Novo capítulo. Ao alterar a letra da música “Caranguejo”, substituindo “saudando a rainha Iemanjá” por “eu canto meu rei Yeshua”, Claudia Leitte gerou polêmica inúmeras e viu muitas reações sobre intolerância religiosa.
O Ministério Público abriu uma denúncia contra a cantora de 44 anos. O que também chamou a atenção foi o apoio de Ivete Sangalo nas críticas contra a colega de profissão, o que teria motivado o bloqueio que a loira fez em Ivete nas redes sociais.
Em entrevista ao colunista Lucas Pasin, do UOL, Claudia Leitte falou sobre a polêmica e contou como lida com a situação ao decidir não se manifestar sobre o caso.
Na primeira manifestação dela em torno da situação que associou seu nome ao de Sangalo, Leite ressaltou a maturidade construída em sua vida ao longo dos últimos anos, e destacou que prioriza a saúde mental.
“Nunca falei da vida de ninguém esses anos todos. Não quero falar nada da vida de ninguém, não. Está tudo certo como está. Todo mundo fazendo música, produzindo e trabalhando. Não quero falar de ninguém. Tenho a minha psiquiatra há três ou quatro anos e tenho uma família maravilhosa que me ajuda a manter o senso”, disse.
Claudia ressaltou que tem uma carreira de um pouco mais de 20 anos e se considera “paleozoica”, apesar de destacar “que manifestou emoções, mas era uma menina e que teve tempo para amadurecer, hoje faz escolhas muito conscientes”.
“Tenho uma carreira de um pouco mais de 20 anos e me considero ‘paleozoica’ na internet. Amadureci num sistema que estava em mutação. Manifestei emoções, era uma menina. Mas tive tempo para amadurecer e, hoje, faço escolhas muito conscientes [sobre o que se manifestar nas redes]”, completou.
Sobre sua postura discreta na web, Claudia explicou: “Não é questão de discrição, é de consciência mesmo. Se eu sair da minha identidade, do meu foco, vou acabar me perdendo”.
Por fim, ela reforçou que, ao longo da carreira, aprendeu a se manter fiel ao seu caminho, mesmo diante dos percalços: “É importante descobrir quem você é, focar nisso, e seguir fazendo, mesmo que haja percalços e tumulto”.
