É seguro beber no final de semana após casos de intoxicação por metanol?

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Alerta. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta sexta-feira (3), no Diário Oficial da União, um edital de chamamento internacional para identificar fabricantes e distribuidores do medicamento Fomepizol. O remédio é usado como antídoto em casos de intoxicação por metanol. Para que o governo possa importar o antídoto, a Anvisa vai publicar um […]

POR Redação SRzd 3/10/2025| 3 min de leitura

Bebidas. Foto: Pikist

Bebidas. Foto: Pikist

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Alerta. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta sexta-feira (3), no Diário Oficial da União, um edital de chamamento internacional para identificar fabricantes e distribuidores do medicamento Fomepizol. O remédio é usado como antídoto em casos de intoxicação por metanol.

Para que o governo possa importar o antídoto, a Anvisa vai publicar um edital de chamamento internacional para identificar fabricantes e distribuidores do produto.

O Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) já contabiliza 59 notificações de intoxicação por metanol: 53 em São Paulo (11 confirmados e 42 em investigação), cinco em Pernambuco e um no Distrito Federal, além de um óbito confirmado e sete mortes em investigação.

Com este cenário, muitas pessoas estão na dúvida se podem consumir bebidas. Bares e restaurantes estão compartilhando mensagens em suas páginas de redes sociais para tranquilizar seus clientes.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha recomenda à população que evite destilados de origem desconhecida, especialmente líquidos incolores cuja procedência não seja confirmada, e reforce a importância de certificar a origem da bebida antes do consumo.

O Ministério da Saúde acrescentou, em nota, para a população evitar o consumo. Mas, se for consumir, não comprar “bebidas sem rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal’.

Associações, como a de Bares de Restaurantes de São Paulo, destacam que não é necessário parar o consumo, porém enfatizam a necessidade de uma maior atenção. Preços baixos e estado ruim da embalagem devem ser descartados para compra, já que são alguns dos sinais de adulteração.

+ o que é metanol?

O metanol é uma substância química produzida por processos industriais a partir da conversão de gases. Trata-se de um composto altamente nocivo e tóxico, geralmente usado como combustível ou solvente em produtos de limpeza.

Não tem como identificar o metanol na bebida preventivamente. Geralmente a substância não apresenta diferença de sabor ou cor.

Não existe nenhum teste caseiro confiável para se fazer antes do consumo. Só se descobre que o metanol estava presente pelos sintomas e após exames clínicos.

+ bebidas mais perigosas

“Para os amantes do destilado, hoje já temos no mercado vários produtos vendidos em lata, como as bebidas mistas prontas”, disse o professor do curso de Gastronomia do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e especialista em bebidas, Carlos Henrique de Faria Vasconcelos, ao site “Itatiaia”.

Ele ressalta a vantagem das latas: “Os produtos enlatados são menos preocupantes porque, uma vez aberta, a lata não pode ser reaproveitada. O risco de adulteração nesse formato é menor, já que uma parte importante da cadeia de adulteração passa pelo reaproveitamento de garrafas.”

Bebidas fermentadas, como cerveja e vinho, têm menor probabilidade de contaminação por metanol, devido ao baixo teor alcoólico. Já destilados, como cachaça, vodka, gin e whisky, são mais vulneráveis, porque seu processo e valor tornam a adulteração mais atrativa para criminosos.

+ como agir em caso suspeito

Profissionais de saúde devem registrar casos suspeitos de intoxicação por metanol imediatamente, sem necessidade de confirmação laboratorial prévia.

O canal 0800 642 9782 da Anvisa está disponível para esclarecer dúvidas sobre intoxicações e procedimentos.

O Brasil dispõe de 32 Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), referências nacionais para diagnóstico, manejo e orientação sobre intoxicações químicas.

Rodapé - brasil

Alerta. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta sexta-feira (3), no Diário Oficial da União, um edital de chamamento internacional para identificar fabricantes e distribuidores do medicamento Fomepizol. O remédio é usado como antídoto em casos de intoxicação por metanol.

Para que o governo possa importar o antídoto, a Anvisa vai publicar um edital de chamamento internacional para identificar fabricantes e distribuidores do produto.

O Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) já contabiliza 59 notificações de intoxicação por metanol: 53 em São Paulo (11 confirmados e 42 em investigação), cinco em Pernambuco e um no Distrito Federal, além de um óbito confirmado e sete mortes em investigação.

Com este cenário, muitas pessoas estão na dúvida se podem consumir bebidas. Bares e restaurantes estão compartilhando mensagens em suas páginas de redes sociais para tranquilizar seus clientes.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha recomenda à população que evite destilados de origem desconhecida, especialmente líquidos incolores cuja procedência não seja confirmada, e reforce a importância de certificar a origem da bebida antes do consumo.

O Ministério da Saúde acrescentou, em nota, para a população evitar o consumo. Mas, se for consumir, não comprar “bebidas sem rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal’.

Associações, como a de Bares de Restaurantes de São Paulo, destacam que não é necessário parar o consumo, porém enfatizam a necessidade de uma maior atenção. Preços baixos e estado ruim da embalagem devem ser descartados para compra, já que são alguns dos sinais de adulteração.

+ o que é metanol?

O metanol é uma substância química produzida por processos industriais a partir da conversão de gases. Trata-se de um composto altamente nocivo e tóxico, geralmente usado como combustível ou solvente em produtos de limpeza.

Não tem como identificar o metanol na bebida preventivamente. Geralmente a substância não apresenta diferença de sabor ou cor.

Não existe nenhum teste caseiro confiável para se fazer antes do consumo. Só se descobre que o metanol estava presente pelos sintomas e após exames clínicos.

+ bebidas mais perigosas

“Para os amantes do destilado, hoje já temos no mercado vários produtos vendidos em lata, como as bebidas mistas prontas”, disse o professor do curso de Gastronomia do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e especialista em bebidas, Carlos Henrique de Faria Vasconcelos, ao site “Itatiaia”.

Ele ressalta a vantagem das latas: “Os produtos enlatados são menos preocupantes porque, uma vez aberta, a lata não pode ser reaproveitada. O risco de adulteração nesse formato é menor, já que uma parte importante da cadeia de adulteração passa pelo reaproveitamento de garrafas.”

Bebidas fermentadas, como cerveja e vinho, têm menor probabilidade de contaminação por metanol, devido ao baixo teor alcoólico. Já destilados, como cachaça, vodka, gin e whisky, são mais vulneráveis, porque seu processo e valor tornam a adulteração mais atrativa para criminosos.

+ como agir em caso suspeito

Profissionais de saúde devem registrar casos suspeitos de intoxicação por metanol imediatamente, sem necessidade de confirmação laboratorial prévia.

O canal 0800 642 9782 da Anvisa está disponível para esclarecer dúvidas sobre intoxicações e procedimentos.

O Brasil dispõe de 32 Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), referências nacionais para diagnóstico, manejo e orientação sobre intoxicações químicas.

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