‘Salve Cosme e Damião’: relembre o desfile da Rosas de Ouro em 2017
Nesta segunda-feira (27), as religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé, comemoram o dia de Cosme e Damião. A história dos gêmeos médicos que curavam sem cobrar já existe há quase dois mil anos e sobrevive em forma de fé. Os doces são distribuídos para manter a bondade e a caridade dos irmãos. […]
PORRedação SRzd27/9/2021|
3 min de leitura
Desfile 2017 da Sociedade Rosas de Ouro. Foto: SRzd – Cláudio L. Costa
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Nesta segunda-feira (27), as religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé, comemoram o dia de Cosme e Damião.
A história dos gêmeos médicos que curavam sem cobrar já existe há quase dois mil anos e sobrevive em forma de fé. Os doces são distribuídos para manter a bondade e a caridade dos irmãos.
Por difundir a fé em Cristo enquanto curavam, Cosme e Damião foram perseguidos e mortos pelo imperador romano Deocleciano, no dia 27 de setembro. Não se sabe ao certo o ano em que isso aconteceu, mas sabe-se que foi por volta do ano 300.
Os portugueses trouxeram para o Brasil suas crenças e santos e foi assim que a devoção por Cosme e Damião chegou por aqui. Com a chegada dos negros, as religiões africanas também foram trazidas. E a fusão de crenças nativas, europeias e africanas fez surgir o sincretismo e a reinterpretação de elementos.
Dessa forma, as religiões de matrizes africanas passaram a associar seus deuses aos santos e santas católicos, muitas vezes como forma de manter seus cultos que eram reprimidos. Para algumas dessas religiões, Cosme e Damião, passaram a representar os orixás Ibejis, que eram divindades africanas. Assim como os santos católicos, os Ibejis eram irmãos gêmeos que resolviam os problemas levados a eles. Em agradecimento, eles recebiam brinquedos e doces.
Nas religiões de matriz africana, algumas imagens de Cosme e Damião tem uma terceira criança menor entre os gêmeos. Trata-se do Doum. Várias lendas explicam quem é a terceira criança. Uma delas conta que Cosme, Damião e Doum eram trigêmeos e que com a morte de Doum os outros irmãos se tornaram médicos para curar a todas as crianças, sempre de forma gratuita. Doum é considerado o protetor das crianças até sete anos de idade.
A religião católica comemora a data dos gêmeos em 26 de setembro. Cosme e Damião, além de protetores das crianças e dos gêmeos, também são considerados patronos dos médicos e dos farmacêuticos.
No Carnaval de 2017, a Sociedade Rosas de Ouro encerrou os desfiles do Grupo Especial paulistano, já na manhã do domingo, no Sambódromo do Anhembi. O enredo “Convivium. Sente-se à mesa e saboreie”, rendeu a quinta colocação para a azul e rosa.
Na apresentação, as figuras de Cosme, Damião e Doum foram representadas em uma das alegorias e também é um trecho do samba-enredo.
“Sanitatem”, que significa “cura” em latim, é o título do enredo da Rosas de Ouro para o próximo Carnaval. O projeto será desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Menezes.
O hino de autoria de Godoi, Luciano Godoi, Diego Nicolau, André Ricardo, Marcelo Adnet, Douglas Chocolate, Jacopetti, Cacá Mascarenhas, Liso, Antonio Júnior, Hudson Luiz e Andréia Araújo. Clique aqui para ouvir.
Nesta segunda-feira (27), as religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé, comemoram o dia de Cosme e Damião.
A história dos gêmeos médicos que curavam sem cobrar já existe há quase dois mil anos e sobrevive em forma de fé. Os doces são distribuídos para manter a bondade e a caridade dos irmãos.
Por difundir a fé em Cristo enquanto curavam, Cosme e Damião foram perseguidos e mortos pelo imperador romano Deocleciano, no dia 27 de setembro. Não se sabe ao certo o ano em que isso aconteceu, mas sabe-se que foi por volta do ano 300.
Os portugueses trouxeram para o Brasil suas crenças e santos e foi assim que a devoção por Cosme e Damião chegou por aqui. Com a chegada dos negros, as religiões africanas também foram trazidas. E a fusão de crenças nativas, europeias e africanas fez surgir o sincretismo e a reinterpretação de elementos.
Dessa forma, as religiões de matrizes africanas passaram a associar seus deuses aos santos e santas católicos, muitas vezes como forma de manter seus cultos que eram reprimidos. Para algumas dessas religiões, Cosme e Damião, passaram a representar os orixás Ibejis, que eram divindades africanas. Assim como os santos católicos, os Ibejis eram irmãos gêmeos que resolviam os problemas levados a eles. Em agradecimento, eles recebiam brinquedos e doces.
Nas religiões de matriz africana, algumas imagens de Cosme e Damião tem uma terceira criança menor entre os gêmeos. Trata-se do Doum. Várias lendas explicam quem é a terceira criança. Uma delas conta que Cosme, Damião e Doum eram trigêmeos e que com a morte de Doum os outros irmãos se tornaram médicos para curar a todas as crianças, sempre de forma gratuita. Doum é considerado o protetor das crianças até sete anos de idade.
A religião católica comemora a data dos gêmeos em 26 de setembro. Cosme e Damião, além de protetores das crianças e dos gêmeos, também são considerados patronos dos médicos e dos farmacêuticos.
No Carnaval de 2017, a Sociedade Rosas de Ouro encerrou os desfiles do Grupo Especial paulistano, já na manhã do domingo, no Sambódromo do Anhembi. O enredo “Convivium. Sente-se à mesa e saboreie”, rendeu a quinta colocação para a azul e rosa.
Na apresentação, as figuras de Cosme, Damião e Doum foram representadas em uma das alegorias e também é um trecho do samba-enredo.
“Sanitatem”, que significa “cura” em latim, é o título do enredo da Rosas de Ouro para o próximo Carnaval. O projeto será desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Menezes.
O hino de autoria de Godoi, Luciano Godoi, Diego Nicolau, André Ricardo, Marcelo Adnet, Douglas Chocolate, Jacopetti, Cacá Mascarenhas, Liso, Antonio Júnior, Hudson Luiz e Andréia Araújo. Clique aqui para ouvir.