O sambista está morto, vida longa ao sambista

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Jair Euzébio, Silvia Maria Silva (Silvia Poeta), João Odair de Oliveira Borba, Esmeraldino Salles (Esmê) e Pinheirão são alguns nomes do samba de São Paulo que eu, humildemente, reconheço que nunca tinha ouvido falar. Em textos tão sucintos quanto envolventes, são todos apresentados pelo incansável Jr. Famelli — ou Júnior do Peruche — no recém […]

POR Luiz Sales 23/9/2025| 3 min de leitura

Capa do livro "A Sociedade dos Sambistas Mortos". Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales

Capa do livro "A Sociedade dos Sambistas Mortos". Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales

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Jair Euzébio, Silvia Maria Silva (Silvia Poeta), João Odair de Oliveira Borba, Esmeraldino Salles (Esmê) e Pinheirão são alguns nomes do samba de São Paulo que eu, humildemente, reconheço que nunca tinha ouvido falar.

Em textos tão sucintos quanto envolventes, são todos apresentados pelo incansável Jr. Famelli — ou Júnior do Peruche — no recém lançado livro “A sociedade dos sambistas mortos – Uma biografia do Samba”.

Jr. Famelli é um caso a ser estudado, entre tantos do universo das escolas de samba paulistanas. Tem, segundo diz, mais de um milhão e meio de peças — de discos a roupas, de fotos a instrumentos tradicionais — cuidadosamente guardadas.

São o acervo do “SP em Retalhos”, instituto criado com a nobre missão de preservar essa história que ser perde a cada dia, a cada passamento.

Jr. Famelli e Luiz Sales. Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales
Jr. Famelli e Luiz Sales. Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales

Logo na abertura do livro há uma homenagem sincera e comovente a Danilo Giovanini, sambista e parceiro do “SP em Retalhos” que partiu precocemente em 2024.

Depois dos agradecimentos e prefácio, o primeiro texto entra em uma seara delicada: “São Paulo é o túmulo do samba”, frase dita por Vinicius de Moraes.

Como sou fã do poetinha — e Jr. Famelli tenta disfarçar não ser —, sempre desconfiei dessa manifestação infeliz. De todo modo, isso é tema para outro momento. Vinícius falou, mas não disse.

Inteligente, dedicado ao samba de São Paulo, Jr. Famelli é conhecido como irônico, cético, mal-humorado, desconfiado (no mundo das escolas, quem não é?) e chato, como disse, em tom de brincadeira, Raimundo Pereira da Silva (Mercadoria) no dia do lançamento do livro.

Mercadoria e Luiz Sales. Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales
Mercadoria e Luiz Sales. Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales

Tudo isso, além de verdade, é defesa contra os que remam contra — e não são poucos.

Nada supera ou diminui, contudo, sua dedicação à memória do samba de São Paulo. Que isso ainda seja reconhecido — em vida. Quem quiser ajudar pode começar lendo o livro.

Obra: A Sociedade dos Sambistas Mortos – Uma Biografia do Samba
Autor: Jr. Famelli
Editora/Selo: O Autor na Praça

* Artigo de autoria de Luiz Sales – Jornalista, especializado em negócios da Comunicação, Planejamento e Gestão de Cidades. Foi responsável pela área de projetos e diretor da SPTuris, tendo atuado para a consecução do empreendimento Fábrica de Samba.

rodapé - carnaval sp

Jair Euzébio, Silvia Maria Silva (Silvia Poeta), João Odair de Oliveira Borba, Esmeraldino Salles (Esmê) e Pinheirão são alguns nomes do samba de São Paulo que eu, humildemente, reconheço que nunca tinha ouvido falar.

Em textos tão sucintos quanto envolventes, são todos apresentados pelo incansável Jr. Famelli — ou Júnior do Peruche — no recém lançado livro “A sociedade dos sambistas mortos – Uma biografia do Samba”.

Jr. Famelli é um caso a ser estudado, entre tantos do universo das escolas de samba paulistanas. Tem, segundo diz, mais de um milhão e meio de peças — de discos a roupas, de fotos a instrumentos tradicionais — cuidadosamente guardadas.

São o acervo do “SP em Retalhos”, instituto criado com a nobre missão de preservar essa história que ser perde a cada dia, a cada passamento.

Jr. Famelli e Luiz Sales. Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales
Jr. Famelli e Luiz Sales. Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales

Logo na abertura do livro há uma homenagem sincera e comovente a Danilo Giovanini, sambista e parceiro do “SP em Retalhos” que partiu precocemente em 2024.

Depois dos agradecimentos e prefácio, o primeiro texto entra em uma seara delicada: “São Paulo é o túmulo do samba”, frase dita por Vinicius de Moraes.

Como sou fã do poetinha — e Jr. Famelli tenta disfarçar não ser —, sempre desconfiei dessa manifestação infeliz. De todo modo, isso é tema para outro momento. Vinícius falou, mas não disse.

Inteligente, dedicado ao samba de São Paulo, Jr. Famelli é conhecido como irônico, cético, mal-humorado, desconfiado (no mundo das escolas, quem não é?) e chato, como disse, em tom de brincadeira, Raimundo Pereira da Silva (Mercadoria) no dia do lançamento do livro.

Mercadoria e Luiz Sales. Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales
Mercadoria e Luiz Sales. Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales

Tudo isso, além de verdade, é defesa contra os que remam contra — e não são poucos.

Nada supera ou diminui, contudo, sua dedicação à memória do samba de São Paulo. Que isso ainda seja reconhecido — em vida. Quem quiser ajudar pode começar lendo o livro.

Obra: A Sociedade dos Sambistas Mortos – Uma Biografia do Samba
Autor: Jr. Famelli
Editora/Selo: O Autor na Praça

* Artigo de autoria de Luiz Sales – Jornalista, especializado em negócios da Comunicação, Planejamento e Gestão de Cidades. Foi responsável pela área de projetos e diretor da SPTuris, tendo atuado para a consecução do empreendimento Fábrica de Samba.

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