Viúva revela texto inédito de Ricardo Boechat sete anos após a morte do marido
Comovente. Veruska Boechat, viúva de Ricardo Boechat, compartilhou um bilhete inédito escrito pelo jornalista antes de sua morte. Em homenagem ao companheiro, que morreu há exatos sete anos, a comunicadora publicou o texto na íntegra em seu perfil. O bilhete foi feito por Boechat durante uma edição do Jornal da Band. Na ocasião, ele pediu, por […]
PORRedação SRzd13/2/2026|
2 min de leitura
Ricardo Boechat e Veruska Boechat. Foto: Reprodução/Instagram/@doceveruska
Comovente. Veruska Boechat, viúva de Ricardo Boechat, compartilhou um bilhete inédito escrito pelo jornalista antes de sua morte.
Em homenagem ao companheiro, que morreu há exatos sete anos, a comunicadora publicou o texto na íntegra em seu perfil.
O bilhete foi feito por Boechat durante uma edição do Jornal da Band. Na ocasião, ele pediu, por respeito, para que os editores da emissora retirassem de reportagens nas praias qualquer imagem de mulheres deitadas de bruços na areia.
“Sete anos sem ele hoje. Esse texto que nunca postei é um dos bilhetes que ele ia escrevendo na bancada do Jornal da Band para cada responsável por cada notícia enquanto elas ainda estavam no ar“, disse Veruska.
“Que nossas filhas tenham pra sempre dentro delas esse exemplo. Minha imensa e eterna admiração”, completou.
+ leia o texto na íntegra:
“Estou, neste momento, baixando uma determinação aos editores: matérias sobre praias – especialmente no Rio – NÃO DEVERÃO MAIS incluir aquela imagem vulgar e manjadíssima de senhoras de variadas idades deitadas de bruço, na areia, numa exposição grotesca de seus corpos, pelo ângulo e, não raro, pela silhueta transbordante.
Há quem possa achar bonito, sentir tesão, considerar típico, mas é apenas clichê, demonstração de preguiça e machismo típico de porta de botequim. Casei, tenho seis filhos e gosto de mulher, mas essa figurinha carimbada dos VTs (e, aliás, de todos os VTs do gênero, inclusive da concorrência) me causa revolta. As praias em dias de calor – em especial as cariocas – são um festival de vida e de beleza, inclusive (e, talvez principalmente) feminina.
Que nossas equipes tenham a devida inspiração – ou orientação – para abolirem o mau gosto. Aliás, um bom desafio à imaginação dos repórteres cinematográficos será seduzir-nos com novos olhares sobre sereias da cidade maravilhosa. Afinal, talvez eles ignorem, mulheres também têm frente, seios, rosto, olhos, pernas, sorrisos, filhos, irmão…”.
Comovente. Veruska Boechat, viúva de Ricardo Boechat, compartilhou um bilhete inédito escrito pelo jornalista antes de sua morte.
Em homenagem ao companheiro, que morreu há exatos sete anos, a comunicadora publicou o texto na íntegra em seu perfil.
O bilhete foi feito por Boechat durante uma edição do Jornal da Band. Na ocasião, ele pediu, por respeito, para que os editores da emissora retirassem de reportagens nas praias qualquer imagem de mulheres deitadas de bruços na areia.
“Sete anos sem ele hoje. Esse texto que nunca postei é um dos bilhetes que ele ia escrevendo na bancada do Jornal da Band para cada responsável por cada notícia enquanto elas ainda estavam no ar“, disse Veruska.
“Que nossas filhas tenham pra sempre dentro delas esse exemplo. Minha imensa e eterna admiração”, completou.
+ leia o texto na íntegra:
“Estou, neste momento, baixando uma determinação aos editores: matérias sobre praias – especialmente no Rio – NÃO DEVERÃO MAIS incluir aquela imagem vulgar e manjadíssima de senhoras de variadas idades deitadas de bruço, na areia, numa exposição grotesca de seus corpos, pelo ângulo e, não raro, pela silhueta transbordante.
Há quem possa achar bonito, sentir tesão, considerar típico, mas é apenas clichê, demonstração de preguiça e machismo típico de porta de botequim. Casei, tenho seis filhos e gosto de mulher, mas essa figurinha carimbada dos VTs (e, aliás, de todos os VTs do gênero, inclusive da concorrência) me causa revolta. As praias em dias de calor – em especial as cariocas – são um festival de vida e de beleza, inclusive (e, talvez principalmente) feminina.
Que nossas equipes tenham a devida inspiração – ou orientação – para abolirem o mau gosto. Aliás, um bom desafio à imaginação dos repórteres cinematográficos será seduzir-nos com novos olhares sobre sereias da cidade maravilhosa. Afinal, talvez eles ignorem, mulheres também têm frente, seios, rosto, olhos, pernas, sorrisos, filhos, irmão…”.