Câmeras de segurança que captam conversas serão usadas na Inglaterra.
POR Redação SRzd 29/11/2006| 4 min de leitura
Câmeras de segurança que captam conversas serão usadas na Inglaterra.
POR Redação SRzd 29/11/2006| 4 min de leitura

Esses aparelhos já são usados em 300 localidades na Holanda e a polícia, o governo, e oficiais de transporte de Londres, se mostraram interessados em instalá-los antes das Olimpíadas de 2012.
O interesse no equipamento é uma tentativa de impedir o crescimento da violência na Inglaterra. Recentemente foi registrada a existência de mais de 4,2 metros de câmeras de CCTV, com uma mesma pessoa sendo filmada mais de 300 vezes por dia, em média. O acréscimo de microfones permitiria uma inspeção mais ampla.
No entanto, a polícia acha necessário que haja um debate público, prevendo o impacto que os microfones irão causar, invadindo a privacidade dos ingleses.
O equipamento pode captar tons agressivos, através do nível de decibéis, e a entonação e velocidade em que as palavras são pronunciadas. Barulhos externos são filtrados, permitindo que a câmera foque uma conversa específica em lugares públicos. Se o comportamento agressivo persistir, a polícia poderá intervir. Na Holanda, as leis de privacidade devem limitar o projeto. Derek van der Vorst, diretor da Sound Intelligence, companhia que criou o método, afirmou que é “tecnicamente possível registrar acontecimentos 24 horas por dia. Isto realmente depende das leis de privacidade de cada país”.
Mês passado, Martin Nanninga, da companhia de marketing tecnológico da Dutch, fez uma apresentação sobre o sistema CCTV para oficiais de transporte de Londres e policiais da cidade. Nanninga pretende retornar a discussão em 2007. “Havia muito interesse no nosso sistema, especialmente com relação às questões de segurança nos Jogos Olímpicos de 2012. Nós discutimos nosso controle inteligente de espaços e sobre o sistema de detecção de agressões”, disse ele.
Na Holanda, mais de 300 câmeras foram ajustadas em Groeninge, Utrecht e Roterdã, incluindo lugares como centro da cidade e prisões. A sensibilidade dos microfones é regulada de acordo com cada situação.
A polícia e os oficiais do governo local ainda estão avaliando o retorno desse recurso no crime, apesar das câmeras terem levantado 70 alarmes autênticos no teste inicial de seis semanas, no ano passado, em Groeninge, que resultou em quatro prisões.
Harry Hoetjer, chefe de polícia do quartel-general de Groeninge, lembra um incidente, em que a câmera registrou uma gangue de quatro homens que tentavam atacar um pedestre. “Nós normalmente não detectaríamos esse caso, se a câmera não o estivesse filmando”, explicou.
Na sexta-feira, um repórter da Sunday Times visitou um oficial da Soud Intelligence, em Groeninge, para testar o sistema. O repórter ficou no centro de controle, com um painel de monitores. Van der Vorst entrou na sala onde o jornalista estava, fora do campo de visão da câmera, e começou a fazer barulhos agressivos.
A câmera se virou para filmá-lo e um alarme disparou na sala de controle, alertando a polícia para um possível incidente. “As câmeras trabalham com o princípio de que, numa situação de violência, a entonação aumenta e as palavras são pronunciadas mais rapidamente”, disse Van der Vorst. “A voz não tem o mesmo tom monótono e normal, ela vibra. São essas mudanças súbitas que as nossas câmeras de áudio conseguem captar”, afirmou.
É certo que esse sistema de áudio deve ter como objetivo a detecção, prevenção do crime, apreensão e denúncia de ofensores. Ele não deve ser usado para gravar conversas privadas. Esta é a grande questão.
Graeme Gerrard, presidente do grupo de oficiais envolvidos no trabalho com vídeo e CCTV, disse que na Inglaterra, esse é um novo passo. “Claro que existe alguém ou alguma coisa monitorando a conversa das pessoas nas ruas, mas antes de aderirmos a essa tecnologia, existem ainda obstáculos legais”.
“Nós precisaríamos fazer um debate, discutindo se as pessoas acham que o recurso seria um uso sensato da tecnologia ou não. O outro tema seria com relação à capacidade do serviço policial negociar com isso”, concluiu ele.

Esses aparelhos já são usados em 300 localidades na Holanda e a polícia, o governo, e oficiais de transporte de Londres, se mostraram interessados em instalá-los antes das Olimpíadas de 2012.
O interesse no equipamento é uma tentativa de impedir o crescimento da violência na Inglaterra. Recentemente foi registrada a existência de mais de 4,2 metros de câmeras de CCTV, com uma mesma pessoa sendo filmada mais de 300 vezes por dia, em média. O acréscimo de microfones permitiria uma inspeção mais ampla.
No entanto, a polícia acha necessário que haja um debate público, prevendo o impacto que os microfones irão causar, invadindo a privacidade dos ingleses.
O equipamento pode captar tons agressivos, através do nível de decibéis, e a entonação e velocidade em que as palavras são pronunciadas. Barulhos externos são filtrados, permitindo que a câmera foque uma conversa específica em lugares públicos. Se o comportamento agressivo persistir, a polícia poderá intervir. Na Holanda, as leis de privacidade devem limitar o projeto. Derek van der Vorst, diretor da Sound Intelligence, companhia que criou o método, afirmou que é “tecnicamente possível registrar acontecimentos 24 horas por dia. Isto realmente depende das leis de privacidade de cada país”.
Mês passado, Martin Nanninga, da companhia de marketing tecnológico da Dutch, fez uma apresentação sobre o sistema CCTV para oficiais de transporte de Londres e policiais da cidade. Nanninga pretende retornar a discussão em 2007. “Havia muito interesse no nosso sistema, especialmente com relação às questões de segurança nos Jogos Olímpicos de 2012. Nós discutimos nosso controle inteligente de espaços e sobre o sistema de detecção de agressões”, disse ele.
Na Holanda, mais de 300 câmeras foram ajustadas em Groeninge, Utrecht e Roterdã, incluindo lugares como centro da cidade e prisões. A sensibilidade dos microfones é regulada de acordo com cada situação.
A polícia e os oficiais do governo local ainda estão avaliando o retorno desse recurso no crime, apesar das câmeras terem levantado 70 alarmes autênticos no teste inicial de seis semanas, no ano passado, em Groeninge, que resultou em quatro prisões.
Harry Hoetjer, chefe de polícia do quartel-general de Groeninge, lembra um incidente, em que a câmera registrou uma gangue de quatro homens que tentavam atacar um pedestre. “Nós normalmente não detectaríamos esse caso, se a câmera não o estivesse filmando”, explicou.
Na sexta-feira, um repórter da Sunday Times visitou um oficial da Soud Intelligence, em Groeninge, para testar o sistema. O repórter ficou no centro de controle, com um painel de monitores. Van der Vorst entrou na sala onde o jornalista estava, fora do campo de visão da câmera, e começou a fazer barulhos agressivos.
A câmera se virou para filmá-lo e um alarme disparou na sala de controle, alertando a polícia para um possível incidente. “As câmeras trabalham com o princípio de que, numa situação de violência, a entonação aumenta e as palavras são pronunciadas mais rapidamente”, disse Van der Vorst. “A voz não tem o mesmo tom monótono e normal, ela vibra. São essas mudanças súbitas que as nossas câmeras de áudio conseguem captar”, afirmou.
É certo que esse sistema de áudio deve ter como objetivo a detecção, prevenção do crime, apreensão e denúncia de ofensores. Ele não deve ser usado para gravar conversas privadas. Esta é a grande questão.
Graeme Gerrard, presidente do grupo de oficiais envolvidos no trabalho com vídeo e CCTV, disse que na Inglaterra, esse é um novo passo. “Claro que existe alguém ou alguma coisa monitorando a conversa das pessoas nas ruas, mas antes de aderirmos a essa tecnologia, existem ainda obstáculos legais”.
“Nós precisaríamos fazer um debate, discutindo se as pessoas acham que o recurso seria um uso sensato da tecnologia ou não. O outro tema seria com relação à capacidade do serviço policial negociar com isso”, concluiu ele.
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