"Há três lados da mesma história: o meu lado, o seu lado e a verdade. Ninguém está mentindo. As lembranças servem a cada um de forma diferente". Bob Evans
POR Redação SRzd 29/6/2006| 4 min de leitura
"Há três lados da mesma história: o meu lado, o seu lado e a verdade. Ninguém está mentindo. As lembranças servem a cada um de forma diferente". Bob Evans
POR Redação SRzd 29/6/2006| 4 min de leitura

(The Kid Stays in the Picture)
EUA, 2002
De Nanette Burnstein e Brett Morgan
Roteiro de Brett Morgen, baseado na autobiografia de Robert Evans
“Há três lados da mesma história: o meu lado, o seu lado e a verdade. Ninguém está mentindo. As lembranças servem a cada um de forma diferente” Bob Evans
As primeiras cenas do filme mostram a mansão de duas mil roseiras, paraíso que Evans escolheu para viver. Os porta-retratos espalhados pela sala refletem o glamour do dono: Dustin Hoffman, Jack Nicholson, Roman Polanski, Ali Mac Graw abraçada ao seu bebê. Evans foi um homem que levou a Paramount, nono lugar na lista dos grandes estúdios de Hollywood, ao ápice do sucesso.
O filme é narrado por ele – na verdade, é a reprodução de um livro falado que gravou. E conta sua trajetória vitoriosa, mas cheia de altos e baixos, como é de se esperar quando se fala na vida de um dos nomes mais importantes do cinema contemporâneo.
Se Evans tinha intuição e inteligência suficientes para produzir os filmes mais interessantes das décadas de 70 e 80, não se pode negar que a sorte tenha sido um fator importante na sua carreira.
Sorte de, praticamente do nada, ser chamado para contracenar com Ava Gardner em “Agora brilha o sol (causando ira em Hemingway, autor do livro), porque Darryl F. Zanuck, o chefão da 20th Century Fox, foi com a cara dele, um ator desconhecido.
Toda a equipe pediu demissão, e Zanuck pegou um megafone e ameaçou:”O garoto fica no filme. Quem não concordar, que se mande” – daí o título original. Evans teve sorte em conhecer e se apaixonar por Ali MacGraw que, além de linda e moderna, detinha os direitos de “Love story”.
Mas claro que nada adiantaria se ele, já um grande executivo da Paramount, não tivesse determinação de apostar em filmes que o estúdio se negava a produzir. Como “O bebê de Rosemary”, O poderoso Chefão” (“Filmes sobre a máfia nunca dão certo”) e “Love story”, responsável por um baby boom.
Rei do marketing, Robert Evans era tão poderoso que ligou para Henry Kissinger, quase intimando-o a ir a estréia de “O poderoso Chefão”. O secretário de Estado americano não podia ir, mas foi mesmo assim, apesar de ter que dormir cedo. No dia seguinte teria algo importante a fazer: uma reunião em Moscou.
Depois da cena onde Jennifer, a personagem de Ali MacGraw em “Love story”, chora, ela diz ao marido: “As lágrimas foram pra você”. Ele conta que, naquele momento, chorou de felicidade por tê-la ao seu lado, como sua mulher.
Porém, mesmo jurando amor eterno à atriz ‘ que, quando “Love story” entrou em cartaz, se tornou a mulher mais poderosa dos Estados Unidos, junto com Jackie Kennedy – estava envolvido demais com o filme de Coppola e não pôde cumprir o prometido de estar sempre ao seu lado. Então a atriz foi rodar “Os implacáveis” e se apaixonou loucamente pelo astro do momento, Steve Mc Queen, seu par no filme. Bob ficou na pior. Na década seguinte ele desceu aos infernos, envolvido com cocaína, brigas nos tribunais, chegando a ser internado num asilo para loucos e ver seu nome estampado nos jornais, acusado de assassinato.
“Minha maior realização profissional foi me manter vivo”, conclui. É um documentário diferente de tudo que você já viu, é um documentário reluzente. Cinco estrelas fácil.
Extra Os diretores levaram um ano para convencer Bob a autorizar a realização do documentário, que foge do lugar comum. Com 73 anos, o produtor continua fazendo filmes, ainda que não tão bons. Evans produziu 30 grandes filmes e supervisionou centenas de outros.
Marina W. é jornalista
www.blowg.pixelzine.com

(The Kid Stays in the Picture)
EUA, 2002
De Nanette Burnstein e Brett Morgan
Roteiro de Brett Morgen, baseado na autobiografia de Robert Evans
“Há três lados da mesma história: o meu lado, o seu lado e a verdade. Ninguém está mentindo. As lembranças servem a cada um de forma diferente” Bob Evans
As primeiras cenas do filme mostram a mansão de duas mil roseiras, paraíso que Evans escolheu para viver. Os porta-retratos espalhados pela sala refletem o glamour do dono: Dustin Hoffman, Jack Nicholson, Roman Polanski, Ali Mac Graw abraçada ao seu bebê. Evans foi um homem que levou a Paramount, nono lugar na lista dos grandes estúdios de Hollywood, ao ápice do sucesso.
O filme é narrado por ele – na verdade, é a reprodução de um livro falado que gravou. E conta sua trajetória vitoriosa, mas cheia de altos e baixos, como é de se esperar quando se fala na vida de um dos nomes mais importantes do cinema contemporâneo.
Se Evans tinha intuição e inteligência suficientes para produzir os filmes mais interessantes das décadas de 70 e 80, não se pode negar que a sorte tenha sido um fator importante na sua carreira.
Sorte de, praticamente do nada, ser chamado para contracenar com Ava Gardner em “Agora brilha o sol (causando ira em Hemingway, autor do livro), porque Darryl F. Zanuck, o chefão da 20th Century Fox, foi com a cara dele, um ator desconhecido.
Toda a equipe pediu demissão, e Zanuck pegou um megafone e ameaçou:”O garoto fica no filme. Quem não concordar, que se mande” – daí o título original. Evans teve sorte em conhecer e se apaixonar por Ali MacGraw que, além de linda e moderna, detinha os direitos de “Love story”.
Mas claro que nada adiantaria se ele, já um grande executivo da Paramount, não tivesse determinação de apostar em filmes que o estúdio se negava a produzir. Como “O bebê de Rosemary”, O poderoso Chefão” (“Filmes sobre a máfia nunca dão certo”) e “Love story”, responsável por um baby boom.
Rei do marketing, Robert Evans era tão poderoso que ligou para Henry Kissinger, quase intimando-o a ir a estréia de “O poderoso Chefão”. O secretário de Estado americano não podia ir, mas foi mesmo assim, apesar de ter que dormir cedo. No dia seguinte teria algo importante a fazer: uma reunião em Moscou.
Depois da cena onde Jennifer, a personagem de Ali MacGraw em “Love story”, chora, ela diz ao marido: “As lágrimas foram pra você”. Ele conta que, naquele momento, chorou de felicidade por tê-la ao seu lado, como sua mulher.
Porém, mesmo jurando amor eterno à atriz ‘ que, quando “Love story” entrou em cartaz, se tornou a mulher mais poderosa dos Estados Unidos, junto com Jackie Kennedy – estava envolvido demais com o filme de Coppola e não pôde cumprir o prometido de estar sempre ao seu lado. Então a atriz foi rodar “Os implacáveis” e se apaixonou loucamente pelo astro do momento, Steve Mc Queen, seu par no filme. Bob ficou na pior. Na década seguinte ele desceu aos infernos, envolvido com cocaína, brigas nos tribunais, chegando a ser internado num asilo para loucos e ver seu nome estampado nos jornais, acusado de assassinato.
“Minha maior realização profissional foi me manter vivo”, conclui. É um documentário diferente de tudo que você já viu, é um documentário reluzente. Cinco estrelas fácil.
Extra Os diretores levaram um ano para convencer Bob a autorizar a realização do documentário, que foge do lugar comum. Com 73 anos, o produtor continua fazendo filmes, ainda que não tão bons. Evans produziu 30 grandes filmes e supervisionou centenas de outros.
Marina W. é jornalista
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