Lima Duarte diz que recusou zona por ‘só ter mulheres pretas’
Climão. Lima Duarte causou polêmica durante a cerimônia da Associação Paulista de Críticos da Arte (APCA), realizada na noite desta segunda-feira (4), em São Paulo. Ao receber uma homenagem pela trajetória na televisão, o ator de 96 anos contou uma situação da juventude em que deixou de ir a uma zona de prostituição porque “só […]
PORRedação SRzd6/5/2026|
2 min de leitura
Lima Duarte em premiação. Foto: Reprodução de vídeo
Climão. Lima Duarte causou polêmica durante a cerimônia da Associação Paulista de Críticos da Arte (APCA), realizada na noite desta segunda-feira (4), em São Paulo.
Ao receber uma homenagem pela trajetória na televisão, o ator de 96 anos contou uma situação da juventude em que deixou de ir a uma zona de prostituição porque “só tinha preta”.
“Um dia um moleque daqueles chegou pra mim e falou assim, ‘vamos na zona?’ (…) Ele falou, ‘na Aimorés a mulher é cinco mirreis, na Itaboca a mulher é três’. Eu falei, ‘vamos na Itaboca’, ele falou, ‘só tem preta’. Eu não fui. Moleque de rua, dormi embaixo do caminhão, não fui porque só tinha preta. Que vida, hein? Que coisa eu fui percebendo ao longo dessa vida. Então, fomos na Aimorés”, disse Lima.
Segundo relatos, a fala gerou reação imediata de constrangimento no palco e no público presente no evento.
Diante da repercussão negativa nas redes sociais, onde o vídeo com a declaração viralizou, o artista se manifestou em nota enviada à colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.
Ele disse que mencionou uma memória da infância e que o relato retratava “um Brasil muito duro” e a vivência de um menino em situação de rua, afirmando que a fala também pretendia refletir criticamente sobre aquele contexto.
“Aquela fala nasceu como retrato de um tempo e também como forma de protesto, do olhar de quem respeita e entende uma luta que é de todos”, explicou.
+ assista:
Em premiação, Lima Duarte diz que recusou ir em rua de prostituição por só ter mulheres pretas
Climão. Lima Duarte causou polêmica durante a cerimônia da Associação Paulista de Críticos da Arte (APCA), realizada na noite desta segunda-feira (4), em São Paulo.
Ao receber uma homenagem pela trajetória na televisão, o ator de 96 anos contou uma situação da juventude em que deixou de ir a uma zona de prostituição porque “só tinha preta”.
“Um dia um moleque daqueles chegou pra mim e falou assim, ‘vamos na zona?’ (…) Ele falou, ‘na Aimorés a mulher é cinco mirreis, na Itaboca a mulher é três’. Eu falei, ‘vamos na Itaboca’, ele falou, ‘só tem preta’. Eu não fui. Moleque de rua, dormi embaixo do caminhão, não fui porque só tinha preta. Que vida, hein? Que coisa eu fui percebendo ao longo dessa vida. Então, fomos na Aimorés”, disse Lima.
Segundo relatos, a fala gerou reação imediata de constrangimento no palco e no público presente no evento.
Diante da repercussão negativa nas redes sociais, onde o vídeo com a declaração viralizou, o artista se manifestou em nota enviada à colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.
Ele disse que mencionou uma memória da infância e que o relato retratava “um Brasil muito duro” e a vivência de um menino em situação de rua, afirmando que a fala também pretendia refletir criticamente sobre aquele contexto.
“Aquela fala nasceu como retrato de um tempo e também como forma de protesto, do olhar de quem respeita e entende uma luta que é de todos”, explicou.
+ assista:
Em premiação, Lima Duarte diz que recusou ir em rua de prostituição por só ter mulheres pretas