POLÍTICA: Empresário sanguessuga volta para a cadeia

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Vedoin é acusado de ocultar provas e chantagear políticos

POR Redação SRzd16/09/2006|2 min de leitura

POLÍTICA: Empresário sanguessuga volta para a cadeia
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O empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, chefe da Máfia das Ambulâncias, foi preso nessa sexta-feira em Cuiabá, Mato Grosso, pela Polícia Federal. Ele volta para cadeia acusado de ‘ocultação e venda de provasâ? e de ‘chantagear pessoas envolvidas em crimesâ?. Vedoin estava solto beneficiado pela delação premiada. Ele foi encontrado escondido num motel da capital mato-grossense.

Na quinta-feira, um primo do empresário, Paulo Roberto Trevisan, foi preso pela PF carregando uma fita de vídeo, um DVD e fotos. O material serviria para envolver o ex-ministro da Saúde José Serra, candidato do PSDB ao governo de São Paulo, e o sucessor de Serra no ministério, Barjas Negri. Serra aparece num evento de entrega de ambulâncias vendidas por Vedoin a prefeituras, em Cuiabá.

O material apreendido com o primo do empresário seria entregue a duas pessoas em São Paulo, vendido por mais ou menos R$ 2 milhões. As duas pessoas são ligadas ao PT, e também foram presas pela PF. São o empresário Valdebran Carlos Padilha da Silva e Gedmar Pereira Passos, advogado e ex-agente da própria PF.

Padilha já foi tesoureiro de campanhas eleitorais do PT em Mato Grosso e Passos se apresentou como advogado do diretório do PT. O material serviria para prejudicar a candidatura de José Serra. O juiz da 3ª Vara Federal de Cuiabá, César Augusto Bearsi, que ordenou a prisão de Vedoin, afirmou que é ‘inadmissível que o réu disposto a participar de uma delação premiada venha a ocultar provas importantes e usá-las para chantagear pessoas, vendendo-lhe tais provasâ?.

O juiz César Augusto Bearsi informou ainda que ‘inteceptação telefônica (escuta)â? comprovou que Vedoin ‘está negociando provas, em especial documentos que matêm ocultosâ?. Luiz Antônio Trevisan Vedoin, sócio com o pai na Planam, principal empresa da Máfia das Ambulâncias, deu entrevista a revista Istoé desta semana, afirmando que a melhor época para a operação da quadrilha foi quando Serra era ministro da Saúde, entre 2001 e 2002.

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