Coproduzido por Brasil, Argentina, Alemanha e Noruega, “Família Submersa” (Familia Sumergida – 2018) entra em cartaz nesta quinta-feira, dia 04. Com direção e roteiro de Maria Alché, o longa opta por uma abordagem que beira a contemplação da protagonista para mostrar ao espectador as diversas fases do processo de luto. No longa, Marcela (Mercedes […]
PORAna Carolina Garcia2/4/2019|
2 min de leitura
“Família Submersa” é protagonizado por Mercedes Morán (Foto: Divulgação).
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Coproduzido por Brasil, Argentina, Alemanha e Noruega, “Família Submersa” (Familia Sumergida – 2018) entra em cartaz nesta quinta-feira, dia 04. Com direção e roteiro de Maria Alché, o longa opta por uma abordagem que beira a contemplação da protagonista para mostrar ao espectador as diversas fases do processo de luto.
No longa, Marcela (Mercedes Morán) tenta recuperar as rédeas da própria vida após perder a irmã. Enquanto lida com o luto e faz o possível para manter a rotina familiar, Marcela inicia uma amizade com Nacho (Esteban Bigliardi), amigo de sua filha mais velha. E esta amizade acaba por bagunçar o seu mundo.
Falta de química entre Mercedes Morán e Esteban Bigliardi afeta o resultado final do longa (Foto: Divulgação).
“Família Submersa” é um filme carente de trama bem construída, pois é incapaz de aprofundar o drama de sua protagonista, bem como sua relação conflituosa com o irmão, algo que não é explicado em nenhum momento. A situação se agrava devido à atuação do elenco, que não tem elementos suficientes para construir personagens minimamente interessantes.
Neste contexto, Mercedes Morán se destaca por não conseguir assimilar as dores e dilemas de sua personagem, tornando-a vazia e impedindo que o espectador sinta alguma empatia pelo que é apresentado na tela grande. Isto acontece também com o time coadjuvante, sobretudo com Esteban Bigliardi, que não trabalha com propriedade as emoções de Nacho.
Apresentando irregularidades técnicas, “Família Submersa” é uma produção que tenta incorporar elementos naturalistas, mas sem sucesso. No fim das contas, trata-se de um filme frágil principalmente em termos de narrativa, optando pelo ritmo lento que expõe ainda mais o vazio de sua trama.
Assista ao trailer oficial legendado:
Coproduzido por Brasil, Argentina, Alemanha e Noruega, “Família Submersa” (Familia Sumergida – 2018) entra em cartaz nesta quinta-feira, dia 04. Com direção e roteiro de Maria Alché, o longa opta por uma abordagem que beira a contemplação da protagonista para mostrar ao espectador as diversas fases do processo de luto.
No longa, Marcela (Mercedes Morán) tenta recuperar as rédeas da própria vida após perder a irmã. Enquanto lida com o luto e faz o possível para manter a rotina familiar, Marcela inicia uma amizade com Nacho (Esteban Bigliardi), amigo de sua filha mais velha. E esta amizade acaba por bagunçar o seu mundo.
Falta de química entre Mercedes Morán e Esteban Bigliardi afeta o resultado final do longa (Foto: Divulgação).
“Família Submersa” é um filme carente de trama bem construída, pois é incapaz de aprofundar o drama de sua protagonista, bem como sua relação conflituosa com o irmão, algo que não é explicado em nenhum momento. A situação se agrava devido à atuação do elenco, que não tem elementos suficientes para construir personagens minimamente interessantes.
Neste contexto, Mercedes Morán se destaca por não conseguir assimilar as dores e dilemas de sua personagem, tornando-a vazia e impedindo que o espectador sinta alguma empatia pelo que é apresentado na tela grande. Isto acontece também com o time coadjuvante, sobretudo com Esteban Bigliardi, que não trabalha com propriedade as emoções de Nacho.
Apresentando irregularidades técnicas, “Família Submersa” é uma produção que tenta incorporar elementos naturalistas, mas sem sucesso. No fim das contas, trata-se de um filme frágil principalmente em termos de narrativa, optando pelo ritmo lento que expõe ainda mais o vazio de sua trama.