Daniel Filho sobre saída da TV Globo: ‘Amigos falsos e inimigos poderosos’
Bastidores. Considerado como um dos maiores nomes da dramaturgia nacional, Daniel Filho deixou a TV Globo pela primeira vez em 1991, após liderar a Central Globo de Produção nos anos 80. Ele retornou ao canal em 1995 como diretor de núcleo e permaneceu até janeiro de 2015, quando encerrou seu contrato de exclusividade para focar […]
PORRedação SRzd26/5/2026|
2 min de leitura
Daniel Filho. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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Bastidores. Considerado como um dos maiores nomes da dramaturgia nacional, Daniel Filho deixou a TV Globo pela primeira vez em 1991, após liderar a Central Globo de Produção nos anos 80.
Ele retornou ao canal em 1995 como diretor de núcleo e permaneceu até janeiro de 2015, quando encerrou seu contrato de exclusividade para focar em produções independentes no cinema e TV.
Em entrevista ao programa “Sem Censura”, exibido pela TV Brasil, o diretor de 88 anos expôs os motivos por trás do seu desligamento da maior emissora do país.
“Eu me reencontrei. O poder é um lugar muito complexo, que cria muitos amigos falsos e inimigos poderosos. Eu até usei essa frase quando pedi demissão (da Globo), o que foi um espanto para todo mundo. Eu estava ganhando uma fortuna. Eu disse: ‘eu quero saber quem sou eu sem essa cadeira em que estou sentado’. A cadeira do poder é uma cadeira que cria uma redoma em torno de você”, disse.
Com uma vida dedicada à arte e mais de 70 anos de carreira, Daniel citou falta de reconhecimento ao lembrar saída da empresa.
“Eu dizia: ‘estou pedindo para sair, porque não aguento mais’. Porque também tinha um outro lado terrível, que era, mal comparando, eu preparava a parceira e, na hora de ir para a cama, eu entregava para outro fazer (risos). Então, quer dizer, ficava preparando o programa, ideia… É realmente muito frustrante”, explicou.
“E eu estava com tanta razão, que produzi um programa, que foi o ‘Confissões de Adolescente’ (1994, exibido na TV Cultura), que é algo meu. E se você pensar o que está na TV Globo, que meu nome nem aparece, nem dizem que eu tenho algo a ver com isso…Então, finalmente, eu consegui ter algo que eu posso chamar de meu”, acrescentou.
O sucesso “Confissões de Adolescente”, então, fez com que a emissora desejasse o retorno de Daniel, o que ocorreu em 1995. Ele, que trabalhou em novelas como “Irmãos Coragem” (1970), “Selva de Pedra” (1972) e “Pecado Capital” (1975), deixou o canal em definitivo vinte anos depois.
+ assista:
“O poder é um lugar muito complexo que cria amigos falsos e inimigos poderosos.”
Bastidores. Considerado como um dos maiores nomes da dramaturgia nacional, Daniel Filho deixou a TV Globo pela primeira vez em 1991, após liderar a Central Globo de Produção nos anos 80.
Ele retornou ao canal em 1995 como diretor de núcleo e permaneceu até janeiro de 2015, quando encerrou seu contrato de exclusividade para focar em produções independentes no cinema e TV.
Em entrevista ao programa “Sem Censura”, exibido pela TV Brasil, o diretor de 88 anos expôs os motivos por trás do seu desligamento da maior emissora do país.
“Eu me reencontrei. O poder é um lugar muito complexo, que cria muitos amigos falsos e inimigos poderosos. Eu até usei essa frase quando pedi demissão (da Globo), o que foi um espanto para todo mundo. Eu estava ganhando uma fortuna. Eu disse: ‘eu quero saber quem sou eu sem essa cadeira em que estou sentado’. A cadeira do poder é uma cadeira que cria uma redoma em torno de você”, disse.
Com uma vida dedicada à arte e mais de 70 anos de carreira, Daniel citou falta de reconhecimento ao lembrar saída da empresa.
“Eu dizia: ‘estou pedindo para sair, porque não aguento mais’. Porque também tinha um outro lado terrível, que era, mal comparando, eu preparava a parceira e, na hora de ir para a cama, eu entregava para outro fazer (risos). Então, quer dizer, ficava preparando o programa, ideia… É realmente muito frustrante”, explicou.
“E eu estava com tanta razão, que produzi um programa, que foi o ‘Confissões de Adolescente’ (1994, exibido na TV Cultura), que é algo meu. E se você pensar o que está na TV Globo, que meu nome nem aparece, nem dizem que eu tenho algo a ver com isso…Então, finalmente, eu consegui ter algo que eu posso chamar de meu”, acrescentou.
O sucesso “Confissões de Adolescente”, então, fez com que a emissora desejasse o retorno de Daniel, o que ocorreu em 1995. Ele, que trabalhou em novelas como “Irmãos Coragem” (1970), “Selva de Pedra” (1972) e “Pecado Capital” (1975), deixou o canal em definitivo vinte anos depois.
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“O poder é um lugar muito complexo que cria amigos falsos e inimigos poderosos.”