Preso por engano nos EUA, jovem brasileiro descreve dias de medo e sofrimento

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Bastidores. Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, viveu seis dias de angústia e medo após ser preso por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), no último dia 31 de maio. O jovem, que mora desde os 5 anos em Milford, Massachusetts, foi detido quando dirigia rumo ao treino de […]

POR Redação SRzd 13/6/2025| 2 min de leitura

Marcelo Gomes da Silva. Foto: Reproduçãode TV

Marcelo Gomes da Silva. Foto: Reproduçãode TV

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Bastidores. Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, viveu seis dias de angústia e medo após ser preso por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), no último dia 31 de maio. O jovem, que mora desde os 5 anos em Milford, Massachusetts, foi detido quando dirigia rumo ao treino de vôlei da escola, e só foi libertado no dia 5 de junho após decisão da Justiça americana.

“Chorei muito, dormi no concreto e tive medo de ser deportado”, contou Marcelo ao jornal O Globo. Ele passou seis dias em uma cela superlotada com mais de 30 homens, em condições precárias: sem banho, com alimentação inadequada e sob intenso calor. Apesar das dificuldades, encontrou forças na fé e atuou como intérprete voluntário para ajudar outros detentos que não falavam inglês.

Inicialmente, o ICE alegou que a prisão foi um erro e que o alvo da operação era o pai de Marcelo. No entanto, o jovem nega essa versão. “Em nenhum momento perguntaram sobre meu pai. Eles sabiam que eu ia para a escola jogar vôlei e que tinha 18 anos”, afirmou.

Durante a detenção, Marcelo diz ter enfrentado momentos de humilhação, como quando um guarda debochou ao abrir a porta da cela e fechá-la em seguida, provocando falsas esperanças nos imigrantes. “Só um dos agentes tinha coração. Os outros não ligavam pra ninguém”, relatou.

Marcelo segue respondendo ao processo de deportação, mas sua defesa trabalha para regularizar sua situação. Prestes a concluir o ensino médio, ele sonha em cursar Direito para ajudar outros imigrantes como ele. “Cresci aqui e pretendo ficar. Quero ser advogado de imigração.”

Rodapé - mundo

Bastidores. Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, viveu seis dias de angústia e medo após ser preso por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), no último dia 31 de maio. O jovem, que mora desde os 5 anos em Milford, Massachusetts, foi detido quando dirigia rumo ao treino de vôlei da escola, e só foi libertado no dia 5 de junho após decisão da Justiça americana.

“Chorei muito, dormi no concreto e tive medo de ser deportado”, contou Marcelo ao jornal O Globo. Ele passou seis dias em uma cela superlotada com mais de 30 homens, em condições precárias: sem banho, com alimentação inadequada e sob intenso calor. Apesar das dificuldades, encontrou forças na fé e atuou como intérprete voluntário para ajudar outros detentos que não falavam inglês.

Inicialmente, o ICE alegou que a prisão foi um erro e que o alvo da operação era o pai de Marcelo. No entanto, o jovem nega essa versão. “Em nenhum momento perguntaram sobre meu pai. Eles sabiam que eu ia para a escola jogar vôlei e que tinha 18 anos”, afirmou.

Durante a detenção, Marcelo diz ter enfrentado momentos de humilhação, como quando um guarda debochou ao abrir a porta da cela e fechá-la em seguida, provocando falsas esperanças nos imigrantes. “Só um dos agentes tinha coração. Os outros não ligavam pra ninguém”, relatou.

Marcelo segue respondendo ao processo de deportação, mas sua defesa trabalha para regularizar sua situação. Prestes a concluir o ensino médio, ele sonha em cursar Direito para ajudar outros imigrantes como ele. “Cresci aqui e pretendo ficar. Quero ser advogado de imigração.”

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