Batalhões da PM irão monitorar crimes por câmera

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Em Copacabana, primeiro local a receber o projeto, equipamentos estavam desligados quando turista português foi assassinado na praia.

POR Redação SRzd15/08/2006|3 min de leitura

Batalhões da PM irão monitorar crimes por câmera
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A PM do Rio de Janeiro ganha nesta quarta-feira mais um reforço para auxiliar seu trabalho de garantir a segurança do cidadão fluminense, obrigação que muitas vezes vem sendo descumprida, com a polícia fazendo vista grossa aos crimes ou até mesmo se ‘filiandoâ? aos grupos de bandidos.

A Secretaria de Segurança Pública inaugura amanhã o sistema de monitoramento por câmeras do 6° BPM (Tijuca). Nos dois dias seguintes entrarão em funcionamento os sistemas do 18° BPM (Jacarepaguá) e do 12° BPM (Niterói). Com visão ampla que possibilita monitorar diversos pontos da cidade, os policiais podem, pelo menos teoricamente, tentar evitar assaltos ao perceber alguma movimentação estranha de suspeitos pelas ruas do Rio.

Câmeras desligadas, turista assassinado

Em Copacabana, as câmeras que haviam sido instaladas estavam desligadas para aperfeiçoamento do sistema utilizado pela Secretaria de Segurança. Talvez com elas (e com muita atenção e boa vontade), os policiais pudessem ter evitado o crime bárbaro em plena manhã de sol desta segunda-feira contra um jovem turista de Portugal. O estudante André Costa Bordalo, de 19 anos, estava na praia de Copacabana com os pais quando, por volta de 8h30, um bandido armado com uma faca roubou sua mochila. Assustado, ele gritou, foi esfaqueado e morreu na hora. O corpo de André ficou lá, estendido na areia, chocando banhistas e compondo parte da imagem de um dos pontos turísticos mais famosos do mundo. Em seguida, o criminoso foi preso pelos policiais de Copacabana, porque banhistas correram atrás dele gritando pega ladrão! Mas aí já era tarde demais.

O governo do estado do Rio diz que o aperfeiçoamento do sistema exigiu que as câmeras instaladas na primeira fase do projeto ‘ no 19° BPM (Copacabana), 23° BPM (Leblon) e 17° BPM (Ilha do Governador) ‘ fossem substituídas. E promete que as novas câmeras dos três batalhões, que começaram a ser trocadas em junho, voltarão a funcionar em, no máximo 15 dias. Elas são dotadas do sistema wireless (sem fio), que facilita a remoção dos equipamentos para novos pontos de observação, conforme a mudança dos trechos de maior incidência de crimes.

Câmeras em dezenas de batalhões

Com as novas instalações desta semana, serão 18 batalhões da Polícia Militar equipados, no total, com 180 câmeras instaladas nas áreas mapeadas como as de maior incidência criminal. O governo do estado afirma que está investindo R$ 52 milhões no projeto, considerado fundamental para a segurança dos Jogos Pan-Americanos de 2007.

Com a inauguração até o final de setembro dos sistemas em fase de testes no 4° BPM (São Cristóvão), 9° BPM (Rocha Miranda), 20° BPM (Mesquita) e 24° BPM (Queimados), o projeto estará concluído, com um total de 220 câmeras ‘ dez em cada uma das jurisdições abrangidas pelos 22 batalhões da Região Metropolitana.

‘O projeto permitirá, com o emprego de um avançado software, que as imagens captadas pelas 220 câmeras passem, também, a ser transmitidas para o Centro de Comando e Controle, instalado no prédio da Secretaria de Segurança, na Central do Brasil. Com as imagens, as autoridades da cúpula da segurança poderão comandar, da Central do Brasil, via rádio, grandes ações de cerco a criminosos em qualquer ponto da cidadeâ?, diz um comunicado do governo do Estado.

Equipamentos aumentam imagens em até 200 vezes

As câmeras permitem giros completos e aproximação (‘zoomâ?) de até 200 vezes e podem facilitar que os policiais, ao visualizarem uma situação suspeita ou a ocorrência de um crime, enviem para o local, por comunicado via rádio, os PMs posicionados mais próximos.

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