‘Beatriz’ estreia no Rio, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Salvador
Exibido no Festival do Rio 2015, “Beatriz” (2014) entra em cartaz nesta quinta-feira, dia 06, nas salas de cinema do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Salvador. Dirigido por Alberto Graça, de “O Dia da Caça” (2000), o longa é protagonizado por Sérgio Guizé e Marjorie Estiano. Na trama, Estiano […]
POR Ana Carolina Garcia04/06/2019|3 min de leitura
“Beatriz” é um dos longas nacionais selecionados para a Mostra (Foto: Divulgação).
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Filme é dirigido por Alberto Graça (Foto: Divulgação).
Exibido no Festival do Rio 2015, “Beatriz” (2014) entra em cartaz nesta quinta-feira, dia 06, nas salas de cinema do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Salvador. Dirigido por Alberto Graça, de “O Dia da Caça” (2000), o longa é protagonizado por Sérgio Guizé e Marjorie Estiano.
Na trama, Estiano vive Beatriz, jovem advogada que se muda com o marido escritor para Lisboa com o intuito de ajudá-lo a escrever seu novo livro. Mas para ativar a veia criativa de Marcelo (Guizé) em uma história sobre ciúme e obsessão, Beatriz se coloca em situações de risco ao optar por uma vida dupla que inclui drogas e relações sexuais extraconjugais, com homens e mulheres desconhecidos.
Apresentando uma história fraca que não explica nenhuma das situações vividas pelos personagens de maneira minimamente satisfatória, “Beatriz” tem no roteiro o seu maior problema. Partindo do princípio de que tudo é válido para que a mulher tenha ao seu lado o homem que ama, mesmo que agindo de maneira a odiar e desrespeitar a si própria, o filme não faz nenhum tipo de crítica a relacionamentos destrutivos, mostrando a personagem título como uma serva fiel capaz de interromper a tão sonhada gravidez para não atrapalhar o processo de construção do livro do marido. E isto significa permanecer temporariamente mergulhada num mundo que nunca lhe pertenceu.
Há ainda outro fator que, associado ao roteiro, prejudica bastante “Beatriz”: a falta de sintonia do elenco. Não há química entre os atores, principalmente entre Sérgio Guizé e Marjorie Estiano. O esforço da atriz em cena é nítido, mas o material raso que tinha em mãos a impediu de trabalhar com mais afinco o drama da personagem; ao contrário de Guizé, que surge na tela atuando no modo automático, apostando no distanciamento que concedeu a Marcelo uma artificialidade ímpar.
Falha em sua concepção e condução, “Beatriz” é uma produção simplória calcada no desejo de um homem por uma mulher idealizada por ele mesmo, obrigando-a a se anular em prol de seu egoísmo.
Filme é dirigido por Alberto Graça (Foto: Divulgação).
Exibido no Festival do Rio 2015, “Beatriz” (2014) entra em cartaz nesta quinta-feira, dia 06, nas salas de cinema do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Salvador. Dirigido por Alberto Graça, de “O Dia da Caça” (2000), o longa é protagonizado por Sérgio Guizé e Marjorie Estiano.
Na trama, Estiano vive Beatriz, jovem advogada que se muda com o marido escritor para Lisboa com o intuito de ajudá-lo a escrever seu novo livro. Mas para ativar a veia criativa de Marcelo (Guizé) em uma história sobre ciúme e obsessão, Beatriz se coloca em situações de risco ao optar por uma vida dupla que inclui drogas e relações sexuais extraconjugais, com homens e mulheres desconhecidos.
Apresentando uma história fraca que não explica nenhuma das situações vividas pelos personagens de maneira minimamente satisfatória, “Beatriz” tem no roteiro o seu maior problema. Partindo do princípio de que tudo é válido para que a mulher tenha ao seu lado o homem que ama, mesmo que agindo de maneira a odiar e desrespeitar a si própria, o filme não faz nenhum tipo de crítica a relacionamentos destrutivos, mostrando a personagem título como uma serva fiel capaz de interromper a tão sonhada gravidez para não atrapalhar o processo de construção do livro do marido. E isto significa permanecer temporariamente mergulhada num mundo que nunca lhe pertenceu.
Há ainda outro fator que, associado ao roteiro, prejudica bastante “Beatriz”: a falta de sintonia do elenco. Não há química entre os atores, principalmente entre Sérgio Guizé e Marjorie Estiano. O esforço da atriz em cena é nítido, mas o material raso que tinha em mãos a impediu de trabalhar com mais afinco o drama da personagem; ao contrário de Guizé, que surge na tela atuando no modo automático, apostando no distanciamento que concedeu a Marcelo uma artificialidade ímpar.
Falha em sua concepção e condução, “Beatriz” é uma produção simplória calcada no desejo de um homem por uma mulher idealizada por ele mesmo, obrigando-a a se anular em prol de seu egoísmo.