CRÍTICA I ‘O último rodeio’: amor, sacrifício e união
Por Ana Carolina Garcia, crítica de cinema do SRzd Há 34 anos, Jon Avnet estreou como diretor de cinema com o aclamado “Tomates Verdes Fritos” (Fried Green Tomatoes – 1991, EUA), chamando a atenção do público e da crítica devido à sensibilidade empregada na condução da trama inspirada no livro de Fannie Flagg. Mesma sensibilidade observada […]
PORAna Carolina Garcia15/10/2025|
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O último rodeio: amor, sacrifício e união. Divulgação
Por Ana Carolina Garcia, crítica de cinema do SRzd
Há 34 anos, Jon Avnet estreou como diretor de cinema com o aclamado “Tomates Verdes Fritos” (Fried Green Tomatoes – 1991, EUA), chamando a atenção do público e da crítica devido à sensibilidade empregada na condução da trama inspirada no livro de Fannie Flagg. Mesma sensibilidade observada em trabalhos posteriores, dentre eles, “A Árvore dos Sonhos” (The War – 1994, EUA) e “Íntimo & Pessoal” (Up Close & Personal – 1996, EUA). Agora, Avnet volta às salas de exibição seguindo o mesmo preceito com “O Último Rodeio” (The Last Rodeo – 2025, EUA), uma das estreias desta quinta-feira (16) no circuito exibidor brasileiro.
Roteirizado por Avnet, Neal McDonough e Derek Presley, o longa conta a história de um homem que tenta superar o luto e, inesperadamente, precisa lidar com a possibilidade de outra grande perda, a de seu neto, acometido por condição grave que implica em cirurgias emergenciais cujos custos não são contemplados pelo seguro saúde em sua totalidade. Por amor ao neto, Joe Wainwright (McDonough) decide se arriscar na arena de um rodeio, ignorando suas limitações físicas e o trauma de grave acidente.
Com quase duas horas de duração, “O Último Rodeio” é eficiente ao apresentar a dinâmica familiar à plateia, sobretudo no que tange aos sacrifícios da filha em prol da carreira do pai, peão de rodeio respeitado em todo o país e adorado pelo neto, que o tem como grande exemplo a ser seguido. E é neste ponto que a sensibilidade observada em longas pregressos de Avnet é observada com mais afinco, mostrando a importância da base familiar ao indivíduo, independentemente da idade.
Com sequências de rodeios conduzidas com destreza, “O Último Rodeio” é um filme sobre amor, sacrifício e união pelo bem maior, no caso, a saúde do ente querido. É uma produção simples na técnica, mas que tem no sentimento sua riqueza, algo que se deve, também, à atuação de McDonough, que assimila com naturalidade as características de seu personagem, estabelecendo interessante jogo cênico com Mykelti Williamson (Charlie), o amigo e parceiro da vida inteira.
+ assista ao trailer oficial legendado:
Sobre Ana Carolina Garcia: Formada em Comunicação Social e pós-graduada em Jornalismo Cultural, Ana Carolina Garcia é autora dos livros “A Fantástica Fábrica de Filmes – Como Hollywood se tornou a capital mundial do cinema” (2011), “Cinema no século XXI – Modelo tradicional na Era do Streaming” (2021) e “100 anos do Império Disney: Da Avenida Kingswell à conquista do universo” (2023). É vice-presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) desde 2021.
Por Ana Carolina Garcia, crítica de cinema do SRzd
Há 34 anos, Jon Avnet estreou como diretor de cinema com o aclamado “Tomates Verdes Fritos” (Fried Green Tomatoes – 1991, EUA), chamando a atenção do público e da crítica devido à sensibilidade empregada na condução da trama inspirada no livro de Fannie Flagg. Mesma sensibilidade observada em trabalhos posteriores, dentre eles, “A Árvore dos Sonhos” (The War – 1994, EUA) e “Íntimo & Pessoal” (Up Close & Personal – 1996, EUA). Agora, Avnet volta às salas de exibição seguindo o mesmo preceito com “O Último Rodeio” (The Last Rodeo – 2025, EUA), uma das estreias desta quinta-feira (16) no circuito exibidor brasileiro.
Roteirizado por Avnet, Neal McDonough e Derek Presley, o longa conta a história de um homem que tenta superar o luto e, inesperadamente, precisa lidar com a possibilidade de outra grande perda, a de seu neto, acometido por condição grave que implica em cirurgias emergenciais cujos custos não são contemplados pelo seguro saúde em sua totalidade. Por amor ao neto, Joe Wainwright (McDonough) decide se arriscar na arena de um rodeio, ignorando suas limitações físicas e o trauma de grave acidente.
Com quase duas horas de duração, “O Último Rodeio” é eficiente ao apresentar a dinâmica familiar à plateia, sobretudo no que tange aos sacrifícios da filha em prol da carreira do pai, peão de rodeio respeitado em todo o país e adorado pelo neto, que o tem como grande exemplo a ser seguido. E é neste ponto que a sensibilidade observada em longas pregressos de Avnet é observada com mais afinco, mostrando a importância da base familiar ao indivíduo, independentemente da idade.
Com sequências de rodeios conduzidas com destreza, “O Último Rodeio” é um filme sobre amor, sacrifício e união pelo bem maior, no caso, a saúde do ente querido. É uma produção simples na técnica, mas que tem no sentimento sua riqueza, algo que se deve, também, à atuação de McDonough, que assimila com naturalidade as características de seu personagem, estabelecendo interessante jogo cênico com Mykelti Williamson (Charlie), o amigo e parceiro da vida inteira.
+ assista ao trailer oficial legendado:
Sobre Ana Carolina Garcia: Formada em Comunicação Social e pós-graduada em Jornalismo Cultural, Ana Carolina Garcia é autora dos livros “A Fantástica Fábrica de Filmes – Como Hollywood se tornou a capital mundial do cinema” (2011), “Cinema no século XXI – Modelo tradicional na Era do Streaming” (2021) e “100 anos do Império Disney: Da Avenida Kingswell à conquista do universo” (2023). É vice-presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) desde 2021.