Irmão de Lô Borges relata angústia dos últimos dias de vida do cantor
Música. O cantor e compositor Lô Borges morreu no dia 2 de novembro, em Belo Horizonte. Aos 73 anos, ele estava internado desde o dia 18 de outubro tratando um quadro de intoxicação medicamentosa e teve falência múltipla de órgãos após passar por uma traqueostomia. Em meio ao período de luto, um dos irmãos dele, […]
Aos 73 anos, ele estava internado desde o dia 18 de outubro tratando um quadro de intoxicação medicamentosa e teve falência múltipla de órgãos após passar por uma traqueostomia.
Em meio ao período de luto, um dos irmãos dele, Telo Borges, descreveu a angústia de ver o irmão no CTI de um hospital antes de falecer.
Ele contou a forma como recebeu a notícia da internação de um dos fundadores do movimento Clube da Esquina e a evolução do quadro dele até a morte.
“Tudo começou naquele fatídico domingo à noite em que o meu irmão Yé me ligou dizendo que o Lô estava internado e entubado no CTI e na hora eu tive uma dor de barriga, um choro com oração e ali começava uma dolorosa maratona. No dia seguinte eu estava lá, cedo, no CTI ao lado dele e do Yé. E essa rotina se estendeu por fatídicos 17 dias. Dias de pequenas vitórias, passos pra frente e outros tantos pra trás, súplicas, choros, orações, boletins cuidadosos pra família com otimismo mas sempre nos preparando pra tudo. Os dias finais foram de notícias bem ruins sobre a situação até chegarmos no domingo quando não nos deixaram entrar no CTI pela manhã”, disse em publicação feita no Instagram.
“Ficamos observando pelo vidro o movimento lá dentro do CTI; o corre corre…chega uma das atendentes e diz que a psicóloga iria conversar com a gente. Minhas pernas bambearam..senti o coração batendo na boca. O Yé sugeriu que eu tomasse um calmante, peguei um pedaço do comprimido, coloquei na boca mas cuspi em seguida. Falei com o Yé que precisava andar urgente… sair andando…. Caminhei na praça em frente ao hospital, liguei pra minha filha. Quando desliguei abri a boca, chorei alto e depois voltei pra conversar com os médicos. A coisa estava por um fio. Fomos pra Sta Tereza comunicar os outros irmãos. No final da tarde voltei pro hospital e vi que não era mais o Lô que estava respirando…só as máquinas….Orei…marquei de encontrar com ele na eternidade e fui pra casa. Uma hora depois o Yé me avisa que o hospital tinha ligado. Respirei fundo…de novo o coração na boca e tentei me recuperar e me preparar pra ser útil de alguma maneira em meio ao estrondo ensurdecedor”, completou.
“Hoje me sinto como um ferido numa batalha que foi perdida mas eu sei em quem tenho crido e que a vida, a morte, as coisas do passado, do presente e do porvir e toda essa guerra da existência humana só tem um grande e absoluto vencedor, a saber, Cristo Jesus meu Senhor e Salvador. À Ele entrego o meu irmão, minha família, minha vida, o meu luto, a minha dor e a minha emoção”, finalizou.
Aos 73 anos, ele estava internado desde o dia 18 de outubro tratando um quadro de intoxicação medicamentosa e teve falência múltipla de órgãos após passar por uma traqueostomia.
Em meio ao período de luto, um dos irmãos dele, Telo Borges, descreveu a angústia de ver o irmão no CTI de um hospital antes de falecer.
Ele contou a forma como recebeu a notícia da internação de um dos fundadores do movimento Clube da Esquina e a evolução do quadro dele até a morte.
“Tudo começou naquele fatídico domingo à noite em que o meu irmão Yé me ligou dizendo que o Lô estava internado e entubado no CTI e na hora eu tive uma dor de barriga, um choro com oração e ali começava uma dolorosa maratona. No dia seguinte eu estava lá, cedo, no CTI ao lado dele e do Yé. E essa rotina se estendeu por fatídicos 17 dias. Dias de pequenas vitórias, passos pra frente e outros tantos pra trás, súplicas, choros, orações, boletins cuidadosos pra família com otimismo mas sempre nos preparando pra tudo. Os dias finais foram de notícias bem ruins sobre a situação até chegarmos no domingo quando não nos deixaram entrar no CTI pela manhã”, disse em publicação feita no Instagram.
“Ficamos observando pelo vidro o movimento lá dentro do CTI; o corre corre…chega uma das atendentes e diz que a psicóloga iria conversar com a gente. Minhas pernas bambearam..senti o coração batendo na boca. O Yé sugeriu que eu tomasse um calmante, peguei um pedaço do comprimido, coloquei na boca mas cuspi em seguida. Falei com o Yé que precisava andar urgente… sair andando…. Caminhei na praça em frente ao hospital, liguei pra minha filha. Quando desliguei abri a boca, chorei alto e depois voltei pra conversar com os médicos. A coisa estava por um fio. Fomos pra Sta Tereza comunicar os outros irmãos. No final da tarde voltei pro hospital e vi que não era mais o Lô que estava respirando…só as máquinas….Orei…marquei de encontrar com ele na eternidade e fui pra casa. Uma hora depois o Yé me avisa que o hospital tinha ligado. Respirei fundo…de novo o coração na boca e tentei me recuperar e me preparar pra ser útil de alguma maneira em meio ao estrondo ensurdecedor”, completou.
“Hoje me sinto como um ferido numa batalha que foi perdida mas eu sei em quem tenho crido e que a vida, a morte, as coisas do passado, do presente e do porvir e toda essa guerra da existência humana só tem um grande e absoluto vencedor, a saber, Cristo Jesus meu Senhor e Salvador. À Ele entrego o meu irmão, minha família, minha vida, o meu luto, a minha dor e a minha emoção”, finalizou.