POLÍTICA: Começam os processos contra senadores sanguessugas

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Abertura oficial aconteceu nesta segunda-feira.

POR Redação SRzd28/08/2006|2 min de leitura

POLÍTICA: Começam os processos contra senadores sanguessugas
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Foram abertos, oficialmente nesta segunda-feira, os processos de cassação de mandato, por quebra de decoro parlamentar, contra os três senadores envolvidos na Máfia das Ambulâncias: Ney Suassuna (PMDB-PB), Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT). A oficialização dos processos foi feita pelo presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA). Ele retornou a Brasília para assinar os documentos que dão início aos processos.

Havia dificuldades para encontrar um relator para o caso do senador Magno Malta. João Alberto Souza solucionou o problema fazendo uma troca. O vice-presidente do Conselho, Demóstenes Torres (PFL-GO), vai cuidar do caso de Magno Malta. Ele, inicialmente, iria relatar a participação de Serys Slhessarenko na Máfia das Ambulâncias. O relator do processo contra Serys será o senador Paulo Octávio (PFL-DF). O senador Jefferson Peres (PDT-AM) permanece como relator do processo contra Ney Suassuna.

João Alberto Souza explicou que fez a mudança porque Magno Malta é muito ligado a Paulo Octávio. Agora, os três senadores acusados têm prazo de cinco sessões do plenário do Senado para apresentarem defesa. Os cronogramas de trabalho devem ser apresentados pelos relatores dia 5 de setembro no Conselho de Ética. João Alberto Souza prometeu ser isento diante dos três processos.

A promessa de João Alberto Souza faz sentido porque inicialmente ele sinalizou que poderia mandar para o arquivo as representações contra os três colegas. Conhecido como ‘arquivadorâ?, o presidente do Conselho de Ética deu declarações desqualificando o depoimento do empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, sócio da Planam, principal empresa da Máfia das Ambulâncias.

João Alberto Souza chegou a declarar que o empresário é um bandido, e que a palavra de um bandido não pode ser mais importante do que a de um senador da República. Disse, também, que era preciso valorizar e defender os mandatos dos colegas. Diante da reação negativa até dentro do próprio Congresso Nacional, o presidente do Conselho de Ética mudou de posição e promete agora um julgamento sem interferência de suas próprias opiniões.

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