Deborah Colker abre o coração sobre luto: ‘Estou reaprendendo a viver’
Abriu o coração. A coreógrafa Deborah Colker afirmou que está “reaprendendo a viver” após a morte do neto Theo, em março deste ano. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, nesta sexta-feira (29), a artista falou sobre luto, espiritualidade e o processo de criação de “Remix”, novo espetáculo de sua companhia, em cartaz de […]
Abriu o coração. A coreógrafa Deborah Colker afirmou que está “reaprendendo a viver” após a morte do neto Theo, em março deste ano. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, nesta sexta-feira (29), a artista falou sobre luto, espiritualidade e o processo de criação de “Remix”, novo espetáculo de sua companhia, em cartaz de 3 a 7 de junho no Theatro Municipal do Rio.
Theo, que conviveu durante 16 anos com epidermólise bolhosa, inspirou anteriormente o espetáculo “Cura”, e segue sendo referência na vida e na obra da coreógrafa. “Theo não é só meu neto, é minha luz”, declarou.
Em “Remix”, Deborah revisita coreografias marcantes de sua trajetória, reunindo cenas de espetáculos como “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014). Segundo ela, o trabalho representa um mergulho pessoal e artístico em busca de novos significados.
“Remontar não é só repetir movimentos. O mais difícil é lembrar o contexto e o pensamento que deram origem ao movimento”, afirmou.
A artista também contou que precisou alterar o desfecho da ópera “O último sonho de Frida e Diego”, da qual assina a direção cênica no Metropolitan Opera House, em Nova York, após a morte do neto. A obra aborda o reencontro de Frida Kahlo e Diego Rivera após a morte, e Deborah decidiu reforçar a mensagem de continuidade da vida.
“Precisava de um verso potente que dissesse, no final, que o amor é tudo. É melhor escolher o tudo que o nada”, disse.
Ao longo da entrevista, a coreógrafa refletiu sobre envelhecimento, limites do corpo e a relação entre arte e dor. “A morte não é o fim. A arte e a cultura ajudam a elaborar, provocam a encontrar significado e a fazer novas perguntas”, afirmou.
Deborah também falou sobre o companheiro, Toni Platão, que se recupera de um AVC sofrido em 2024, e sobre como a família tem enfrentado o luto. “Temos que ressignificar o momento, os afetos e o trabalho. Depois? Depois quando? Depois, já era”, concluiu.
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Abriu o coração. A coreógrafa Deborah Colker afirmou que está “reaprendendo a viver” após a morte do neto Theo, em março deste ano. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, nesta sexta-feira (29), a artista falou sobre luto, espiritualidade e o processo de criação de “Remix”, novo espetáculo de sua companhia, em cartaz de 3 a 7 de junho no Theatro Municipal do Rio.
Theo, que conviveu durante 16 anos com epidermólise bolhosa, inspirou anteriormente o espetáculo “Cura”, e segue sendo referência na vida e na obra da coreógrafa. “Theo não é só meu neto, é minha luz”, declarou.
Em “Remix”, Deborah revisita coreografias marcantes de sua trajetória, reunindo cenas de espetáculos como “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014). Segundo ela, o trabalho representa um mergulho pessoal e artístico em busca de novos significados.
“Remontar não é só repetir movimentos. O mais difícil é lembrar o contexto e o pensamento que deram origem ao movimento”, afirmou.
A artista também contou que precisou alterar o desfecho da ópera “O último sonho de Frida e Diego”, da qual assina a direção cênica no Metropolitan Opera House, em Nova York, após a morte do neto. A obra aborda o reencontro de Frida Kahlo e Diego Rivera após a morte, e Deborah decidiu reforçar a mensagem de continuidade da vida.
“Precisava de um verso potente que dissesse, no final, que o amor é tudo. É melhor escolher o tudo que o nada”, disse.
Ao longo da entrevista, a coreógrafa refletiu sobre envelhecimento, limites do corpo e a relação entre arte e dor. “A morte não é o fim. A arte e a cultura ajudam a elaborar, provocam a encontrar significado e a fazer novas perguntas”, afirmou.
Deborah também falou sobre o companheiro, Toni Platão, que se recupera de um AVC sofrido em 2024, e sobre como a família tem enfrentado o luto. “Temos que ressignificar o momento, os afetos e o trabalho. Depois? Depois quando? Depois, já era”, concluiu.