Com show de itens individuais, Caprichoso traz surpresas e efeitos na luta pelo tri

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O Boi-Bumbá Caprichoso provou na madrugada deste sábado (29) que está focado no tricampeonato. Segundo a se apresentar na primeira noite do Festival Folclórico de Parintins 2019, o touro negro teve como ponto alto o excelente desempenho dos itens individuais, além da beleza plástica de alegorias e figurinos, mas enfrentou problemas em montagem de certos […]

POR João Carlos Martins 29/6/2019| 4 min de leitura

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Primeira noite do Caprichoso 2019. Foto: Diego Araújo/SRzd

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O Boi-Bumbá Caprichoso provou na madrugada deste sábado (29) que está focado no tricampeonato. Segundo a se apresentar na primeira noite do Festival Folclórico de Parintins 2019, o touro negro teve como ponto alto o excelente desempenho dos itens individuais, além da beleza plástica de alegorias e figurinos, mas enfrentou problemas em montagem de certos módulos alegóricos.

+ Galeria de fotos

O boi azulado defendeu o subtema “Mátria Brasilis – Do caos à utopia” – parte do tema geral “Um canto de esperança para mátria brasilis”. Para explicar o assunto e mostrar o início da vida no planeta, o Caprichoso iniciou sua apresentação com o módulo alegórico “Yebá – A Deusa Brasilis”, que representou o começo da vida na Terra. A alegoria trouxe a porta-estandarte Marcela Marialva, que nunca levou nota diferente de 10 e tem tudo para manter o retrospecto.

No momento da apresentação, seis paraquedistas saltaram no céu de Parintins, acima do Bumbódromo, com efeitos de fogo nos equipamentos. Eles imitaram os raios de Yebá e levaram o público da Arena à loucura.

Primeira noite do Caprichoso 2019. Foto: Diego Araújo/SRzd

Vale ressalvar a beleza dos grupos de dança do Caprichoso no início da apresentação. Pessoas que simbolizavam pássaros formaram um cenário encantador e lúdico na abertura do bumbá. A coreografia do boi foi também, sem dúvidas, um dos pontos altos da sua apresentação na primeira noite.

A lenda amazônia “Mura-Pirahã – Três preces de esperança”, assinada pelo artista Carivardo, impressionou pela grandiosidade da alegoria, mas teve problemas para ser montada. Apesar da beleza plástica, a lenda não ficou tão clara para quem estava assistindo. A cunhã-poranga Marciele Albuquerque veio no módulo alegórico e teve apresentação segura.

Primeira noite do Caprichoso 2019. Foto: Diego Araújo/SRzd

Outro ponto forte de coreografia do Caprichoso foi com as tribos indígenas. Um espetáculo de dança, cênica e figurinos. Em determinado momento da encenação, o ex-levantador de toadas e apresentador do Caprichoso Arlindo Júnior surgiu para cantar a música “Pesadelo dos Navegantes”, que marcou época no Festival de Parintins. O momento foi emocionante, já que o cantor luta contra uma metástase nos ossos e está em fase de tratamento.

Quem também foi um dos trunfos do Caprichoso na apresentação foi o líder Yanomani Davi Kopenawa, que discursou antes do ritual indígena.

Primeira noite do Caprichoso 2019. Foto: Diego Araújo/SRzd

A celebração folclórica “Festa de um boi brasileiro” trouxe o bumbá azulado, conduzido por Alexandre Azevedo, que fez grande apresentação na defesa do item de número 10. A alegoria também revelou a sinhazinha da fazenda Valentina Cid. Ela surpreendeu com um vestido que se transformou e evoluiu com graça e leveza.

A toada escolhida para valer ponto na noite foi “Um canto de esperança para mátria brasilis”, bem defendida pelo levantador de toadas David Assayag. O apresentador Edmundo Oran foi seguro, mas elevou a voz um pouco além do que devia, em alguns momentos. O amo do Boi, Prince do Caprichoso, mostrou versatilidade ao tocar berrante e criatividade nos versos. Já a galera participou e contribuiu com o espetáculo ao utilizar diversos adereços.

Primeira noite do Caprichoso 2019. Foto: Diego Araújo/SRzd

A figura típica regional, “O Mateiro”, assinada por Alex Salvador, exibiu uma das mais belas alegorias da noite, mas foi prejudicada por não ter sido montada da forma correta. Ao final da apresentação, surgiu a rainha do folclore Cleise Simas. Ela, que estreou no Caprichoso, teve o melhor desempenho de todos os itens femininos do bumbá.

O ápice da apresentação ficou por conta do ritual indígena “Yanomami – A cura da Terra”, que trouxe o pajé Netto Simões. A fantasia do xamã da tribo trazia cobras que eram elevadas em determinado momento. A apresentação de Netto, ao som da toada “Waiá-Toré”, levou a galera ao delírio.

O Boi Caprichoso encerrou sua passagem na primeira noite com 2 horas e 28 minutos.

Primeira noite do Caprichoso 2019. Foto: Diego Araújo/SRzd

*Colaboraram Diego Araújo e Júlia Andrade

O Boi-Bumbá Caprichoso provou na madrugada deste sábado (29) que está focado no tricampeonato. Segundo a se apresentar na primeira noite do Festival Folclórico de Parintins 2019, o touro negro teve como ponto alto o excelente desempenho dos itens individuais, além da beleza plástica de alegorias e figurinos, mas enfrentou problemas em montagem de certos módulos alegóricos.

+ Galeria de fotos

O boi azulado defendeu o subtema “Mátria Brasilis – Do caos à utopia” – parte do tema geral “Um canto de esperança para mátria brasilis”. Para explicar o assunto e mostrar o início da vida no planeta, o Caprichoso iniciou sua apresentação com o módulo alegórico “Yebá – A Deusa Brasilis”, que representou o começo da vida na Terra. A alegoria trouxe a porta-estandarte Marcela Marialva, que nunca levou nota diferente de 10 e tem tudo para manter o retrospecto.

No momento da apresentação, seis paraquedistas saltaram no céu de Parintins, acima do Bumbódromo, com efeitos de fogo nos equipamentos. Eles imitaram os raios de Yebá e levaram o público da Arena à loucura.

Primeira noite do Caprichoso 2019. Foto: Diego Araújo/SRzd

Vale ressalvar a beleza dos grupos de dança do Caprichoso no início da apresentação. Pessoas que simbolizavam pássaros formaram um cenário encantador e lúdico na abertura do bumbá. A coreografia do boi foi também, sem dúvidas, um dos pontos altos da sua apresentação na primeira noite.

A lenda amazônia “Mura-Pirahã – Três preces de esperança”, assinada pelo artista Carivardo, impressionou pela grandiosidade da alegoria, mas teve problemas para ser montada. Apesar da beleza plástica, a lenda não ficou tão clara para quem estava assistindo. A cunhã-poranga Marciele Albuquerque veio no módulo alegórico e teve apresentação segura.

Primeira noite do Caprichoso 2019. Foto: Diego Araújo/SRzd

Outro ponto forte de coreografia do Caprichoso foi com as tribos indígenas. Um espetáculo de dança, cênica e figurinos. Em determinado momento da encenação, o ex-levantador de toadas e apresentador do Caprichoso Arlindo Júnior surgiu para cantar a música “Pesadelo dos Navegantes”, que marcou época no Festival de Parintins. O momento foi emocionante, já que o cantor luta contra uma metástase nos ossos e está em fase de tratamento.

Quem também foi um dos trunfos do Caprichoso na apresentação foi o líder Yanomani Davi Kopenawa, que discursou antes do ritual indígena.

Primeira noite do Caprichoso 2019. Foto: Diego Araújo/SRzd

A celebração folclórica “Festa de um boi brasileiro” trouxe o bumbá azulado, conduzido por Alexandre Azevedo, que fez grande apresentação na defesa do item de número 10. A alegoria também revelou a sinhazinha da fazenda Valentina Cid. Ela surpreendeu com um vestido que se transformou e evoluiu com graça e leveza.

A toada escolhida para valer ponto na noite foi “Um canto de esperança para mátria brasilis”, bem defendida pelo levantador de toadas David Assayag. O apresentador Edmundo Oran foi seguro, mas elevou a voz um pouco além do que devia, em alguns momentos. O amo do Boi, Prince do Caprichoso, mostrou versatilidade ao tocar berrante e criatividade nos versos. Já a galera participou e contribuiu com o espetáculo ao utilizar diversos adereços.

Primeira noite do Caprichoso 2019. Foto: Diego Araújo/SRzd

A figura típica regional, “O Mateiro”, assinada por Alex Salvador, exibiu uma das mais belas alegorias da noite, mas foi prejudicada por não ter sido montada da forma correta. Ao final da apresentação, surgiu a rainha do folclore Cleise Simas. Ela, que estreou no Caprichoso, teve o melhor desempenho de todos os itens femininos do bumbá.

O ápice da apresentação ficou por conta do ritual indígena “Yanomami – A cura da Terra”, que trouxe o pajé Netto Simões. A fantasia do xamã da tribo trazia cobras que eram elevadas em determinado momento. A apresentação de Netto, ao som da toada “Waiá-Toré”, levou a galera ao delírio.

O Boi Caprichoso encerrou sua passagem na primeira noite com 2 horas e 28 minutos.

Primeira noite do Caprichoso 2019. Foto: Diego Araújo/SRzd

*Colaboraram Diego Araújo e Júlia Andrade

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