Ex-manda-chuva do SBT: ‘Falta de experiência e egos ditam o futuro da emissora’

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Televisão. Luciano Callegari, de 86 anos, ex-manda-chuva do SBT, criticou a gestão da emissora pelas filhas do apresentador, falecido aos 93 anos, no dia 17 de agosto, em São Paulo. Segundo ele, a ‘falta de experiência e os egos são o que ditam o futuro da emissora’. “Não precisou o Silvio morrer para sabermos qual […]

POR Redação SRzd 2/9/2024| 3 min de leitura

Luciano Callegari e Silvio Santos. Foto; Reprodução/Instagram

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Televisão. Luciano Callegari, de 86 anos, ex-manda-chuva do SBT, criticou a gestão da emissora pelas filhas do apresentador, falecido aos 93 anos, no dia 17 de agosto, em São Paulo. Segundo ele, a ‘falta de experiência e os egos são o que ditam o futuro da emissora’.

“Não precisou o Silvio morrer para sabermos qual será o caminho do SBT. Desde que o Silvio deixou de participar, e suas filhas e a Iris lideraram os negócios, vimos que a falta de experiência e os egos são o que ditam hoje o caminho do SBT. Infelizmente, o SBT deixou de ser vice-líder numa rapidez alarmante, e o caminho contrário é muito mais difícil”, disse em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. “Acho que tem que haver um equilíbrio entre a marca colocada pelo Silvio e a modernização. Modernizar não quer dizer que você destruirá o DNA da empresa. É triste ver o caminho que o SBT está tomando”, comentou.

Na entrevista, o empresário também comentou que não considera a apresentadora Eliana uma estrela de primeira grandeza e criticou a ideia de Daniela Beyruti, presidente do SBT, de tornar a emissora em uma “Disney brasileira”.

Callegari trabalhou com Silvio Santos por mais de 40 anos, desde quando o comunicador apresentava show em circos. O empresário participou da criação do SBT, onde permaneceu até o fim dos anos 1990, quando a emissora conquistou a vice-liderança de audiência e lutava pelo primeiro lugar com a TV Globo. Durante este período, os dois ficaram muito amigos e conversavam horas para definir os rumos da emissora paulista.

“Só aconteceu [o sucesso] porque conversávamos dez horas por dia, em média. Não tinha ego envolvido [entre] ele e eu. Discutimos por horas os melhores talentos para a programação e o que deveria ser feito. Tínhamos intimidade, de fato, de poder falar tudo um para o outro, sem qualquer tipo de preocupação. Isso ajudou no desenvolvimento da emissora. A paixão que temos pela televisão se refletiu na audiência”, afirmou.

Pouco depois da pandemia de covid-19, o empresário e a família foram convidados para jantar na mansão Abravanel, em São Paulo. Segundo ele, o encontro tinha tom de despedida.

“[Ele não estava bem de saúde], senti que ele queria falar alguma coisa, mas não conseguia. O que ficou gravado [na minha memória] é que na hora em que eu estava saindo, ele me chamou numa outra sala e me disse se eu precisava de alguma coisa. Foi a última vez que eu falei com meu amigo”, recordou.

Apesar das críticas à administração das herdeiras do Homem do Baú, Callegari ressaltou os laços entre as famílias.

“A minha maior satisfação não foi ser o melhor amigo do Silvio, como ele disse diversas vezes. Mas foi ver que nossas famílias também se davam bem. A Anna [mulher de Callegari, já falecida] e a Iris sempre se deram muito bem, viajávamos muito juntos nas férias para a Flórida, e os meus filhos [Luciano Jr., Mauro, Rodrigo e Rogério] e as meninas [filhas de Silvio] sempre se deram muito bem também. A gente era uma família como na televisão”.

+Em homenagem ao amigo, Luciano Callegari publicou o seguinte post no Instagram no dia 20 de agosto:

Televisão. Luciano Callegari, de 86 anos, ex-manda-chuva do SBT, criticou a gestão da emissora pelas filhas do apresentador, falecido aos 93 anos, no dia 17 de agosto, em São Paulo. Segundo ele, a ‘falta de experiência e os egos são o que ditam o futuro da emissora’.

“Não precisou o Silvio morrer para sabermos qual será o caminho do SBT. Desde que o Silvio deixou de participar, e suas filhas e a Iris lideraram os negócios, vimos que a falta de experiência e os egos são o que ditam hoje o caminho do SBT. Infelizmente, o SBT deixou de ser vice-líder numa rapidez alarmante, e o caminho contrário é muito mais difícil”, disse em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. “Acho que tem que haver um equilíbrio entre a marca colocada pelo Silvio e a modernização. Modernizar não quer dizer que você destruirá o DNA da empresa. É triste ver o caminho que o SBT está tomando”, comentou.

Na entrevista, o empresário também comentou que não considera a apresentadora Eliana uma estrela de primeira grandeza e criticou a ideia de Daniela Beyruti, presidente do SBT, de tornar a emissora em uma “Disney brasileira”.

Callegari trabalhou com Silvio Santos por mais de 40 anos, desde quando o comunicador apresentava show em circos. O empresário participou da criação do SBT, onde permaneceu até o fim dos anos 1990, quando a emissora conquistou a vice-liderança de audiência e lutava pelo primeiro lugar com a TV Globo. Durante este período, os dois ficaram muito amigos e conversavam horas para definir os rumos da emissora paulista.

“Só aconteceu [o sucesso] porque conversávamos dez horas por dia, em média. Não tinha ego envolvido [entre] ele e eu. Discutimos por horas os melhores talentos para a programação e o que deveria ser feito. Tínhamos intimidade, de fato, de poder falar tudo um para o outro, sem qualquer tipo de preocupação. Isso ajudou no desenvolvimento da emissora. A paixão que temos pela televisão se refletiu na audiência”, afirmou.

Pouco depois da pandemia de covid-19, o empresário e a família foram convidados para jantar na mansão Abravanel, em São Paulo. Segundo ele, o encontro tinha tom de despedida.

“[Ele não estava bem de saúde], senti que ele queria falar alguma coisa, mas não conseguia. O que ficou gravado [na minha memória] é que na hora em que eu estava saindo, ele me chamou numa outra sala e me disse se eu precisava de alguma coisa. Foi a última vez que eu falei com meu amigo”, recordou.

Apesar das críticas à administração das herdeiras do Homem do Baú, Callegari ressaltou os laços entre as famílias.

“A minha maior satisfação não foi ser o melhor amigo do Silvio, como ele disse diversas vezes. Mas foi ver que nossas famílias também se davam bem. A Anna [mulher de Callegari, já falecida] e a Iris sempre se deram muito bem, viajávamos muito juntos nas férias para a Flórida, e os meus filhos [Luciano Jr., Mauro, Rodrigo e Rogério] e as meninas [filhas de Silvio] sempre se deram muito bem também. A gente era uma família como na televisão”.

+Em homenagem ao amigo, Luciano Callegari publicou o seguinte post no Instagram no dia 20 de agosto:

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