Osvaldo Moles, ‘gênio’, nas palavras de Adoniran Barbosa
Para Adoniran, era um gênio! Você pode até não saber quem foi Osvaldo Moles, mas certamente já cantarolou pelo menos uma de suas composições. Exemplo: “De tanto levar frechada do seu olhar/meu peito até parece sabe o quê/táuba de tiro ao álvaro/não tem mais onde furar”. Sim, “Tiro ao álvaro”, imortalizada na voz do parceiro […]
PORLuiz Sales14/11/2025|
2 min de leitura
Osvaldo Moles. Foto: Acervo Hermínio Sacchetta/Livro:Recado de uma garoa usada
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Para Adoniran, era um gênio! Você pode até não saber quem foi Osvaldo Moles, mas certamente já cantarolou pelo menos uma de suas composições.
Exemplo: “De tanto levar frechada do seu olhar/meu peito até parece sabe o quê/táuba de tiro ao álvaro/não tem mais onde furar”.
Sim, “Tiro ao álvaro”, imortalizada na voz do parceiro e pupilo Andoniran Barbosa e popularizada por Elis Regina, foi composta em parceria com Osvaldo Moles.
Trata-se de um dos maiores, certamente dos mais autênticos, cronistas de uma São Paulo que já não existe.
Jornalista, nascido em 1913, Moles escreveu para diversos jornais paulistanos, que também já não existem, como “O Templo”, “Diário da Noite” e “Folha da Noite”, além de ter trabalhado nas rádios Bandeirantes, Record e Tupi.
Morreu cedo, em 1967, que apenas 54 anos, o que não impediu o reconhecimento da qualidade de sua produção: ganhou doze vezes o troféu Roquete Pinto, que durante a era de ouro do rádio foi um tipo de “Oscar” da categoria. Para Adoniran, Moles era um gênio.
Suas crônicas, produção que pode bem exemplificar o estilo, invariavelmente tratavam de temas que foram musicados pelo parceiro Adoniran.
Exemplos: “Uma velha chapa batida…”, que lembrava o momento eternizado pelos fotógrafos “lambe- lambe” que trabalhavam no Jardim da Luz; “Ganhô o parmêra”, sobre a vitória dos alviverdes sobre os tricolores — “Com Dacunto ou sem Dacunto, o San Paulo é difunto”, cantava o palmeirense, dono do açougue.
Trata até de uma escola de samba, a IV Centenauro — isso mesmo, Centenauro, não Centenário. E tinha que ser em número romano, IV, porque não ficava bem escrever “quarto” no estandarte.
Obra: Recado de uma garoa usada – Flagrantes de São Paulo e crônicas sem itinerário Autor: Celso de Campos Jr Editora: Garoa Livros
Livro de Osvaldo Moles. Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales
Para Adoniran, era um gênio! Você pode até não saber quem foi Osvaldo Moles, mas certamente já cantarolou pelo menos uma de suas composições.
Exemplo: “De tanto levar frechada do seu olhar/meu peito até parece sabe o quê/táuba de tiro ao álvaro/não tem mais onde furar”.
Sim, “Tiro ao álvaro”, imortalizada na voz do parceiro e pupilo Andoniran Barbosa e popularizada por Elis Regina, foi composta em parceria com Osvaldo Moles.
Trata-se de um dos maiores, certamente dos mais autênticos, cronistas de uma São Paulo que já não existe.
Jornalista, nascido em 1913, Moles escreveu para diversos jornais paulistanos, que também já não existem, como “O Templo”, “Diário da Noite” e “Folha da Noite”, além de ter trabalhado nas rádios Bandeirantes, Record e Tupi.
Morreu cedo, em 1967, que apenas 54 anos, o que não impediu o reconhecimento da qualidade de sua produção: ganhou doze vezes o troféu Roquete Pinto, que durante a era de ouro do rádio foi um tipo de “Oscar” da categoria. Para Adoniran, Moles era um gênio.
Suas crônicas, produção que pode bem exemplificar o estilo, invariavelmente tratavam de temas que foram musicados pelo parceiro Adoniran.
Exemplos: “Uma velha chapa batida…”, que lembrava o momento eternizado pelos fotógrafos “lambe- lambe” que trabalhavam no Jardim da Luz; “Ganhô o parmêra”, sobre a vitória dos alviverdes sobre os tricolores — “Com Dacunto ou sem Dacunto, o San Paulo é difunto”, cantava o palmeirense, dono do açougue.
Trata até de uma escola de samba, a IV Centenauro — isso mesmo, Centenauro, não Centenário. E tinha que ser em número romano, IV, porque não ficava bem escrever “quarto” no estandarte.
Obra: Recado de uma garoa usada – Flagrantes de São Paulo e crônicas sem itinerário Autor: Celso de Campos Jr Editora: Garoa Livros
Livro de Osvaldo Moles. Foto: Acervo Pessoal/Luiz Sales