Gilberto Gil processa padre por deboche após morte de Preta
Processo. O cantor Gilberto Gil e família acionaram na Justiça o padre Danilo César, da Paróquia São José de Campina Grande, na Paraíba, por “intolerância religiosa e racismo religioso”. O religioso havia zombado da morte da cantora ao falar sobre como os orixás não “ressuscitaram” a famosa, vítima de um câncer. “Porque Deus sabe o […]
PORRedação SRzd13/10/2025|
2 min de leitura
Gilberto Gil e Preta Gil. Foto: Reprodução/Instagram
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Processo. O cantor Gilberto Gil e família acionaram na Justiça o padre Danilo César, da Paróquia São José de Campina Grande, na Paraíba, por “intolerância religiosa e racismo religioso”.
O religioso havia zombado da morte da cantora ao falar sobre como os orixás não “ressuscitaram” a famosa, vítima de um câncer.
“Porque Deus sabe o que faz. Se for pra você morrer, vai morrer, e Deus sabe que a morte é o melhor pra você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, indagou ele, durante uma missa realizada no final de julho. A fala foi gravada e viralizou nas redes sociais.
“E tem gente católico que pede essas forças ocultas. Eu só queria que o diabo viesse e levasse. Quando acordar com calor no inferno, você não sabe o que vai fazer”, completa a gravação.
O caso gerou repercussão nacional, indignação de entidades religiosas e abertura de inquérito policial.
Segundo Lauro Jardim, colunista do jornal “O Globo”, são autores da ação, em que é pedida uma indenização de R$ 370 mil, Gilberto Gil, sua mulher, Flora; Nara, Marília, Bela, Maria, Bem e José, irmãos de Preta; e Francisco, filho de Preta.
A ação de indenização acrescenta que “a homilia também foi reproduzida nas redes sociais, o que acabou por incentivar uma corrente de comentários de terceiros, sendo a causa de uma onda de racismo religioso e intolerância religiosa”.
Segundo a publicação, uma notificação extrajudicial enviada à Diocese de Campina Grande exigindo retratação pública e punição ao padre Danilo César foi ignorada.
A Diocese de Campina Grande disse, na ocasião, que o sacerdote iria prestar todos os esclarecimentos necessários aos órgãos competentes.
A fala do sacerdote foi considerada como preconceituosa pela Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria, da região de Areial.
Após o vídeo gerar repercussão, o presidente da Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria, Rafael Generiano, prestou um boletim de ocorrência, o
primeiro, por intolerância religiosa contra o padre, que não se pronunciou sobre o assunto.
Processo. O cantor Gilberto Gil e família acionaram na Justiça o padre Danilo César, da Paróquia São José de Campina Grande, na Paraíba, por “intolerância religiosa e racismo religioso”.
O religioso havia zombado da morte da cantora ao falar sobre como os orixás não “ressuscitaram” a famosa, vítima de um câncer.
“Porque Deus sabe o que faz. Se for pra você morrer, vai morrer, e Deus sabe que a morte é o melhor pra você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, indagou ele, durante uma missa realizada no final de julho. A fala foi gravada e viralizou nas redes sociais.
“E tem gente católico que pede essas forças ocultas. Eu só queria que o diabo viesse e levasse. Quando acordar com calor no inferno, você não sabe o que vai fazer”, completa a gravação.
O caso gerou repercussão nacional, indignação de entidades religiosas e abertura de inquérito policial.
Segundo Lauro Jardim, colunista do jornal “O Globo”, são autores da ação, em que é pedida uma indenização de R$ 370 mil, Gilberto Gil, sua mulher, Flora; Nara, Marília, Bela, Maria, Bem e José, irmãos de Preta; e Francisco, filho de Preta.
A ação de indenização acrescenta que “a homilia também foi reproduzida nas redes sociais, o que acabou por incentivar uma corrente de comentários de terceiros, sendo a causa de uma onda de racismo religioso e intolerância religiosa”.
Segundo a publicação, uma notificação extrajudicial enviada à Diocese de Campina Grande exigindo retratação pública e punição ao padre Danilo César foi ignorada.
A Diocese de Campina Grande disse, na ocasião, que o sacerdote iria prestar todos os esclarecimentos necessários aos órgãos competentes.
A fala do sacerdote foi considerada como preconceituosa pela Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria, da região de Areial.
Após o vídeo gerar repercussão, o presidente da Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria, Rafael Generiano, prestou um boletim de ocorrência, o
primeiro, por intolerância religiosa contra o padre, que não se pronunciou sobre o assunto.