Constrangimento! Espectador com deficiência detona Claudia Raia, que reage
Constrangimento. Um espectador com baixa visão relatou a atitude de Claudia Raia enquanto usava o recurso de audiodescrição durante a peça “Cenas da Menopausa”, que está em cartaz no Teatro Claro Mais SP, em São Paulo. Rodolfo Cadamuro contou que, durante a apresentação do espetáculo, a atriz apontou para ele e pediu para que tirasse […]
PORRedação SRzd16/9/2025|
3 min de leitura
Claudia Raia e Rodolfo Cadamuro. Foto: Reprodução de vídeos
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Constrangimento. Um espectador com baixa visão relatou a atitude de Claudia Raia enquanto usava o recurso de audiodescrição durante a peça “Cenas da Menopausa”, que está em cartaz no Teatro Claro Mais SP, em São Paulo.
Rodolfo Cadamuro contou que, durante a apresentação do espetáculo, a atriz apontou para ele e pediu para que tirasse os fones, sem saber que ele estava usando o recurso de audiodescrição disponível no estabelecimento.
“Ela acreditou que eu estava sendo desrespeitoso em ficar com o celular na mão durante o espetáculo. Os olhares de julgamento negativo vieram rápido e direto para mim. Logo depois, Jarbas Homem de Mello tentou contornar, explicando que se tratava de audiodescrição”, explicou o rapaz, que possui baixa acuidade visual, em sua rede social.
“O constrangimento foi grande. Nem mesmo a protagonista em cena, com a grandeza da sua influência, soube apoiar e dar voz a esse movimento tão importante para ampliar o acesso das pessoas ao teatro, que em nosso país já é restrito. Esse acontecimento mostra algo maior: a inclusão ainda é uma cortina que insiste em se fechar, não só no teatro, mas na vida em sociedade”, desabafou.
Ele também explicou que possui uma página com 25 mil seguidores na web, onde compartilha o dia a dia de uma pessoa com deficiência, e que aquela era a primeira vez que era convidado para assistir a uma peça com o recurso de audiodescrição.
Artista se manifesta
Após a repercussão do caso, Claudia Raia se pronunciou em vídeo compartilhado no Instagram.
“Ontem aconteceu um mal-entendido muito chato na sessão da Cenas da Menopausa. Um espectador portador de deficiência com baixa acuidade visual, o querido Rodolfo, estava usando o recurso de autodescrição pelo aplicativo, mas eu não fui avisada de que esse sistema estava funcionando. Por isso acabei entendendo errado a situação toda e eu chamei a atenção dele”, afirmou ela em gravação feita no camarim do teatro.
“Já falei com o Rodolfo, e com a Munique, e os convidei para voltarem em outra sessão junto de amigos para que sejam recebidos com todo o carinho, como eu trato o meu público”, completou.
“Eu quero me reparar, de coração, com o Rodolfo. E eu combinei, inclusive, de usarmos essa situação para lembrar a todos que a autodescrição é um recurso cada vez mais moderno e necessário de acessibilidade, e que precisamos trazer esse assunto à tona sempre que possível”, finalizou.
Desculpas aceitas
Rodolfo confirmou o pedido de desculpas em nova manifestação: “Pessoal, a Claudia nos pediu desculpas em privado e também publicou em seus stories. Queremos agradecer todo o carinho e solidariedade que recebemos de vocês! Seguimos acreditando que momentos como esse podem virar aprendizado e que a acessibilidade no teatro precisa ganhar cada vez mais espaço porque ela é a chave para que todos possam ter acesso a cultura”.
Constrangimento. Um espectador com baixa visão relatou a atitude de Claudia Raia enquanto usava o recurso de audiodescrição durante a peça “Cenas da Menopausa”, que está em cartaz no Teatro Claro Mais SP, em São Paulo.
Rodolfo Cadamuro contou que, durante a apresentação do espetáculo, a atriz apontou para ele e pediu para que tirasse os fones, sem saber que ele estava usando o recurso de audiodescrição disponível no estabelecimento.
“Ela acreditou que eu estava sendo desrespeitoso em ficar com o celular na mão durante o espetáculo. Os olhares de julgamento negativo vieram rápido e direto para mim. Logo depois, Jarbas Homem de Mello tentou contornar, explicando que se tratava de audiodescrição”, explicou o rapaz, que possui baixa acuidade visual, em sua rede social.
“O constrangimento foi grande. Nem mesmo a protagonista em cena, com a grandeza da sua influência, soube apoiar e dar voz a esse movimento tão importante para ampliar o acesso das pessoas ao teatro, que em nosso país já é restrito. Esse acontecimento mostra algo maior: a inclusão ainda é uma cortina que insiste em se fechar, não só no teatro, mas na vida em sociedade”, desabafou.
Ele também explicou que possui uma página com 25 mil seguidores na web, onde compartilha o dia a dia de uma pessoa com deficiência, e que aquela era a primeira vez que era convidado para assistir a uma peça com o recurso de audiodescrição.
Artista se manifesta
Após a repercussão do caso, Claudia Raia se pronunciou em vídeo compartilhado no Instagram.
“Ontem aconteceu um mal-entendido muito chato na sessão da Cenas da Menopausa. Um espectador portador de deficiência com baixa acuidade visual, o querido Rodolfo, estava usando o recurso de autodescrição pelo aplicativo, mas eu não fui avisada de que esse sistema estava funcionando. Por isso acabei entendendo errado a situação toda e eu chamei a atenção dele”, afirmou ela em gravação feita no camarim do teatro.
“Já falei com o Rodolfo, e com a Munique, e os convidei para voltarem em outra sessão junto de amigos para que sejam recebidos com todo o carinho, como eu trato o meu público”, completou.
“Eu quero me reparar, de coração, com o Rodolfo. E eu combinei, inclusive, de usarmos essa situação para lembrar a todos que a autodescrição é um recurso cada vez mais moderno e necessário de acessibilidade, e que precisamos trazer esse assunto à tona sempre que possível”, finalizou.
Desculpas aceitas
Rodolfo confirmou o pedido de desculpas em nova manifestação: “Pessoal, a Claudia nos pediu desculpas em privado e também publicou em seus stories. Queremos agradecer todo o carinho e solidariedade que recebemos de vocês! Seguimos acreditando que momentos como esse podem virar aprendizado e que a acessibilidade no teatro precisa ganhar cada vez mais espaço porque ela é a chave para que todos possam ter acesso a cultura”.