‘Querido Menino’: história de amor e dor

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Em cartaz nas salas brasileiras como Donald Rumsfeld em “Vice” (Idem – 2018), Steve Carell emplaca mais um filme baseado em fatos reais no circuito nesta quinta-feira, dia 21: “Querido Menino” (Beautiful Boy – 2018), de Felix van Groeningen, diretor do premiado “Alabama Monroe” (The Broken Circle Breakdown – 2012).   Baseado nos livros de […]

POR Ana Carolina Garcia 20/2/2019| 3 min de leitura

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Protagonizado por Steve Carell, “Querido Menino” é uma das estreias desta quinta-feira, dia 21 (Foto: Divulgação).

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Em cartaz nas salas brasileiras como Donald Rumsfeld em “Vice” (Idem – 2018), Steve Carell emplaca mais um filme baseado em fatos reais no circuito nesta quinta-feira, dia 21: “Querido Menino” (Beautiful Boy – 2018), de Felix van Groeningen, diretor do premiado “Alabama Monroe” (The Broken Circle Breakdown – 2012).

 

Baseado nos livros de memórias do jornalista David Sheff (Carell), “Beautiful Boy”, e de seu filho, Nic (Timothée Chalamet), “Tweak”, o longa mostra a degradação de um jovem dependente químico e o desespero que toma conta de sua família, que deseja ajudá-lo de todas as formas, mas se vê de mãos atadas após tantas idas e vindas da reabilitação.

 

Família Sheff se enquadra no conceito de “família de comercial de margarina” (Foto: Divulgação).

 

“Querido Menino” faz um doloroso retrato da dependência química e suas consequências, mostrando à plateia que o uso de drogas não é causado somente por lares emocionalmente fraturados. Para isto, explora o fato de os Sheff se enquadrarem no conceito “família de comercial de margarina”, apesar dos ruídos existentes entre David e sua ex-mulher, Vicki (Amy Ryan), devido à situação do filho de ambos.

 

Simplório tecnicamente, o filme trabalha luzes e sombras em sua fotografia para diferenciar os momentos de sobriedade e calmaria daqueles em que Nic se entrega por completo às drogas, sobretudo a metanfetamina. Desta forma, foca no roteiro bem amarrado e desenvolvido com cuidado, tendo como suporte a montagem de Nico Leunen. Responsável pela edição de todos os longas-metragens de Felix van Groeningen, Leunen realiza um trabalho impecável que costura flashbacks com precisão para deixar nítido ao espectador o amor existente na família Sheff.

 

Steve Carell se destaca por uma atuação delicada e magistral (Foto: Divulgação).

 

No entanto, a trama dolorosa só se torna crível na telona graças à sintonia de todo o elenco. Neste cenário, os destaques são Timothée Chalamet e Steve Carell. Chalamet faz de Nic um jovem frágil que custa a reconhecer a própria dependência e a necessidade de encará-la de frente; enquanto Carell rouba cada cena ao trabalhar cada emoção de seu personagem, passeando pelos mais variados sentimentos com maestria por exprimi-los sem cometer o deslize da pieguice. Em relação ao elenco, outro ponto merece ser destacado: a escalação de crianças fisicamente parecidas com Chalamet para interpretarem Nic na infância. É um acerto da produção que agrega bastante valor à trama.

 

Produzido por Brad Pitt, “Querido Menino” não é um filme de fácil digestão porque aborda a dependência química sem rodeios, focando mais nos efeitos sobre os familiares do que no jovem prestes a entrar para a universidade. É um drama no tom certo e que não pretende fazer nenhum tipo de julgamento, apenas narrar uma história repleta de amor e dor.

 

Assista ao trailer oficial legendado:

Em cartaz nas salas brasileiras como Donald Rumsfeld em “Vice” (Idem – 2018), Steve Carell emplaca mais um filme baseado em fatos reais no circuito nesta quinta-feira, dia 21: “Querido Menino” (Beautiful Boy – 2018), de Felix van Groeningen, diretor do premiado “Alabama Monroe” (The Broken Circle Breakdown – 2012).

 

Baseado nos livros de memórias do jornalista David Sheff (Carell), “Beautiful Boy”, e de seu filho, Nic (Timothée Chalamet), “Tweak”, o longa mostra a degradação de um jovem dependente químico e o desespero que toma conta de sua família, que deseja ajudá-lo de todas as formas, mas se vê de mãos atadas após tantas idas e vindas da reabilitação.

 

Família Sheff se enquadra no conceito de “família de comercial de margarina” (Foto: Divulgação).

 

“Querido Menino” faz um doloroso retrato da dependência química e suas consequências, mostrando à plateia que o uso de drogas não é causado somente por lares emocionalmente fraturados. Para isto, explora o fato de os Sheff se enquadrarem no conceito “família de comercial de margarina”, apesar dos ruídos existentes entre David e sua ex-mulher, Vicki (Amy Ryan), devido à situação do filho de ambos.

 

Simplório tecnicamente, o filme trabalha luzes e sombras em sua fotografia para diferenciar os momentos de sobriedade e calmaria daqueles em que Nic se entrega por completo às drogas, sobretudo a metanfetamina. Desta forma, foca no roteiro bem amarrado e desenvolvido com cuidado, tendo como suporte a montagem de Nico Leunen. Responsável pela edição de todos os longas-metragens de Felix van Groeningen, Leunen realiza um trabalho impecável que costura flashbacks com precisão para deixar nítido ao espectador o amor existente na família Sheff.

 

Steve Carell se destaca por uma atuação delicada e magistral (Foto: Divulgação).

 

No entanto, a trama dolorosa só se torna crível na telona graças à sintonia de todo o elenco. Neste cenário, os destaques são Timothée Chalamet e Steve Carell. Chalamet faz de Nic um jovem frágil que custa a reconhecer a própria dependência e a necessidade de encará-la de frente; enquanto Carell rouba cada cena ao trabalhar cada emoção de seu personagem, passeando pelos mais variados sentimentos com maestria por exprimi-los sem cometer o deslize da pieguice. Em relação ao elenco, outro ponto merece ser destacado: a escalação de crianças fisicamente parecidas com Chalamet para interpretarem Nic na infância. É um acerto da produção que agrega bastante valor à trama.

 

Produzido por Brad Pitt, “Querido Menino” não é um filme de fácil digestão porque aborda a dependência química sem rodeios, focando mais nos efeitos sobre os familiares do que no jovem prestes a entrar para a universidade. É um drama no tom certo e que não pretende fazer nenhum tipo de julgamento, apenas narrar uma história repleta de amor e dor.

 

Assista ao trailer oficial legendado:

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