Um corpo no mundo: a africanidade de Luedji Luna

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Odirley Isidoro publica mais um texto em sua coluna no portal SRzd. Natural de São Paulo, nasceu no bairro do Parque Peruche, na Zona Norte da cidade. Poeta, escritor, pesquisador e sambista. Ao longo de sua trajetória, foi ritmista das escolas de samba Unidos do Peruche e Morro da Casa Verde, além de ser um dos […]

POR Redação SP 3/7/2018| 3 min de leitura

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Luedji Luna. Foto: Divulgação

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Odirley Isidoro publica mais um texto em sua coluna no portal SRzd.

Natural de São Paulo, nasceu no bairro do Parque Peruche, na Zona Norte da cidade. Poeta, escritor, pesquisador e sambista. Ao longo de sua trajetória, foi ritmista das escolas de samba Unidos do Peruche e Morro da Casa Verde, além de ser um dos fundadores da Acadêmicos de São Paulo.

As publicações são semanais, sempre às terças-feiras, na página principal da editoria do Carnaval de São Paulo. Leia, comente e compartilhe!

Um corpo no mundo: a africanidade de Luedji Luna

Com as bênçãos de Oba Biyi (Mãe Aninha) e com a proteção de Oxalá, uma representante real desembarca trazendo toda sonoridade dos atabaques africanos, bebendo de uma fonte imensurável que reúne poesia e ancestralidade.

Traz em suas canções a essência que envolveu nobres expoentes das artes no país, como: Jorge Amado, Vinícius de Moraes, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Djavan, e tantos outros.

Ela, que define como sua canção de trabalho; “Um corpo no Mundo”, fala de sua trajetória, de música e a de nossa sociedade.

“Cada rua dessa cidade cinza
Sou eu
Olhares brancos me fitam
Há perigo nas esquinas
E eu falo mais de três línguas”

Tem a calmaria das águas sagradas das baianas da lavagem do Bonfim e a energia dos Afoxés e trios elétricos que fazem a festa no coração de Salvador. Entre arruda, guiné, benjoim, alecrim e alfazema, hoje, trago à vocês: Luedji Luna.

Fale da repercussão de seu primeiro trabalho. Ao olhar para sua história qual a sensação?

A sensação é de muita gratidão com a vida, junto com a noção de ainda há muito que caminhar.

Logo ao conhecermos o seu trabalho, observamos que você é uma cantora que transpira a ancestralidade africana em suas canções. Em que “Cabula” (Bairro de Salvador) lhe influenciou?

Cabula foi onde nasci, lugar esse que já foi um quilombo dentro da cidade mais negra desse país. Ser de lá e trazer no corpo essa memória atravessa minha vida e meu trabalho, consequentemente.

Rapidamente você chega a São Paulo. Qual foi o primeiro impacto que esta metrópole lhe trouxe para a composição de suas músicas?

A ausência de corpos negros nessa cidade foi o grande estopim para que eu refletisse sobre o lugar do corpo negro da diáspora. Essa reflexão foi o grande mote para a composição da canção “Um corpo no Mundo”, que tem conduzido toda minha carreira desde então.

Muitas pessoas se identificaram com o seu trabalho e, na maioria, as mulheres. Como você vê a possibilidade de se tornar um novo expoente em prol da mulher e da cultura negra brasileira?

Tudo isso é apenas a confirmação da minha responsabilidade.

Você representa um novo cenário na música brasileira e cada vez mais ganha novos adeptos ao seu estilo musical. Como você observa o cenário atual do segmento no país?

Acho que o cenário não é novo, no sentido de que esses artistas: mulheres, cis e trans, compositoras negras, sempre existiram, mas estão tendo mais visibilidade agora porque a dinâmica da indústria musical mudou depois da internet. Muito interessante sua visão e com toda certeza desejamos que novas personalidades apareçam e floresçam, assim como a canção “Correnteza” de Djavan. E que esta correnteza que vem através das ondas radiofônicas e da internet possa nos presentear com grandes trabalhos.

Deixe um recado para os seus fãs:

Tenham fé!

Fica aqui o convite especial para a coluna da próxima terça-feira, com a primeira parte do documento mestre Lagrila. Sigam-me no Instagram: @isodoroofc!

Odirley Isidoro publica mais um texto em sua coluna no portal SRzd.

Natural de São Paulo, nasceu no bairro do Parque Peruche, na Zona Norte da cidade. Poeta, escritor, pesquisador e sambista. Ao longo de sua trajetória, foi ritmista das escolas de samba Unidos do Peruche e Morro da Casa Verde, além de ser um dos fundadores da Acadêmicos de São Paulo.

As publicações são semanais, sempre às terças-feiras, na página principal da editoria do Carnaval de São Paulo. Leia, comente e compartilhe!

Um corpo no mundo: a africanidade de Luedji Luna

Com as bênçãos de Oba Biyi (Mãe Aninha) e com a proteção de Oxalá, uma representante real desembarca trazendo toda sonoridade dos atabaques africanos, bebendo de uma fonte imensurável que reúne poesia e ancestralidade.

Traz em suas canções a essência que envolveu nobres expoentes das artes no país, como: Jorge Amado, Vinícius de Moraes, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Djavan, e tantos outros.

Ela, que define como sua canção de trabalho; “Um corpo no Mundo”, fala de sua trajetória, de música e a de nossa sociedade.

“Cada rua dessa cidade cinza
Sou eu
Olhares brancos me fitam
Há perigo nas esquinas
E eu falo mais de três línguas”

Tem a calmaria das águas sagradas das baianas da lavagem do Bonfim e a energia dos Afoxés e trios elétricos que fazem a festa no coração de Salvador. Entre arruda, guiné, benjoim, alecrim e alfazema, hoje, trago à vocês: Luedji Luna.

Fale da repercussão de seu primeiro trabalho. Ao olhar para sua história qual a sensação?

A sensação é de muita gratidão com a vida, junto com a noção de ainda há muito que caminhar.

Logo ao conhecermos o seu trabalho, observamos que você é uma cantora que transpira a ancestralidade africana em suas canções. Em que “Cabula” (Bairro de Salvador) lhe influenciou?

Cabula foi onde nasci, lugar esse que já foi um quilombo dentro da cidade mais negra desse país. Ser de lá e trazer no corpo essa memória atravessa minha vida e meu trabalho, consequentemente.

Rapidamente você chega a São Paulo. Qual foi o primeiro impacto que esta metrópole lhe trouxe para a composição de suas músicas?

A ausência de corpos negros nessa cidade foi o grande estopim para que eu refletisse sobre o lugar do corpo negro da diáspora. Essa reflexão foi o grande mote para a composição da canção “Um corpo no Mundo”, que tem conduzido toda minha carreira desde então.

Muitas pessoas se identificaram com o seu trabalho e, na maioria, as mulheres. Como você vê a possibilidade de se tornar um novo expoente em prol da mulher e da cultura negra brasileira?

Tudo isso é apenas a confirmação da minha responsabilidade.

Você representa um novo cenário na música brasileira e cada vez mais ganha novos adeptos ao seu estilo musical. Como você observa o cenário atual do segmento no país?

Acho que o cenário não é novo, no sentido de que esses artistas: mulheres, cis e trans, compositoras negras, sempre existiram, mas estão tendo mais visibilidade agora porque a dinâmica da indústria musical mudou depois da internet. Muito interessante sua visão e com toda certeza desejamos que novas personalidades apareçam e floresçam, assim como a canção “Correnteza” de Djavan. E que esta correnteza que vem através das ondas radiofônicas e da internet possa nos presentear com grandes trabalhos.

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Tenham fé!

Fica aqui o convite especial para a coluna da próxima terça-feira, com a primeira parte do documento mestre Lagrila. Sigam-me no Instagram: @isodoroofc!

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