‘Barata voa’: Crivella viaja e equipe lamenta falta de rumo

  • Icon instagram_blue
  • Icon youtube_blue
  • Icon x_blue
  • Icon facebook_blue
  • Icon google_blue

Tensão no ar. A opção do prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella, de só anunciar os nomes dos futuros secretários no fim do mês, após a conclusão dos trabalhos de transição com a equipe de Eduardo Paes, trouxe um clima de instabilidade e insegurança entre os seus aliados. Um deles disse à reportagem do SRzd que […]

POR Sidney Rezende 3/11/2016| 4 min de leitura

Placeholder Image

Tensão no ar. A opção do prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella, de só anunciar os nomes dos futuros secretários no fim do mês, após a conclusão dos trabalhos de transição com a equipe de Eduardo Paes, trouxe um clima de instabilidade e insegurança entre os seus aliados. Um deles disse à reportagem do SRzd que […]

| Siga-nos

Tensão no ar. A opção do prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella, de só anunciar os nomes dos futuros secretários no fim do mês, após a conclusão dos trabalhos de transição com a equipe de Eduardo Paes, trouxe um clima de instabilidade e insegurança entre os seus aliados. Um deles disse à reportagem do SRzd que a expressão que melhor define o momento é “barata voa”. Gíria carioca que quer dizer que está tudo desarrumado e qualquer coisa pode acontecer.

O prefeito eleito Marcelo Crivella viajou com a mulher para Israel para descansar após a campanha política. Ele retorna na próxima semana.

O vice-prefeito eleito Fernando Mac Dowell não sabe se vai para a Secretaria de Transportes, como é da sua vontade desde o início.  “Se ele não conseguir o que quer, o Fernando poderá trazer uma crise séria para o bispo”, disse um amigo próximo de Mac Dowell e de Crivella.

(Uma hora e meia após a publicação desta notícia  no SRzd, o próprio Mac Dowell, em mensagem exclusiva a este repórter negou que ficaria descontente caso não seja o escolhido. Leia aqui).

O intelectual Cesar Benjamin, que chegou a ser convidado há três meses por Crivella para ser secretário de Educação e assiste a pasta se movimentando no sentido do vereador Paulo Messina, é outro que nem quer ouvir falar em composição de Governo. Ele está, inclusive, se sentindo incomodado em ver o seu nome citado por terceiros.

Cesinha, como é chamado pelos amigos, se compara, no momento, a um “eremita” e, por isso, prefere cuidar das atividades particulares. E mais, ele não gosta de parecer que está disputando um espaço no governo, o que, segundo ele próprio, é algo sem nenhuma lógica. “Parece que estou botando a cara na janela. Tô na minha… totalmente”, desabafou.

Secretário municipal de Esportes de Eduardo Paes, Marcos Braz, indicado por Romário naquela ocasião, poderá voltar à função pelas mãos do mesmo padrinho. Mas ele desconversa: “não existe nada. A indicação é do senador Romário, e é muito justo que seja assim… Tenho excelente relação com o prefeito eleito, mas não existe convite, não…”.

Na área econômica, os mais influentes do PRB não apostam em Armínio Fraga. Eles acham que o ex-presidente do Banco Central não aceitaria, nem se fosse convidado. Se estiverem certos, abre-se oportunidade para alguém que tenha ajudado a campanha mais de perto. Mas também isso está em suspenso.

Quem trabalha nos bastidores para ser o indicado para a Fazenda – e pediu para não ser identificado – deu uma informação venenosa, mas interessante: “Os economistas da FGV (Fundação Getúlio Vargas) estão doidos pra abocanhar essa pasta”.

Não se sabe ainda quem são os nomes dos técnicos da equipe de transição. “Torço para que o Crivella reze no muro das lamentações e nos traga a luz… porque tá difícil”, disse entre risos um “cristão novo”, que só entrou na campanha no meio do primeiro turno.

O que é verdadeiro é que um único político que apoiou Crivella e está tranquilo em meio “ao compasso de espera” é de outra tribo: Índio da Costa. Ele está mandando muito, fazendo contatos, indicando empresas para atender ao próximo Governo. Tudo aparentemente com a concordância de Crivella.

Um desafeto comentou: “é curioso o Crivella não perceber que o Índio está aumentando sua influência em benefício próprio. Em 2018, o prefeito terá ao seu lado um nome forte na disputa ao governo que trabalhou a máquina por dentro. Índio tem coisas boas e coisas péssimas. Mas ele não é burro. E o que está fazendo é a seu único favor”.

O principal lamento é que o prefeito viajou e não estabeleceu tarefas para aqueles que ele pretende contar de janeiro em diante.

Tensão no ar. A opção do prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella, de só anunciar os nomes dos futuros secretários no fim do mês, após a conclusão dos trabalhos de transição com a equipe de Eduardo Paes, trouxe um clima de instabilidade e insegurança entre os seus aliados. Um deles disse à reportagem do SRzd que a expressão que melhor define o momento é “barata voa”. Gíria carioca que quer dizer que está tudo desarrumado e qualquer coisa pode acontecer.

O prefeito eleito Marcelo Crivella viajou com a mulher para Israel para descansar após a campanha política. Ele retorna na próxima semana.

O vice-prefeito eleito Fernando Mac Dowell não sabe se vai para a Secretaria de Transportes, como é da sua vontade desde o início.  “Se ele não conseguir o que quer, o Fernando poderá trazer uma crise séria para o bispo”, disse um amigo próximo de Mac Dowell e de Crivella.

(Uma hora e meia após a publicação desta notícia  no SRzd, o próprio Mac Dowell, em mensagem exclusiva a este repórter negou que ficaria descontente caso não seja o escolhido. Leia aqui).

O intelectual Cesar Benjamin, que chegou a ser convidado há três meses por Crivella para ser secretário de Educação e assiste a pasta se movimentando no sentido do vereador Paulo Messina, é outro que nem quer ouvir falar em composição de Governo. Ele está, inclusive, se sentindo incomodado em ver o seu nome citado por terceiros.

Cesinha, como é chamado pelos amigos, se compara, no momento, a um “eremita” e, por isso, prefere cuidar das atividades particulares. E mais, ele não gosta de parecer que está disputando um espaço no governo, o que, segundo ele próprio, é algo sem nenhuma lógica. “Parece que estou botando a cara na janela. Tô na minha… totalmente”, desabafou.

Secretário municipal de Esportes de Eduardo Paes, Marcos Braz, indicado por Romário naquela ocasião, poderá voltar à função pelas mãos do mesmo padrinho. Mas ele desconversa: “não existe nada. A indicação é do senador Romário, e é muito justo que seja assim… Tenho excelente relação com o prefeito eleito, mas não existe convite, não…”.

Na área econômica, os mais influentes do PRB não apostam em Armínio Fraga. Eles acham que o ex-presidente do Banco Central não aceitaria, nem se fosse convidado. Se estiverem certos, abre-se oportunidade para alguém que tenha ajudado a campanha mais de perto. Mas também isso está em suspenso.

Quem trabalha nos bastidores para ser o indicado para a Fazenda – e pediu para não ser identificado – deu uma informação venenosa, mas interessante: “Os economistas da FGV (Fundação Getúlio Vargas) estão doidos pra abocanhar essa pasta”.

Não se sabe ainda quem são os nomes dos técnicos da equipe de transição. “Torço para que o Crivella reze no muro das lamentações e nos traga a luz… porque tá difícil”, disse entre risos um “cristão novo”, que só entrou na campanha no meio do primeiro turno.

O que é verdadeiro é que um único político que apoiou Crivella e está tranquilo em meio “ao compasso de espera” é de outra tribo: Índio da Costa. Ele está mandando muito, fazendo contatos, indicando empresas para atender ao próximo Governo. Tudo aparentemente com a concordância de Crivella.

Um desafeto comentou: “é curioso o Crivella não perceber que o Índio está aumentando sua influência em benefício próprio. Em 2018, o prefeito terá ao seu lado um nome forte na disputa ao governo que trabalhou a máquina por dentro. Índio tem coisas boas e coisas péssimas. Mas ele não é burro. E o que está fazendo é a seu único favor”.

O principal lamento é que o prefeito viajou e não estabeleceu tarefas para aqueles que ele pretende contar de janeiro em diante.

Notícias Relacionadas

Ver tudo