Semana em Defesa da Vida relembra a Chacina da Candelária

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Evento quer trazer à discussão o problema endêmico da violência no Rio de Janeiro.

POR Redação SRzd10/07/2006|2 min de leitura

Semana em Defesa da Vida relembra a Chacina da Candelária
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Entre os dias 23 e 28 de julho, o Rio de Janeiro vai sediar a Semana em Defesa da Vida. Sete instituições de defesa dos direitos humanos estão programando as atividades para os últimos dias deste mês. A proposta é criar uma maneira diferente de trazer à pauta os 13 anos da Chacina da Candelária, ocorrida em 23 de julho de 1993.

A idéia para o evento partiu da articulação entre organizações não-governamentais, empresas, parlamentares, artistas, instituições de defesa da vida, movimentos sociais, populares e representantes religiosos e eclesiais. O grupo se uniu para traçar um plano sobre como resgatar a dignidade frente a questões como a interrupção da vida por meios violentos, trazendo à luz iniciativas de proteção à vida.

Para propor e discutir novas formas de atuação de engajamento do poder público, o senador Roberto Saturnino apresentou um projeto de lei para instituir o dia 23 de julho como o Dia Nacional em Defesa da Vida.

Segundo o professor José Geraldo da Rocha, coordenador do Projeto Camélia do Centro de Estudos de Populações Marginalizadas (Ceap), a grande desigualdade social existente é a demonstração do desrespeito à vida e da negação da dignidade humana. Assim, romper com as causas da violência e mostrar o direito à vida e a valorização dos direitos humanos são alguns dos objetivos da Semana.

Seminários, oficinas, audiência pública, lançamento da Campanha Nacional contra a Impunidade e em Defesa da Vida, manifestações culturais, um abraço inter-religioso na Igreja da Candelária, cinema popular e uma caminhada Em Defesa da Vida estão previstas na programação. Elas acontecerão em diversos locais do Centro do Rio de Janeiro.

Estão engajadas no evento as seguintes entidades: Associação Beneficente AMAR, Fundação Bento Rubião, Rede Rio Criança, Pastoral do Menor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Organização de Direitos Humanos Projeto Legal, Movimento Moleque e Projeto Olha Pra Mim.

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