‘100 noites de desejo’ chama a atenção pelo elenco e design de produção

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Por Ana Carolina Garcia, crítica de cinema do SRzd Protagonista de um dos filmes mais aguardados pela fatia do público acima dos 35 anos, “Mestres do universo” (Masters of the universe – 2026, EUA), guiada pela nostalgia de quem cresceu assistindo às aventuras de He-Man embaladas pelo sucesso do Trem da Alegria, Nicolas Galitzine faz uma […]

POR Ana Carolina Garcia 1/6/2026| 3 min de leitura

“100 noites de desejo” é narrado por Felicity Jones. Foto: Divulgação / Crédito: Independent Film Company

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Por Ana Carolina Garcia, crítica de cinema do SRzd

Protagonista de um dos filmes mais aguardados pela fatia do público acima dos 35 anos, “Mestres do universo” (Masters of the universe – 2026, EUA), guiada pela nostalgia de quem cresceu assistindo às aventuras de He-Man embaladas pelo sucesso do Trem da Alegria, Nicolas Galitzine faz uma aposta ousada ao mergulhar num universo de romance e fantasia, “100 noites de desejo” (100 nights of Hero – 2025, Reino Unido) – ambos os longas estreiam na próxima quinta-feira (04).

“100 noites de desejo” é dirigido por Julia Jackman. Foto: Divulgação

Adaptação da graphic novel de Isabel Greenberg, inspirada, de certa forma, em “As mil e uma noites”, o longa conta a história de uma mulher que precisa engravidar para não ser executada. Mas no cenário medieval e machista, Cherry (Maika Monroe) não pode dizer que não houve consumação de seu casamento, tornando-se vítima tanto do marido quanto do amigo dele, Manfred (Galitzine), tendo a proteção de Hero (Emma Corrin).

Com direção e roteiro de Julia Jackman, “100 noites de desejo” apresenta uma trama de narrativa lenta e envolvente, mas que não sai da superfície em nenhum momento, o que pode frustrar o espectador mais exigente. E para suprir as deficiências do roteiro, o longa conta com a força do elenco principal, formado pelo trio Monroe, Corrin e Galitzine, que também assina a produção executiva.

Maika Monroe constrói Cherry como uma mulher contida, inocente e amedrontada que sonha, acima de tudo, ser desejada pelo marido, o que a leva ao desespero e à indecisão, uma vez que fica dividida entre as investidas de Hero e Manfred, defendido com carisma por Galitzine, que aposta na presunção do personagem enfeitiçado pelas histórias de Hero. Neste contexto, Corrin se destaca dentre os demais como uma mulher misteriosa e apaixonada que não mede esforços para proteger a quem ama.

Brincando com luzes e sombras, “100 noites de desejo” falha, ainda, ao manter a câmera estática na maior parte das cenas, impedindo a exploração visual do belo design de produção do longa, que também tem como ponto forte o figurino de Susie Coulthard.

+ assista ao trailer oficial legendado:

Sobre Ana Carolina Garcia: Formada em Comunicação Social e pós-graduada em Jornalismo Cultural, Ana Carolina Garcia é autora dos livros “A Fantástica Fábrica de Filmes – Como Hollywood se tornou a capital mundial do cinema” (2011), “Cinema no século XXI – Modelo tradicional na Era do Streaming” (2021) e “100 anos do Império Disney: Da Avenida Kingswell à conquista do universo” (2023). É vice-presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) desde 2021.

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Por Ana Carolina Garcia, crítica de cinema do SRzd

Protagonista de um dos filmes mais aguardados pela fatia do público acima dos 35 anos, “Mestres do universo” (Masters of the universe – 2026, EUA), guiada pela nostalgia de quem cresceu assistindo às aventuras de He-Man embaladas pelo sucesso do Trem da Alegria, Nicolas Galitzine faz uma aposta ousada ao mergulhar num universo de romance e fantasia, “100 noites de desejo” (100 nights of Hero – 2025, Reino Unido) – ambos os longas estreiam na próxima quinta-feira (04).

“100 noites de desejo” é dirigido por Julia Jackman. Foto: Divulgação

Adaptação da graphic novel de Isabel Greenberg, inspirada, de certa forma, em “As mil e uma noites”, o longa conta a história de uma mulher que precisa engravidar para não ser executada. Mas no cenário medieval e machista, Cherry (Maika Monroe) não pode dizer que não houve consumação de seu casamento, tornando-se vítima tanto do marido quanto do amigo dele, Manfred (Galitzine), tendo a proteção de Hero (Emma Corrin).

Com direção e roteiro de Julia Jackman, “100 noites de desejo” apresenta uma trama de narrativa lenta e envolvente, mas que não sai da superfície em nenhum momento, o que pode frustrar o espectador mais exigente. E para suprir as deficiências do roteiro, o longa conta com a força do elenco principal, formado pelo trio Monroe, Corrin e Galitzine, que também assina a produção executiva.

Maika Monroe constrói Cherry como uma mulher contida, inocente e amedrontada que sonha, acima de tudo, ser desejada pelo marido, o que a leva ao desespero e à indecisão, uma vez que fica dividida entre as investidas de Hero e Manfred, defendido com carisma por Galitzine, que aposta na presunção do personagem enfeitiçado pelas histórias de Hero. Neste contexto, Corrin se destaca dentre os demais como uma mulher misteriosa e apaixonada que não mede esforços para proteger a quem ama.

Brincando com luzes e sombras, “100 noites de desejo” falha, ainda, ao manter a câmera estática na maior parte das cenas, impedindo a exploração visual do belo design de produção do longa, que também tem como ponto forte o figurino de Susie Coulthard.

+ assista ao trailer oficial legendado:

Sobre Ana Carolina Garcia: Formada em Comunicação Social e pós-graduada em Jornalismo Cultural, Ana Carolina Garcia é autora dos livros “A Fantástica Fábrica de Filmes – Como Hollywood se tornou a capital mundial do cinema” (2011), “Cinema no século XXI – Modelo tradicional na Era do Streaming” (2021) e “100 anos do Império Disney: Da Avenida Kingswell à conquista do universo” (2023). É vice-presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) desde 2021.

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