Deborah Colker abre o coração sobre luto: ‘Estou reaprendendo a viver’

  • Icon instagram_blue
  • Icon youtube_blue
  • Icon x_blue
  • Icon facebook_blue
  • Icon google_blue

Abriu o coração. A coreógrafa Deborah Colker afirmou que está “reaprendendo a viver” após a morte do neto Theo, em março deste ano. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, nesta sexta-feira (29), a artista falou sobre luto, espiritualidade e o processo de criação de “Remix”, novo espetáculo de sua companhia, em cartaz de […]

POR Redação SRzd 29/5/2026| 2 min de leitura

Deborah Colker. Foto: Reprodução de vídeo

| Siga-nos

Abriu o coração. A coreógrafa Deborah Colker afirmou que está “reaprendendo a viver” após a morte do neto Theo, em março deste ano. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, nesta sexta-feira (29), a artista falou sobre luto, espiritualidade e o processo de criação de “Remix”, novo espetáculo de sua companhia, em cartaz de 3 a 7 de junho no Theatro Municipal do Rio.

Theo, que conviveu durante 16 anos com epidermólise bolhosa, inspirou anteriormente o espetáculo “Cura”, e segue sendo referência na vida e na obra da coreógrafa. “Theo não é só meu neto, é minha luz”, declarou.

Em “Remix”, Deborah revisita coreografias marcantes de sua trajetória, reunindo cenas de espetáculos como “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014). Segundo ela, o trabalho representa um mergulho pessoal e artístico em busca de novos significados.

“Remontar não é só repetir movimentos. O mais difícil é lembrar o contexto e o pensamento que deram origem ao movimento”, afirmou.

A artista também contou que precisou alterar o desfecho da ópera “O último sonho de Frida e Diego”, da qual assina a direção cênica no Metropolitan Opera House, em Nova York, após a morte do neto. A obra aborda o reencontro de Frida Kahlo e Diego Rivera após a morte, e Deborah decidiu reforçar a mensagem de continuidade da vida.

“Precisava de um verso potente que dissesse, no final, que o amor é tudo. É melhor escolher o tudo que o nada”, disse.

Ao longo da entrevista, a coreógrafa refletiu sobre envelhecimento, limites do corpo e a relação entre arte e dor. “A morte não é o fim. A arte e a cultura ajudam a elaborar, provocam a encontrar significado e a fazer novas perguntas”, afirmou.

Deborah também falou sobre o companheiro, Toni Platão, que se recupera de um AVC sofrido em 2024, e sobre como a família tem enfrentado o luto. “Temos que ressignificar o momento, os afetos e o trabalho. Depois? Depois quando? Depois, já era”, concluiu.

+ assista na íntegra:

Rodapé - entretenimento

Abriu o coração. A coreógrafa Deborah Colker afirmou que está “reaprendendo a viver” após a morte do neto Theo, em março deste ano. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, nesta sexta-feira (29), a artista falou sobre luto, espiritualidade e o processo de criação de “Remix”, novo espetáculo de sua companhia, em cartaz de 3 a 7 de junho no Theatro Municipal do Rio.

Theo, que conviveu durante 16 anos com epidermólise bolhosa, inspirou anteriormente o espetáculo “Cura”, e segue sendo referência na vida e na obra da coreógrafa. “Theo não é só meu neto, é minha luz”, declarou.

Em “Remix”, Deborah revisita coreografias marcantes de sua trajetória, reunindo cenas de espetáculos como “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4×4” (2002) e “Belle” (2014). Segundo ela, o trabalho representa um mergulho pessoal e artístico em busca de novos significados.

“Remontar não é só repetir movimentos. O mais difícil é lembrar o contexto e o pensamento que deram origem ao movimento”, afirmou.

A artista também contou que precisou alterar o desfecho da ópera “O último sonho de Frida e Diego”, da qual assina a direção cênica no Metropolitan Opera House, em Nova York, após a morte do neto. A obra aborda o reencontro de Frida Kahlo e Diego Rivera após a morte, e Deborah decidiu reforçar a mensagem de continuidade da vida.

“Precisava de um verso potente que dissesse, no final, que o amor é tudo. É melhor escolher o tudo que o nada”, disse.

Ao longo da entrevista, a coreógrafa refletiu sobre envelhecimento, limites do corpo e a relação entre arte e dor. “A morte não é o fim. A arte e a cultura ajudam a elaborar, provocam a encontrar significado e a fazer novas perguntas”, afirmou.

Deborah também falou sobre o companheiro, Toni Platão, que se recupera de um AVC sofrido em 2024, e sobre como a família tem enfrentado o luto. “Temos que ressignificar o momento, os afetos e o trabalho. Depois? Depois quando? Depois, já era”, concluiu.

+ assista na íntegra:

Rodapé - entretenimento

Notícias Relacionadas

Ver tudo