente e sigo acompanhamento médico quando necessário. Pra mim, pedir ajuda deixou de ser fraqueza e virou maturidade. Eu cuido da minha mente como cuido do meu corpo: com disciplina, com amor e com responsabilidade”, contou a ex-bailarina do Faustão, que também tem problemas relacionados ao sono.
“O que as pessoas não imaginam é o trauma pós. Tenho pesadelos com aquele lugar diariamente. Eu nunca tive problemas com sono. Mas depois de lá nunca mais foi o mesmo”, declarou ela, dizendo que também desenvolveu agorafobia.
“Medo das sensações. Lugares movimentados ou situações imprevisíveis ativam meu gatilho. Mas eu me forço a sair, porque sei que me isolar só alimenta o ciclo. Cada dia é uma vitória. Eu celebro pequenos passos”, completou.
Ao abrir o coração, a influenciadora revelou que passou a ter dificuldade de conhecer novas pessoas: “Criei certa resistência. Traumas emocionais deixam a gente mais desconfiada, mais seletiva. Não é medo das pessoas, é medo de reviver dores. Mas, aos poucos, estou me permitindo me abrir de novo”.
Mas se tem um lugar em que Natacha Horana se sente em casa e se permite esquecer as dificuldades é nos ensaios da Gaviões da Fiel, escola de samba oriunda da maior torcida organizada do Corinthians.
“Já tive no começo. Às vezes, estava me arrumando e dava uma crise, um medo, um pânico, um choro que não conseguia segurar. E quando o pânico vem é muito ruim. Porque depois nós sentimos com raiva de nós mesmos. De incapacidade. Mas, depois de ir algumas vezes à Gaviões, eu passei a me sentir em casa. É impressionante como meu corpo reage diferente lá. A energia é outra, é acolhimento, é pertencimento. Lá eu não me sinto julgada, me sinto parte. É um dos poucos lugares onde minha alma descansa, onde eu realmente consigo ser leve. É por isso que voltar para a avenida significa tanto pra mim. E cura também”, concluiu.
Natacha Horana. Foto: Pics Mari
+ Motivo da prisão
Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte, responsável pela denúncia, a bailarina seria integrante de um grupo que movimentava valores por meio de contas bancárias de terceiros e recrutava outros indivíduos para realizar a lavagem de dinheiro do PCC.
Acusada de movimentar R$ 15 milhões em dois meses, ela conseguiu habeas corpus em março e responde o processo em liberdade.
Segundo sua defesa, a Justiça reconheceu que não há indícios para vinculá-la à investigação, além da falta de motivos para a manutenção da prisão preventiva.
+ Gaviões da Fiel 2026
Com o enredo “Vozes Ancestrais para um novo amanhã”, desenvolvido pelos carnavalescos Rayner Pereira e Júlio Poloni, a Gaviões da Fiel vai levar para o quarto desfile do sábado, 14 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi, a luta e o legado dos povos indígenas, em defesa da floresta, da vida e da ancestralidade.
Carnaval 2026. A vida de Natacha Horana nunca mais foi a mesma depois de passar pelo sistema prisional, acusada de lavagem de dinheiro e e suposto envolvimento com organizações criminosas.
A atriz e empresária passou a ter síndrome do pânico, problemas com o sono e até dificuldades de conseguir se relacionar novamente. As crises de ansiedade começaram quando ela ainda estava na cadeia, mas o diagnóstico e o tratamento só aconteceram quando estava em liberdade.
“Fui diagnosticada através de um psiquiatra depois que saí. Faço tratamento e sou acompanhada. Faço uso de medicamentos para dar uma amenizada”, conta a ex-bailarina do Faustão, que ainda tem crises.
“De ter vezes de não consegui comparecer em eventos. Lugares que são importantes pra mim. Ainda tenho momentos em que o pânico aparece de surpresa. A diferença é que agora eu reconheço os sinais e tento controlar com algumas respirações e medicamentos”, afirmou.
Natacha segue tratando com medicamentos e com a ajuda de um psicólogo.
“Faço terapia regularmente e sigo acompanhamento médico quando necessário. Pra mim, pedir ajuda deixou de ser fraqueza e virou maturidade. Eu cuido da minha mente como cuido do meu corpo: com disciplina, com amor e com responsabilidade”, contou a ex-bailarina do Faustão, que também tem problemas relacionados ao sono.
“O que as pessoas não imaginam é o trauma pós. Tenho pesadelos com aquele lugar diariamente. Eu nunca tive problemas com sono. Mas depois de lá nunca mais foi o mesmo”, declarou ela, dizendo que também desenvolveu agorafobia.
“Medo das sensações. Lugares movimentados ou situações imprevisíveis ativam meu gatilho. Mas eu me forço a sair, porque sei que me isolar só alimenta o ciclo. Cada dia é uma vitória. Eu celebro pequenos passos”, completou.
Ao abrir o coração, a influenciadora revelou que passou a ter dificuldade de conhecer novas pessoas: “Criei certa resistência. Traumas emocionais deixam a gente mais desconfiada, mais seletiva. Não é medo das pessoas, é medo de reviver dores. Mas, aos poucos, estou me permitindo me abrir de novo”.
Mas se tem um lugar em que Natacha Horana se sente em casa e se permite esquecer as dificuldades é nos ensaios da Gaviões da Fiel, escola de samba oriunda da maior torcida organizada do Corinthians.
“Já tive no começo. Às vezes, estava me arrumando e dava uma crise, um medo, um pânico, um choro que não conseguia segurar. E quando o pânico vem é muito ruim. Porque depois nós sentimos com raiva de nós mesmos. De incapacidade. Mas, depois de ir algumas vezes à Gaviões, eu passei a me sentir em casa. É impressionante como meu corpo reage diferente lá. A energia é outra, é acolhimento, é pertencimento. Lá eu não me sinto julgada, me sinto parte. É um dos poucos lugares onde minha alma descansa, onde eu realmente consigo ser leve. É por isso que voltar para a avenida significa tanto pra mim. E cura também”, concluiu.
Natacha Horana. Foto: Pics Mari
+ Motivo da prisão
Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte, responsável pela denúncia, a bailarina seria integrante de um grupo que movimentava valores por meio de contas bancárias de terceiros e recrutava outros indivíduos para realizar a lavagem de dinheiro do PCC.
Acusada de movimentar R$ 15 milhões em dois meses, ela conseguiu habeas corpus em março e responde o processo em liberdade.
Segundo sua defesa, a Justiça reconheceu que não há indícios para vinculá-la à investigação, além da falta de motivos para a manutenção da prisão preventiva.
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Com o enredo “Vozes Ancestrais para um novo amanhã”, desenvolvido pelos carnavalescos Rayner Pereira e Júlio Poloni, a Gaviões da Fiel vai levar para o quarto desfile do sábado, 14 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi, a luta e o legado dos povos indígenas, em defesa da floresta, da vida e da ancestralidade.