Para melhor? Não sei! Mestre Mercadoria alerta escolas de samba
Fala mestre! A trajetória de Raimundo Pereira da Silva, o popular Mercadoria, um dos grandes ícones da história do Carnaval de São Paulo, se mistura com a tradição e evolução do samba paulistano. Com passagem por diversas agremiações, trabalhos para a Liga Independente das Escolas de Samba e atuações como palestrante de diversos temas ligados […]
PORRedação SRzd12/11/2025|
3 min de leitura
Mercadoria. Foto: Fausto D’Império/SRzd
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Fala mestre! A trajetória de Raimundo Pereira da Silva, o popular Mercadoria, um dos grandes ícones da história do Carnaval de São Paulo, se mistura com a tradição e evolução do samba paulistano.
Com passagem por diversas agremiações, trabalhos para a Liga Independente das Escolas de Samba e atuações como palestrante de diversos temas ligados ao Carnaval, ele é considerado pelos sambistas como um dos principais expoentes de todos os tempos do Carnaval.
Pai de uma família de sambistas, sua trajetória no Carnaval teve início aos dez anos de idade e se confunde com o crescimento, transformações e profissionalização do samba paulistano, onde se tornou lenda viva.
Raimundo Pereira da Silva, o Mercadoria, no desfile 2019 da Rosas de Ouro. Foto: SRzd – Cláudio L. Costa
Na Sociedade Rosas de Ouro, ganhou notoriedade como diretor de harmonia, conquistando muito mais do que títulos, entre 1980 e 1996, fez escola.
Passou também pela Unidos de Vila Maria, onde deixou sua marca, e pela Estrela do Terceiro Milênio.
Atualmente, ocupa um cargo de direção na Mocidade Unida da Mooca, agremiação que integra o Grupo Especial do Carnaval de São Paulo e comanda o departamento de Velha-Guarda e Baluartes do Carnaval paulistano.
Sempre ativo em suas redes sociais, Mestre Mercadoria, como é chamado pelos sambistas, fez uma reflexão sobre mudanças que observa nas escolas de samba.
+ leia na íntegra:
Aos 82 anos minha vida inteira praticamente eu vivi nesta manifestação cultural que leva o nome de Escola de Samba. Tenho por ela uma devoção que poderia ser chamada de loucura.
Passei por todos os ciclos de sua implantação nesta cidade que adotei como minha nos passar dos anos. Manifestação esta velipendiada por pessoas contráriaS a sua existência.
Nesta caminhada foi uma constante luta para alcançarmos nossos objetivos. Quantos iguais a mim percorrerão esta jornada cruel mas com uma vitalidade a toda prova.
Perseguidos fomos, mas a nossa resistência e perseverança sempre foi maior que nossa dor. Entre nós a disputa sempre foi na Avenida.
Nunca se importamos com raça, cor, religião, sexo, política ou qualquer outro meio discriminatório. Espaço aberto para o pensamento.
Esta era a Escola de Samba do passado. Pensar diferente em todos os sentidos era sinônimo de liberdade em nosso meio.
A ESCOLA DE SAMBA está mudando mudando com as novas gerações.
Pra melhor, não sei.
Como sempre falo, não temos medo do novo, mas me preocupa este caminho de discriminação dentro do terreiro de samba das pessoas, pincipalmente pelo o que ela é ou pensa.
DEIXEM NOSSAS ESCOLAS DE SAMBA CONTINUAREM COMO UM BASTIÃO!
SAGRADO DA LIBERDADE E DE LIVRE EXPRESSÃO DE PENSAMENTO.
SAUDAÇÕES SAMBISTICAS, MERCADORIA
Fala mestre! A trajetória de Raimundo Pereira da Silva, o popular Mercadoria, um dos grandes ícones da história do Carnaval de São Paulo, se mistura com a tradição e evolução do samba paulistano.
Com passagem por diversas agremiações, trabalhos para a Liga Independente das Escolas de Samba e atuações como palestrante de diversos temas ligados ao Carnaval, ele é considerado pelos sambistas como um dos principais expoentes de todos os tempos do Carnaval.
Pai de uma família de sambistas, sua trajetória no Carnaval teve início aos dez anos de idade e se confunde com o crescimento, transformações e profissionalização do samba paulistano, onde se tornou lenda viva.
Raimundo Pereira da Silva, o Mercadoria, no desfile 2019 da Rosas de Ouro. Foto: SRzd – Cláudio L. Costa
Na Sociedade Rosas de Ouro, ganhou notoriedade como diretor de harmonia, conquistando muito mais do que títulos, entre 1980 e 1996, fez escola.
Passou também pela Unidos de Vila Maria, onde deixou sua marca, e pela Estrela do Terceiro Milênio.
Atualmente, ocupa um cargo de direção na Mocidade Unida da Mooca, agremiação que integra o Grupo Especial do Carnaval de São Paulo e comanda o departamento de Velha-Guarda e Baluartes do Carnaval paulistano.
Sempre ativo em suas redes sociais, Mestre Mercadoria, como é chamado pelos sambistas, fez uma reflexão sobre mudanças que observa nas escolas de samba.
+ leia na íntegra:
Aos 82 anos minha vida inteira praticamente eu vivi nesta manifestação cultural que leva o nome de Escola de Samba. Tenho por ela uma devoção que poderia ser chamada de loucura.
Passei por todos os ciclos de sua implantação nesta cidade que adotei como minha nos passar dos anos. Manifestação esta velipendiada por pessoas contráriaS a sua existência.
Nesta caminhada foi uma constante luta para alcançarmos nossos objetivos. Quantos iguais a mim percorrerão esta jornada cruel mas com uma vitalidade a toda prova.
Perseguidos fomos, mas a nossa resistência e perseverança sempre foi maior que nossa dor. Entre nós a disputa sempre foi na Avenida.
Nunca se importamos com raça, cor, religião, sexo, política ou qualquer outro meio discriminatório. Espaço aberto para o pensamento.
Esta era a Escola de Samba do passado. Pensar diferente em todos os sentidos era sinônimo de liberdade em nosso meio.
A ESCOLA DE SAMBA está mudando mudando com as novas gerações.
Pra melhor, não sei.
Como sempre falo, não temos medo do novo, mas me preocupa este caminho de discriminação dentro do terreiro de samba das pessoas, pincipalmente pelo o que ela é ou pensa.
DEIXEM NOSSAS ESCOLAS DE SAMBA CONTINUAREM COMO UM BASTIÃO!
SAGRADO DA LIBERDADE E DE LIVRE EXPRESSÃO DE PENSAMENTO.